Plataformas digitais na sector bancário

Plataforma como caminho obrigatório para o sector bancário?

Em primeiro lugar, e para efeitos deste artigo, cumpre-nos definir o que entendemos por plataforma no contexto do sector bancário: Plataforma é o conjunto de produtos e serviços que estão disponíveis online para consumo, num interface único e simples, com abertura suficiente para integração de novos produtos e serviços.

A plataforma tem como objetivo simplificar a implementação e a experiência, o que não implica simplificar a oferta, mas pelo contrário, enriquecê-la. Mais do que isso, a importância de simplificar a experiência surge precisamente da tendência para uma oferta mais ampla e eventualmente complexa. Este dinamismo na oferta surge a partir da disrupção a que assistimos diariamente no mercado financeiro e que gera uma enorme pressão sobre as entidades bancárias.

A evolução do mercado, assim como da tecnologia envolvente, faz com que as componentes da cadeia de valor se multipliquem: Formas de pagamento, contas à ordem, soluções de poupança, relatórios, avisos, bitcoin,… são inúmeras as opções de serviços que estão disponíveis e que vão aparecendo a cada dia, e que as entidades têm de fazer coexistir no mesmo ambiente.

Na nossa opinião, há que não ceder à tentação de ter tudo a custo de uma experiência menos fluída.

Deve haver a preocupação de integrar o que vem de novo no que é o ecossistema do banco, no ambiente natural do utilizador. Na verdade, nos bastidores podem estar centenas de APIs que liguem a fornecedores especialistas, mas em cena tem de estar uma imagem e uma experiência coerente e integrada que não transpareça esta multiplicidade de intervenientes.

Da mesma forma, não devemos encontrar problemas para encaixar soluções tecnológicas, mas sim focar no que são os desafios atuais dos clientes e tentar ultrapassá-los, garantindo uma subscrição, utilização e desativação tão simples quanto agradável e segura.

Neste cenário, a ligação de novas funcionalidades via APIs, assegurando uma experiência consistente, permite aos bancos lançar produtos inovadores, ir testando novas soluções, sem criar disrupção nos sistemas legacy e sem interdependências que comprometam o funcionamento geral do core sempre que “entra” ou “sai” uma nova funcionalidade.

Todo este processo pode ser garantido pela plataforma de integração que, mantendo os silos de informação inalterados, permite a criação de pontes de ligação, dando transversalidade ao processo de uma forma rápida, centralizada e simplificada e transmitindo uma ideia de unicidade de informação, requisito fundamental para responder às necessidades dos dias de hoje.

Gostou deste artigo?

Subscreva a nossa newsletter e receba trimestralmente os nossos artigos mais relevantes.