Woman opening an envelope

Dicas para escolher o envelope certo

Sabia que todas as casas do mundo, até mesmo nas áreas mais remotas, conseguem ser contactadas por correio?

Só na União Europeia, e segundo dados da European Federation of Envelope Manufacturers, 30% das casas não têm acesso à Internet, o que significa que, o correio continua a ser a única forma que estas pessoas têm de receber o que quer que seja em casa.

De acordo com este organismo, os consumidores têm, ao contrário do que muitas vezes se quer fazer crer, uma perceção muito positiva do correio tradicional e que até o preferem ao correio eletrónico, em situações como:

  • Mensagens pessoais (cartões de boas festas, por exemplo);
  • Informação importante e confidencial enviada pelas suas administrações, pelos seus funcionários, pelas suas seguradoras ou pelos seus bancos;
  • Diplomas, certificados ou outros documentos do género;

O papel provém de uma fonte renovável – as árvores.

Por cada árvore que é mandada abaixo, na Europa, para produzir papel, são plantadas outras duas.

O organismo europeu dos produtores de envelopes acrescenta ainda que uma campanha eletrónica de marketing direto produz entre 3,5 e 4,4 vezes mais CO2 do que a mesma campanha pensada e executada tendo o papel impresso como base, sendo necessários pelo menos 3 emails para que o impacto/retorno da campanha seja semelhante ao do correio normal.

Agora que já lhe mostrámos os argumentos que defendem (e bem) a prevalência do papel sobre o correio eletrónico, chegou a hora de lhe falarmos de outra coisa importantíssima: os envelopes.

Pois é. É uma questão que parece irrelevante, mas que é tudo menos isso.

Na hora de decidir o que é que vamos enviar e para onde é que vamos enviar, devemos ter o cuidado de perceber o caminho que esse envelope vai fazer para garantir que é utilizado um envelope adequado, sobretudo se estivemos a falar de envelopes que vão ser utilizados em máquinas de envelopagem automática.

Por isso, há muito mais por trás da produção de envelopes – ou melhor, de envelopes de qualidade – do que se possa pensar.

As máquinas de envelopagem automática

Produzir o melhor dos envelopes significa, igualmente, que tenhamos em atenção que o mesmo passe com distinção no mais difícil e exigente dos testes: máquinas de envelopagem automática que examinam, um por um, tornando-se estas próprias máquinas no consumidor mais exigente que podemos ter pela frente.

Estas máquinas têm padrões de qualidade muitíssimo elevados e que requerem uma prevalência enorme de técnicas de manufatura:

  • O papel tem de ter as fibras na direção certa, bem como uma porosidade, força e rigidez perfeitas;
  • O envelope tem de ter as dobras igualmente perfeitas e extremamente específicas, assim como deve estar devidamente selado;
  • Por fim é preciso que tenha a cola adequada.

Tudo isto prova uma coisa muito importante: fazer (bons) envelopes é muito mais do que simplesmente dobrar papel.

Algumas dicas para o ajudar a escolher o envelope certo

Por último, deixamos-lhe aqui algumas dicas, para ajudar a este difícil e exigente processo de escolher o envelope certo para a sua peça de comunicação.

  1. Envelopagem: saiba qual é o modelo e a marca da máquina que vai processar automaticamente os envelopes.
  2. Tamanho: é fundamental que se escolha o tamanho certo para aquela máquina em particular;
  3. Uniformização: este é um dos aspetos fundamentais de todo o processo. Não pode haver variação de tamanhos ou formas, sob o risco de estarmos a provocar problemas de maior na máquina que vão atrasar a envelopagem;
  4. O papel: tem de ser pensado e especialmente desenhado e concebido para envelopes. O papel dos envelopes é diferente de todos os outros.
  5. A cola: deve ser adequada à função do envelope. Ou seja, se for para envelopagem automática deverá ser uma cola que reaja ao humedecimento com água (usada nas envelopadoras), se for para utilização normal, deverá ser usada cola ativa com fita de proteção (para evitar que os envelopes se colem entre si dentro das caixas e para facilitar o fecho dos envelopes sem necessidade de usar cola normal).
  6. A janela do envelope: que é normalmente de acetato (plástico) – deve garantir transparência suficiente para permitir a leitura automática ou humana do endereço durante o processo de tratamento e distribuição do correio pelos operadores postais.
  7. Armazenamento: Os envelopes devem estar devidamente armazenados e prontos para serem utilizados a qualquer momento. A área onde os mesmos vão ser armazenados deve ser seca e bem ventilada.

Em resumo, estes são alguns dos pontos mais importantes e que não devem ser, de modo algum, descurados, quando estamos a falar de envelopes e de máquinas de envelopagem automáticas, que, como tivemos oportunidade de lhe mostrar, são máquinas extremamente sensíveis e com padrões de exigência elevadíssimos.