O caminho do Fernando

O Fernando faz parte da nossa equipa de desenvolvimento há 3 anos e contou-nos como conseguiu alcançar o equilibro entre a sua vida profissional e familiar que sempre procurou, e como encontrou o seu novo hobby de eleição – a formação.

Olá Fernando, muito obrigada pela tua disponibilidade para te conhecermos um pouco melhor.

Já sabes que estas entrevistas começam quase sempre da mesma forma… conta-nos lá, de onde vens?

Eu sou mesmo de Lisboa, andei sempre entre Amadora e Queluz e estudei sempre nesta zona também.

E esses estudos já envolviam programação?

Não, fiz o 12º ano em artes.

Em artes? Temos artista?

Não não, era péssimo a desenho. Fui para artes porque gostava de arquitetura mas esse acabou por não ser o meu caminho. Quando terminei o ensino secundário fui trabalhar como DJ.

Como DJ? Isso é o sonho de qualquer miúdo não?

Mais ou menos… fui trabalhar como DJ desafiado pelo meu irmão que também era DJ, mas nunca gostei muito daquilo. A noite tem lados muito maus.

Então para fugir à noite foste trabalhar para onde?

Trabalhei numa empresa de distribuição de revistas, na área de gestão de assinaturas, andei muito a saltar de emprego para emprego.

Mas já na área da programação?

Não não, a programação só apareceu no ano 2000. Na verdade nessa altura descobri que conseguia por os computadores a trabalhar por mim e isso maravilhou-me. Passado um tempo uma amiga precisava de ajuda para informatizar e organizar a empresa onde trabalhava e lembrou-se de mim. Foi nessa altura que comecei a trabalhar como freelancer na área da programação. Costumo dizer que a partir daí deixei de ter sossego.

A sério? Então porquê?

Quando fazemos algo que nos apaixona acabamos por nos dedicar muito. Comecei a acumular os meus trabalhos normais, de dia, com a atividade de freelancer e ainda mantinha alguma atividade como DJ. Pelo meio ainda tive um filho e houve alturas em foi muito complicado para mim acompanhá-lo.

Imagino que não deve ter sido fácil…

Em 2005 fui trabalhar nas operações de sistemas de distribuição  de um banco o que me fez ter contacto com várias tecnologias e aprender muito. Trabalhava por turnos e isso dava-me espaço para continuar a trabalhar como programador freelancer, por música como DJ e acompanhar todas as consultas do meu filho.

Mas ainda não estavas a 100% na programação..

Não, isso só aconteceu quando fui para a Citypost a 100%. Depois de ter lá trabalhado como freelancer…numa altura em estava a trabalhar 16 horas por dia (8h no meu emprego no banco e 8h como freelancer) acabaram por me fazer uma proposta para integrar os quadros e aceitei. Foram 7 anos de trabalho louco, mas foi lá que conheci o Pedro Silvestre, das melhores pessoas com quem já trabalhei até hoje, tanto como profissional como como ser humano.

Então já estavas a um passo da Contisystems?

Sim, foi através do Pedro que apareceu a oportunidade de vir para a Contisystems, onde tive a sorte de aterrar numa equipa fantástica.

E desde então tens andado pelas mesmas funções?

Não. Entrei como programador, mas rapidamente, desafiado pelo Hugo Santos, me comecei a especializar em bases de dados. Para mim era muito importante estudar e aprofundar uma área. Quando cheguei à equipa encontrei o Mário, o Hugo Fernandes e o João Mortágua e vi logo que tinha de estudar muito, dar muita corda aos sapatos, para os acompanhar. Desde 2018 que me tenho focado em bases de dados e fiz uma formação em DBA (Data Base Administrator).

E foi fácil conciliar a formação com as solicitações habituais?

Não foi muito complicado…a maior parte das coisas são remotas (das poucas coisas boas que a pandemia trouxe…) e por isso até consigo acompanhar formações e grupos de discussão que presencialmente não me seriam possíveis acompanhar. Acho que posso dizer que o meu hobby é mesmo estudar. Nesta área temos de acompanhar diariamente as coisas novas que acontecem, o que estão os outros a fazer na área, e dá-me muito prazer fazê-lo.

E depois do desafio que te foi feito da formação, mais recentemente tiveste mais um desafio, não foi?

Sim, com a integração da equipa de desenvolvimento CCM na equipa de SWE acumulei com o cargo de DBA também a coordenação  de delivery de projetos.

Então não ficaste com a equipa de Lisboa?

Pois não, essa equipa ficou com o Hugo Fernandes que está em Aveiro… o critério geográfico não faz sentido para nós, trabalhamos todos muito bem remotamente. Neste momento faço a gestão de uma equipa que tem um elemento no Barreiro, um em Aveiro, um no Porto outro em Gaia… enquanto eu estou em Lisboa! Até vai ser estranho quando nos reunirmos todos para jantar presencialmente depois de tanto tempo a trabalharmos juntos de forma remota! Comunicamos todos muito bem, funcionamos todos muito bem como equipa.

Então o regime de teletrabalho não vos prejudicou?

Em termos de produtividade não. É claro que faz falta aquela conversa de café de vez em quando, mas de uma forma geral funcionamos muito bem assim.

Então e planos para o futuro?

Gosto muito de DBA e há muito caminho a fazer nesta área. Isto não acaba, todos os dias saem coisas novas que precisamos de acompanhar.

E sentes que já conseguiste encontrar algum equilíbrio e sair da “vida louca” que descreveste associada à programação?

Sim, sinto que consegui encontrar um bom equilíbrio. Faço o que gosto, tenho espaço para aprender e melhorar o que faço, trabalho com uma equipa fantástica e consigo acompanhar a minha família.

Que bom Fernando! Foi ótimo saber mais sobre ti e sobre o teu empenho em fazer sempre melhor. Muito obrigada pelo que entregas de ti à Contisystems.