Histórias de sucesso dos nossos colegas

O caminho do Fernando

O Fernando faz parte da nossa equipa de desenvolvimento há 3 anos e contou-nos como conseguiu alcançar o equilibro entre a sua vida profissional e familiar que sempre procurou, e como encontrou o seu novo hobby de eleição – a formação.

Olá Fernando, muito obrigada pela tua disponibilidade para te conhecermos um pouco melhor.

Já sabes que estas entrevistas começam quase sempre da mesma forma… conta-nos lá, de onde vens?

Eu sou mesmo de Lisboa, andei sempre entre Amadora e Queluz e estudei sempre nesta zona também.

E esses estudos já envolviam programação?

Não, fiz o 12º ano em artes.

Em artes? Temos artista?

Não não, era péssimo a desenho. Fui para artes porque gostava de arquitetura mas esse acabou por não ser o meu caminho. Quando terminei o ensino secundário fui trabalhar como DJ.

Como DJ? Isso é o sonho de qualquer miúdo não?

Mais ou menos… fui trabalhar como DJ desafiado pelo meu irmão que também era DJ, mas nunca gostei muito daquilo. A noite tem lados muito maus.

Então para fugir à noite foste trabalhar para onde?

Trabalhei numa empresa de distribuição de revistas, na área de gestão de assinaturas, andei muito a saltar de emprego para emprego.

Mas já na área da programação?

Não não, a programação só apareceu no ano 2000. Na verdade nessa altura descobri que conseguia por os computadores a trabalhar por mim e isso maravilhou-me. Passado um tempo uma amiga precisava de ajuda para informatizar e organizar a empresa onde trabalhava e lembrou-se de mim. Foi nessa altura que comecei a trabalhar como freelancer na área da programação. Costumo dizer que a partir daí deixei de ter sossego.

A sério? Então porquê?

Quando fazemos algo que nos apaixona acabamos por nos dedicar muito. Comecei a acumular os meus trabalhos normais, de dia, com a atividade de freelancer e ainda mantinha alguma atividade como DJ. Pelo meio ainda tive um filho e houve alturas em foi muito complicado para mim acompanhá-lo.

Imagino que não deve ter sido fácil…

Em 2005 fui trabalhar nas operações de sistemas de distribuição  de um banco o que me fez ter contacto com várias tecnologias e aprender muito. Trabalhava por turnos e isso dava-me espaço para continuar a trabalhar como programador freelancer, por música como DJ e acompanhar todas as consultas do meu filho.

Mas ainda não estavas a 100% na programação..

Não, isso só aconteceu quando fui para a Citypost a 100%. Depois de ter lá trabalhado como freelancer…numa altura em estava a trabalhar 16 horas por dia (8h no meu emprego no banco e 8h como freelancer) acabaram por me fazer uma proposta para integrar os quadros e aceitei. Foram 7 anos de trabalho louco, mas foi lá que conheci o Pedro Silvestre, das melhores pessoas com quem já trabalhei até hoje, tanto como profissional como como ser humano.

Então já estavas a um passo da Contisystems?

Sim, foi através do Pedro que apareceu a oportunidade de vir para a Contisystems, onde tive a sorte de aterrar numa equipa fantástica.

E desde então tens andado pelas mesmas funções?

Não. Entrei como programador, mas rapidamente, desafiado pelo Hugo Santos, me comecei a especializar em bases de dados. Para mim era muito importante estudar e aprofundar uma área. Quando cheguei à equipa encontrei o Mário, o Hugo Fernandes e o João Mortágua e vi logo que tinha de estudar muito, dar muita corda aos sapatos, para os acompanhar. Desde 2018 que me tenho focado em bases de dados e fiz uma formação em DBA (Data Base Administrator).

E foi fácil conciliar a formação com as solicitações habituais?

Não foi muito complicado…a maior parte das coisas são remotas (das poucas coisas boas que a pandemia trouxe…) e por isso até consigo acompanhar formações e grupos de discussão que presencialmente não me seriam possíveis acompanhar. Acho que posso dizer que o meu hobby é mesmo estudar. Nesta área temos de acompanhar diariamente as coisas novas que acontecem, o que estão os outros a fazer na área, e dá-me muito prazer fazê-lo.

E depois do desafio que te foi feito da formação, mais recentemente tiveste mais um desafio, não foi?

Sim, com a integração da equipa de desenvolvimento CCM na equipa de SWE acumulei com o cargo de DBA também a coordenação  de delivery de projetos.

Então não ficaste com a equipa de Lisboa?

Pois não, essa equipa ficou com o Hugo Fernandes que está em Aveiro… o critério geográfico não faz sentido para nós, trabalhamos todos muito bem remotamente. Neste momento faço a gestão de uma equipa que tem um elemento no Barreiro, um em Aveiro, um no Porto outro em Gaia… enquanto eu estou em Lisboa! Até vai ser estranho quando nos reunirmos todos para jantar presencialmente depois de tanto tempo a trabalharmos juntos de forma remota! Comunicamos todos muito bem, funcionamos todos muito bem como equipa.

Então o regime de teletrabalho não vos prejudicou?

Em termos de produtividade não. É claro que faz falta aquela conversa de café de vez em quando, mas de uma forma geral funcionamos muito bem assim.

Então e planos para o futuro?

Gosto muito de DBA e há muito caminho a fazer nesta área. Isto não acaba, todos os dias saem coisas novas que precisamos de acompanhar.

E sentes que já conseguiste encontrar algum equilíbrio e sair da “vida louca” que descreveste associada à programação?

Sim, sinto que consegui encontrar um bom equilíbrio. Faço o que gosto, tenho espaço para aprender e melhorar o que faço, trabalho com uma equipa fantástica e consigo acompanhar a minha família.

Que bom Fernando! Foi ótimo saber mais sobre ti e sobre o teu empenho em fazer sempre melhor. Muito obrigada pelo que entregas de ti à Contisystems.

Impacto da pandemia no paradigma de trabalho

Lançámos um desafio no Linkedin para que os utilizadores partilhassem connosco em que medida sentem que a pandemia alterou o paradigma de trabalho, a médio e longo prazo, nas empresas onde trabalham. Como resultado, verificámos que, embora cerca de 13% refira não antecipar alterações, sendo expectável que se retome o estilo anteriormente adotado, 87% considera que algo vai alterar.

10% irão valorizar o regime presencial

10% dos respondentes indicam-nos que irão valorizar o regime presencial, o que nos deixa a noção de que efetivamente, em algumas empresas, poderá ter havido uma má experiência com a modalidade remota. Na verdade, não esqueçamos que há processos e tarefas que requerem uma elevada preparação e desenvolvimento de software para que possam ser feitas de modo digital, e haverá decerto trabalhadores e empresas cansados deste regime forçado de teletrabalho.

Teletrabalho em pandemia não é referência

De facto, quando falamos de teletrabalho associado a uma pandemia, não nos podemos esquecer que não falamos de teletrabalho na sua correta associação da palavra, pois envolve um impacto emocional muito elevado, associado à falta de liberdade e ao receio face à evolução de saúde do seu círculo relacional. Decerto todos nós encontramos colegas que viram a sua vida familiar ser impactada por este contexto de ausência de limites entre a vida pessoal e profissional.

Também não devemos esquecer que muitos foram os trabalhadores que se viram postos à prova, de um modo nada coerente com os modelos habituais de vida que temos em Portugal, e que tiveram de assumir a sua função profissional, de progenitor e de educador, tudo a tempo inteiro, o que originou um elevado nível de cansaço e uma redução impactante de produtividade… De facto, quem na sua análise deste teletrabalho gostaria de o retomar? E ainda que saibamos que o teletrabalho a adotar no futuro não terá estas condicionantes, poderemos ter dificuldade em abstrair-nos de toda a carga emocional associada…

21% irão adotar teletrabalho em pleno

Em oposição, temos 21% que nos diz que perspetivam que as suas empresas irão adotar o teletrabalho em pleno, pelo que terão encontrado decerto nesta pandemia o impulso que esperavam para avançar para esta modalidade de trabalho. Podemos arriscar perspetivar que sejam empresas digitalmente mais funcionais, onde a produtividade poderá ter aumentado, pois muito do tempo gasto em deslocações passou provavelmente a ser tempo efetivo de trabalho. De facto, o nível de satisfação de quem estava em filas de trânsito ou em transportes públicos lotados, e até passou a poder adotar uma indumentária mais descontraída, terá decerto aumentado e sabemos que isso também impacta positivamente a produtividade…

Não obstante, diríamos que será premente questionar, como funciona a comunicação e interação exclusivamente digital? Como se mantém o alinhamento cultural e o compromisso sempre à distância? Esta será uma preocupação e um esforço acrescido para estas empresas…

56% aposta no melhor dos dois mundos

Por fim, a maioria (56%) fala-nos na possibilidade de ser adotado um regime misto, com alguns dias de trabalho remoto e outros dias de trabalho presencial, o que nos mostra que é indiscutível que esta condição que nos foi imposta nos fez dar o salto, nos fez questionar os nossos modelos mais rígidos e nos fez pôr em perspetiva as mais valias de ambas as modalidades de trabalho.

De facto, uma grande qualidade do ser humano é a sua capacidade de aproveitar as mudanças e os desafios para melhorar e crescer, e as empresas onde tal faça sentido, poderão conciliar deste modo as vantagens existentes no teletrabalho (trabalhadores mais confortáveis, com maior flexibilidade, com maior capacidade de foco em tarefas de maior concentração…), com a grande necessidade do ser humano de contactar, conviver, receber feedback com proximidade física e sem barreiras, e sentir-se parte integrante de um espaço físico que traduz a cultura e os valores da empresa.

A verdade de hoje não é a verdade de amanhã

Contudo, consideramos que ainda teremos um caminho a percorrer de desafios e limitações, e talvez daqui a alguns meses possamos estar a descobrir novas conclusões e novas necessidades, tal como o fizemos há 1 ano atrás sem poder na altura prever que aqui estaríamos, nesta data, a perspetivar estas conclusões…. Mas uma certeza poderemos ter, é que olharemos para a realidade do mundo de trabalho de forma diferente, e cada empresa terá o desafio de reencontrar o seu modo ideal de funcionamento, único e irreplicável.

As mulheres da Contisystems

Hoje é o dia Internacional da Mulher, o dia em que celebramos a igualdade de género. Para nos falar um pouco sobre este tema, conversámos com a Rita, a nossa Diretora de Recursos Humanos.

Olá Rita, obrigada por este tempinho que encontraste para falar connosco sobre as mulheres na Contisystems. 

É sempre um prazer podermos parar e falar um pouco sobre temas que nos são particularmente queridos. 

Quantas mulheres trabalham atualmente na Contisystems?  

Atualmente somos 56 mulheres a trabalhar na Contisystems, o que corresponde a cerca de 42% do total de trabalhadores. 

Essa proporção é histórica ou a % de mulheres tem sofrido alterações?  

A % de mulheres na Contisystems cresceu de forma geral, em cerca de 8% nos últimos 5 anos, e se olharmos para a % de mulheres em cargos de gestão, vemos que tem vindo a sofrer uma alteração significativa ao longo do tempo. Atualmente temos uma mulher a coordenar uma das nossas áreas de produção e temos 3 mulheres na equipa de gestão. Olhando para a Contisystems há 10 anos atrás notamos efetivamente uma mudança significativa neste âmbito. 

A maior parte das mulheres está na parte administrativa ou produtiva? 

A distribuição está muito equitativa, não há grande diferença, temos um racional de 55% na Produção e 45% na área administrativa e de suporte.  

Existe alguma área em que vês claramente que existem menos mulheres? Consegues explicar porque será?  

De forma geral temos uma distribuição uniforme de ambos os géneros nas várias áreas, mas temos de facto algumas áreas onde o sexo feminino está sub-representado. 

 Um exemplo é a área de manutenção, porque é raro encontrarmos mulheres formadas nesta área. Outro caso é a área de impressão e envelopagem nas divisões de Impressão e Gestão de Comunicação com Clientes, onde as funções implicam a realização de algum esforço físico, normalmente mais facilmente assegurado pelos homens. Também a área de IT e Software tem o sexo feminino sub-representado, mas começamos a ver, gradualmente, um maior número de mulheres formadas nestas áreas. 

Mas em compensação, temos também áreas como o Compliance, os Recursos Humanos e o Marketing, em que as equipas são totalmente constituídas por elementos do sexo feminino. Existem ainda outras áreas onde temos muito maior incidência do sexo feminino nas equipas, porque historicamente tendem a ser mais delicadas e minuciosas, aspetos que são críticos para o sucesso da execução das tarefas, como por exemplo o SVA (Serviços de Valor Acrescentado) ou a digitalização. 

Diria que somos um exemplo claro da otimização das valências que caracterizam cada género, e nos nossos processos de recrutamento nunca temos qualquer critério de escolha associado ao género, mas sim às capacidades e experiência profissional apresentadas.  

Não obstante podermos ambicionar ser capazes de desempenhar qualquer função, as nossas características fisiológicas e as nossas apostas no nosso desenvolvimento individual, vão potenciar a nossa adequação a funções diferentes. 

Como mulher, como sentiste o teu caminho na Contisystems?  

Como mulher sinto muito orgulho em dizer que nunca me senti diminuída ou desvalorizada por ser mulher. Sei que provavelmente o que senti desde a minha entrada na empresa teria sido muito diferente há cerca de 10 ou 15 anos atrás, não só porque a sociedade tem mudado bastante neste âmbito, mas porque não nos podemos esquecer que a Contisystems vem de uma génese gráfica, uma área onde as tarefas eram maioritariamente desempenhadas por homens, e mudar estes paradigmas demora sempre algum tempo.  

Também não nos esqueçamos que até há alguns anos isso não acontecia, mas gradualmente as mulheres têm vindo a assumir, cada vez com maior facilidade, alguns cargos de direção, principalmente na área de Recursos Humanos, devido ao elevado número de mulheres formadas nesta área, comparativamente com uma direção de operações ou as áreas de tecnologias de informação. Contudo, diria que não podemos esperar uma realidade diferente se vemos poucas mulheres interessadas em investir e desenvolver competências nessas áreas. Seja por histórico cultural, ou por predisposição / adequação fisiológica, temos de aceitar que diferentes áreas têm diferentes distribuições de género, mas não vejo isso como discriminação, apenas como um facto que traduz as nossas características individuais.  

Por fim, e ainda sobre este tema, não posso deixar de frisar que na Contisystems temos várias provas do respeito pelas pessoas, independentemente do seu género, e da abertura à integração ou promoção de mulheres para qualquer tipo de cargos. Diria que sou um exemplo disso mesmo, pois em momento algum senti que a análise e a tomada de decisão do Duarte de me convidar para pertencer à equipa de gestão foram influenciadas positiva o negativamente pelo meu género, mas sim pela minha competência, pelo meu alinhamento com a Contisystems e pelo meu potencial de crescimento, e acho que isso é símbolo de uma empresa muito saudável e com um enorme potencial. 

Gostarias de deixar alguma palavra às mulheres da Contisystems, neste dia? 

Gostaria apenas de dizer que vejo este dia, mais do que o Dia da Mulher, o dia da igualdade de género, o dia do respeito pelas nossas diferenças individuais, mais do que as nossas diferenças de género. Vejo neste dia o momento de recordar as várias mulheres que foram uma peça fundamental para a nossa emancipação, e de promover que o caminho que em algumas áreas ainda se encontra por construir, seja trilhado. 

Os anos de laboratório do Raimundo

O Raimundo trabalha há 40 anos na área de Laboratório e já soma 2 décadas na nossa companhia. Veio-nos falar um pouco de como o seu trabalho foi evoluindo e do que foi mudando ao longo dos anos. 

Olá (José) Raimundo, muito obrigada por teres encontrado algum tempo para partilhares algumas histórias connosco. Não foi fácil convencer-te!

Não é por mal, mas sou muito reservado, gosto pouco de falar sobre mim.

Não te preocupes, vamos focar-nos mais nas histórias que nos podes contar sobre o que viveste nestes 40 anos de “Laboratório”. O que te parece?

Parece-me bem. Não foram 40 anos de Contisystems, tudo começou na Paragon…..

Então como foste parar à Paragon?

Em 1980 quando terminei os meus estudos, candidatei-me a uma vaga na área na Contabilidade na Paragon. No entanto, como não tinha o Serviço Militar cumprido não pude ir. Entretanto isso foi ultrapassado e passei à Reserva Territorial, mas quando lá cheguei novamente, o lugar na Contabilidade já tinha sido preenchido. Mas o Diretor das Operações simpatizou muito comigo, viu o meu CV, reparou que eu tinha 19,75 a desenho e isso chamou-lhe a atenção. Eles estavam a precisar de uma pessoa para a área de desenho e por isso fiz alguns testes e entrei.

Ena, o desenho era mesmo uma vocação!

Sim, fiquei muito contente por ir trabalhar numa área que me dava tanto gozo.

Como foi começar a trabalhar?

Tinha 19 anos, era tudo novo para mim. Durante 3 meses andei a correr todos os departamentos. Fui ajudante de máquina, fiz controlo de produção, passei por tudo. Foi ótimo como arranque e integração, e ajudou-me muito a perceber como funcionava todo o fluxo do negócio da impressão.

Então e como era trabalhar na área de “desenho” na altura?

Fazia-se tudo à mão. As maquetes dos formulários eram construídas à mão sobre acetato, com letras decalcadas e traços desenhados. Depois eram fotografadas com máquinas especiais, a revelação manual com revelador, fixador e água. Se fossem necessários efeitos de meios tons, tinham de ser dados na revelação. O resultado de todos este processo era uma película fotográfica, com o desenho que se pretendia imprimir. A parte de gravação da chapa, consistia na projeção do conteúdo da película fotográfica na chapa de offset. Este contato era feito numa prensa de ultravioletas.

Era uma arte portanto…imagino que tenha evoluído muito desde então…

Muito mesmo, um processo que hoje em dia leva uma hora poderia levar uma semana nessa altura. Mas foi tudo progressivo, a composição deixou de ser manual, máquinas de compor textos e sistemas de fotomontagem substituíram parcialmente o trabalho manual. Foi uma evolução brutal, na altura reduziu-nos a estrutura em 50%. Mas o boom foi mesmo quando apareceu o sistema PURUP que na altura, por volta de 1988, custou 60 mil contos. Aí já era tudo digitalizado, sistema construía as maquetes a cores se necessário, fazia a saída de provas em papel, filme fotográfico ou chapa offset. Lembro-me que demorava 24h para fazer um backup!

Mas já não é com isso que trabalhas…

Não, claro que não. Entretanto apareceu o sistema Macintosh como temos hoje, embora menos evoluído claro.

Então e quando aparece a Contisystems?

Em 2001 a Paragon é integrada na Contiforme e eu fiquei a executar as mesmas funções.

O que gostas mais de fazer no teu trabalho?

Há coisas que são chatas, mas que na verdade me dão gozo, pela confiança, responsabilidade e segurança com que as executo. Sou muito rigoroso e não gosto de falhar. Continuo a gostar muito desenhar, desenhar logotipos dá-me um gozo especial.

O que achas que é essencial para trabalhar no laboratório?

Concentração absoluta. Temos de estar totalmente focados no que estamos a fazer senão dá asneira.

E na vida pessoal, qual é o teu foco?

Além do Sporting? Estou a brincar… Acho que à medida que o tempo passa todos ganhamos maior noção da importância que têm as coisas mais basilares da vida. Ando a dedicar-me à agricultura no quintal lá de casa e tento estar mais tempo com a família. Acho que não curti as minhas filhas como queria e não quero que o mesmo aconteça com os netos. Estou muito orgulhoso das filhas que criámos e quero dedicar-lhes, a elas e aos meus netos, todo o tempo que possa.

Muito obrigada pelo teu tempo Raimundo, foi muito bom conversar contigo!

O arranque da Verónica na Contisystems

A Verónica chegou à Contisystems no final de 2019 e passados poucos meses viu o seu arranque a ser feito de casa. Vamos saber como correu e como se integrou neste cenário. 

Olá Verónica, muito obrigada por teres aceite conversar um pouco connosco. Vou começar por te perguntar a pergunta da praxe… De onde vens?

Nasci na Anadia, perto de Coimbra mas vim para Lisboa muito pequenina com 2 anos e por isso sempre me senti muito Alfacinha. Vivi em Benfica onde fiz a primária e depois mudei-me para Carnaxide onde fiz o liceu e a secundária.

Então e a seguir, mudaste-te outra vez quando foste para a faculdade?

Sim, com 19 anos fui morar sozinha (com uma colega de quarto) e fiz o curso de Ciências da Comunicação (Marketing e Publicidade) enquanto trabalhava ao mesmo tempo.

Ui, isso é puxadote, aposto que foi um grande desafio…

Sim, foi, foi uma vida muito louca, mas não com a loucura habitual dos tempos de faculdade. Faculdade das 8h às 10h, trabalho das 11h-20h e faculdade novamente das 21h às 24h.

Trabalhaste em quê?

Trabalhei na Optimus onde comecei como operadora de call centre e fui depois desafiada a fazer vendas telefónicas para PMEs.

E trabalhaste lá até ao final do curso?

Não, entretanto mudei-me para Carcavelos e quando assim foi fui trabalhar para a GE Money onde comecei no apoio ao cliente de particulares e segui depois para assistente comercial. No final do curso apercebi-me que não iria poder ficar na GE Money e comecei a mandar CVs. Inesperadamente recebi rapidamente 3 propostas e optei pela que me dava maior segurança e estabilidade para o futuro e entrei na Smart como vendedora automóvel e gestora de financiamentos. Foi uma sensação espetacular porque conseguia pagar uma casa só para mim e tive o meu primeiro carro. Foi uma emoção!

E da Smart vieste para a Contisystems…

Sim, mas com alguma história pelo meio… Quando fui mãe optei por deixar de trabalhar por 3 anos e quando regressei passei por uma empresa de gestão de condomínios, fiz voluntariado numa IPSS e passei pela Opel e depois então fui desafiada a integrar novamente a Smart para a abertura de um novo stand. Para ser honesta quase que senti que nunca tinha saído de lá porque mantive muitos contactos, quer com colegas, quer com clientes.

Então e porquê a saída da Smart?

Cheguei a uma altura que me apercebi que tinha de sair do sector automóvel. Gosto muito da área comercial, mas precisava de ir para outro mercado, precisava de crescer profissionalmente e aprender mais.

E como vieste parar à Contisystems?

Eu já conhecia a empresa de nome, passava muitas vezes à porta e sabia o que fazia. Quando vi o anúncio não hesitei, foi o único CV que enviei na altura.

E como foste bem recebida?

Maravilhosamente bem. Quando sais da tua zona de conforto e apostas num mercado e numa estrutura que não conheces, é um risco muito grande. Eu só conhecia a Contisystems de fora, não conhecia cá ninguém, e o que faz a empresa são as pessoas. Mas pela primeira vez em muito tempo sinto que estou numa empresa de pessoas para pessoas. A minha equipa teve imensa paciência para me ajudar e apoiar. Às vezes incomoda-me um bocadinho estar sempre a chatear sempre os outros e fazer perguntas, mas ninguém se chateia com isso e respondem sempre com um sorriso. E na verdade acredito mesmo que a pergunta mais estúpida é aquela que fica por fazer!

Sentes-te então perfeitamente enquadrada na equipa?

O mais possível. Aliás, sempre que falo com um cliente, falo sempre no plural, as tarefas são nossas, os compromissos são nossos e os resultados são nossos, não meus. Estou na casa onde sempre quis estar e onde pretendo estar por muito tempo, a equipa é extraordinária!

E agora com o tele-trabalho, correu tudo bem?

Não foi fácil ver que os negócios e mesmo os contactos ficaram mais parados. Quando senti que as coisas não estavam a progredir como esperava questionei-me muito se a mudança que fiz tinha sido uma boa aposta quer para mim quer para a equipa como um todo. Mas a verdade é que esse período mais parado foi superado, mais uma vez com a ajuda e apoio de todos, e a sensação é excelente. Todos os dias aprendo, todos os dias aparecem novos desafios, é uma aventura.

E extra trabalho, o que fazes para descontrair?

Tenho um vício muito grande que é a minha família, o meu marido e o meu filho e outro vício, menos ativo desde que o meu filho nasceu, é viajar, espero em breve poder voltar. Quando tenho um momento para mim opto por pegar nos meus phones, por uma musiquinha e ir caminhar para a praia.

Verónica, muito obrigada por esta partilha, foi muito bom conhecer-te melhor!

À conversa com o Hugo em tempos de teletrabalho

O Hugo é um dos nossos programadores da área de Engenharia de Software, está connosco há 10 anos e decidiu partilhar um pouco o seu percurso até chegar à Contisystems e os desafios do teletrabalho enquanto pai recente.

Olá Hugo, bem-vindo e muito obrigada por teres aceite o desafio de falares um pouco sobre ti.

Queres começar por nos contar de onde vens?

Nasci em Arouca onde morei com os meus pais e com o meu irmão até sair de casa. Fiz o meu percurso escolar em Arouca até ir para o CET (Curso de Especialização Tecnológica) em Oliveira de Azeméis  na Escola Superior Aveiro Norte (ESAN – UA) onde fiz o curso de Desenvolvimento de Software e Administração de Sistemas.

O que te levou a escolher essa área?

-Era, e é, uma área em expansão. Assisti ao crescimento da Internet e sempre tive curiosidade na área. Depois do CET frequentei a licenciatura em Tecnologias de Informação na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda (ESTGA – UA), como trabalhador-estudante, onde tive algumas equivalências e fiz algumas cadeiras.

Onde é que estavas a trabalhar nessa altura?

Na empresa in2b onde fui estagiar por 6 meses. Foi onde conheci o Hugo Santos e a Carla, trabalhámos sempre juntos desde essa altura. Entretanto essa empresa foi comprada pela Netual, uma empresa que já estava num processo de integração com a GFI Portugal e onde me cruzei com Ricardo Costa.

O que faziam nessa empresa?

-Desenvolvemos vários sistemas desde alarmística em hotéis, quiosques multimédia, corporate TV, gestão de docentes, software para gestão de termas….muito variado.

Então e como foram para à Contisystems?

-Na verdade saímos vários elementos da GFI para a Contisystems em 2010 desafiados pelo Duarte para trabalhar num novo projeto. Nesse grupo estava, está claro, o Hugo Santos e a Carla.

Na Contisystems desempenhaste sempre as mesmas funções?

-Sim, na Contisystems sempre fiz parte da equipa de desenvolvimento, embora tenha trabalhado em várias áreas e em várias linguagens de programação. As áreas foram desde plataformas para de gestão de conteúdos de sites, sistemas de localização de crianças, controlo de acessos de festivais, desenvolvimento de sistemas de apoio à fábrica e aos comerciais… muita coisa!

Mais uma vez muita variedade mesmo… onde entra aí o nosso atual sistema de Gestão de Comunicação de Clientes?

-Começou em 2015 quando foi identificada junto de um dos nossos clientes essa necessidade, desde então tem crescido bastante.

E como é trabalhar numa equipa pequena em Aveiro quando o resto da empresa toda está em Lisboa?

-É fácil e funciona muito bem. Houve sempre colaboração parte a parte nunca senti nenhuma dificuldade. É claro que é importante existirem visitas regulares e estar com as pessoas, mas estamos sempre muito unidos, a distância geográfica não dificulta a concretização do trabalho nem a relação. Na verdade até há vantagens porque somos poucos e conseguimos estar muito mais concentrados e focados sem ninguém nos interromper na sala com outros assunto. É muito diferente ser interrompido por um email ou chat ou por uma pessoa presencialmente. Mas neste momento nem não há esta diferença Lisboa/Aveiro, agora estamos todos iguais!

Pois agora, a realidade é diferente, como tem sido para ti estar a trabalhar a partir de casa?

-Tem sido um desafio. A minha mulher é enfermeira, por isso não tem a hipótese de teletrabalho, e temos o Diogo que ainda requer muita atenção pois nem 2 anos tem.

Trabalhar e tomar conta do Diogo deve ser dose…

-É. Devido ao risco a que a minha mulher está exposta tentamos evitar o contacto do Diogo com os avós e tenho tentado trabalhar por turnos como a minha mulher de forma a tratar do Diogo à vez.  É complicado porque é raríssimo termos momentos a 3, e isso faz muita falta. Entretanto já vai ficando alguns dias com os avós mas espero que as creches abram em breve e isso possa mudar, e ele já tem muitas saudades da escola.

E ainda te resta tempo para algum hobby?

Agora é impensável. Gostava muito de conseguir seguir com rotinas de exercício físico mas não estou a conseguir. Em 2013 perdi 30 kg em 8 meses graças a uma maior disciplina de exercício e nutrição, entretanto alguns desses 30kg já voltaram… mas gostava muito de voltar a essa disciplina. Tirando isso sou voluntário no TEDx Aveiro desde a primeira edição (2010), onde sou responsável pela gestão da venda de bilhetes e também ajudando, no dia do evento, com o controlo de acessos.

Se pedissemos a quem te é próximo para te descrever em uma expressão, o que achas que diriam?

Acho que seria o facto de ser um pai cuidadoso e próximo. Eu não ajudo, eu faço parte, acho que são coisas bem diferentes.

São mesmo Hugo! Muito obrigada pelo teu tempo, foi ótimo conhecer-te melhor!

Ao som do Michel

O Michel é nosso colega na área de Envelopagem, está na Contisystems já quase há três anos e tem muito para nos contar.

Conta-nos Michel, de onde vens?

– Tenho raízes Caboverdianas, nasci em França, mas vim para Portugal aos 2 anos por isso não me sinto senão Português!

Então e ouvimos dizer que além da Contisystems tens duas actividades pelas quais és apaixonado, quais são?

– Pois tenho, o Futebol e a Música, são a minha vida quando não estou aqui! Jogo futebol aqui com colegas da Contisystems e no bairro aos fins de semana, gosto de jogar com os miúdos e falar um pouco com eles também, tentar puxá-los para o desporto e para a música, coisas boas! A música é a minha outra paixão, sou beatmaker, Hypeman e MC, faço as minhas batidas e já lancei algumas músicas, rap positivo e educativo, ligado a boas mensagens.

Estás a preparar as tuas músicas mas entretanto já deste uns concertos… conta-nos lá como tudo começou!

– Tudo começou com o Karlon, que já está nisto desde 94. O Karlon sempre foi do mesmo bairro que eu e tentou sempre olhar pelos mais novos. Ele sempre gostou da minha música e fomo-nos aproximando. Há cerca de 4/5 anos comecei a pisar os palcos com ele, o primeiro concerto foi no Largo do Intendente e foi uma emoção. Estavam cerca de 3 mil pessoas e partilhei o palco com artistas que ouvia desde os 11 anos, foi passar o dia inteiro a tirar fotos!!

Mas a coisa evoluiu e os palcos cresceram não foi?

– Pois é, em 2017 estivemos no Nos Alive e em 2018 no Rock in Rio…

Uau… Então e conta lá como foi ?

– No Nos Alive lembro-me que no live check sound não havia ninguém e ficamos muito assustados se ninguém iria assistir ao nosso concerto… Mas quando a música começou a tocar, foi um mar de gente logo para lá. Foi arrepiante, era ver pessoas até ao horizonte, deviam ser umas 5 mil pessoas. Ouvir palmas de 5 mil pessoas dá mesmo para ficar de lágrimas nos olhos. 

Então e no Rock in Rio, super tranquilo?

– Não… há sempre o nervoso miudinho de preparar os concertos, estávamos nervosos mas foi muito bom, estivémos no Placo EDP Rock Street.

E mais recentemente, o que andas a fazer?

– Lancei recentemente o meu primeiro single a solo, chama-se “solitário” e já está disponível no youtube para poderem ouvir.

E planos para promover o single?

– O passo mais importante é com os amigos! Ver, gostar e partilhar é super importante para mim. Vou ter promover no Facebook e no Instagram para investir na promoção do meu trabalho. E em breve vai haver novidades…

Boa, muitos parabéns! Obrigada pelo teu tempo e inspiração Michel e conta com muitos likes do nosso lado!

Dicas para uma entrevista na Contisystems

1. Acompanhe-nos nas redes sociais e veja se se identifica com a nossa cultura e se a Contisystems é um local onde gostaria de trabalhar

2. Caso tenha algum evento da sua vida pessoal que vá impactar a sua performance na entrevista, ligue atempadamente e procure reagendar ou partilhe tal aspeto no início da entrevista

3. Garanta previamente que sabe bem a localização da Contisystems e qual o melhor caminho para chegar na hora agendada

4. Pense sobre o que gostaria de saber sobre a empresa ou a função e coloque questões sobre as quais não tenha obtido resposta no nosso site ou no anúncio

5. Veja quais as competências que valorizamos para a função e pense durante a sua vida profissional em que momentos revelou essas características

6. Tenha bem claros os motivos que o levam a querer trabalhar na Contisystems e partilhe-os durante a entrevista

7. Partilhe o seu percurso profissional de forma sucinta, referindo o que motivou a sua passagem pelas várias empresas

8. Quando lhe pedirmos para falar de alguns aspetos da sua experiência profissional fale na primeira pessoa e não em nome da equipa em que estava inserido

9. Procure responder de forma clara e direta às questões colocadas

10. Mas acima de tudo seja natural, sincero e fiel a si mesmo, e nós faremos o mesmo relativamente à Contisystems. Queremos um match com final feliz para ambas as partes!

O segredo da Helena para sorrir todos os dias

A Helena trabalha connosco há 3 anos e destaca-se pela sua alegria e sorriso contagiantes, fomos tentar saber qual é o segredo para a sua boa disposição.

Olá Helena, muito obrigada pelo tempinho que encontraste para falar connosco! Já sabes que a primeira pergunta é sempre a mesma… de onde vens?

Nasci aqui em São Domingos de Rana, sempre vivi,  estudei e trabalhei por aqui.

Mas não na Contisystems, chegaste aqui há pouco tempo… Onde foi o teu primeiro trabalho?

–  Comecei a trabalhar com 16 anos, precisava de ajudar a minha família. Fui trabalhar para uma empresa de aquarofilia, que fazia importação de peixes e répteis. Eu recebia os peixes e os répteis e tinha de tratar deles até serem encaminhados. Na altura não me fazia confusão, hoje não sei se tocaria numa cobra novamente… Fiquei 5 anos nessa função, depois passei para a contabilidade dentro da mesma empresa.

Contabilidade, isso é muito diferente, gostaste?

– Sim, a contabilidade foi uma coisa que sempre gostei, um bichinho.

Ficaste muito tempo nessa empresa?

– Sim, fiquei 23 anos na contabilidade (28 na empresa). O ambiente era muito familiar, quando entrei éramos só 5 pessoas e foi lá que conheci o meu marido (casei aos 20 anos). Depois a empresa foi crescendo e chegou a ter 40 pessoas.

Então e depois, quiseste mudar?

– Não! Eu quando trabalho numa empresa visto a camisola até ao fim. Vivo com muita alegria e muito empenho a minha contribuição para a empresa. Mas infelizmente a empresa viu-se com algumas dificuldades e fui para o fundo de desemprego. Mas não fiquei parada que eu não sou disso, fui fazendo umas coisinhas sempre: tirei a carta, fiz um part-time de contabilidade, …

E a Contisystems apareceu como?

– Uma vez o meu marido falou com uma pessoa de cá que sugeriu eu mandar o CV para a Contisystems, e chamaram-me. Quando vim para a Contisystems fui trabalhar para a área de acabamentos da fábrica e estive lá mais de 2 anos. Sou muito curiosa e ia espreitando o que os colegas iam fazendo e gostei muito de aprender como algumas coisas são feitas. Agora fui para a área de produção de cartões e é espetacular porque consegui aprender muito mais coisas.

E estás a gostar?

– Sim, estou a gostar muito, É muito diferente do trabalho de fábrica. Na fábrica era o corpo que cansava, aqui é a cabeça. É preciso muita concentração, não há margem para nenhuma falha.

Então agora que já conhecemos um pouco da tua história, conta-nos o teu segredo Helena! Como é possível estares sempre com esse sorriso lindo e contagiante? Nunca acordas mal disposta?

– Hahahaha. Não tenho segredos. Tento viver com alegria cada dia que passa e dedicar-me com muito empenho à minha função. Como disse, visto sempre muito a camisola do local onde trabalho. E depois tenho a minha família…

Ahhh! Já estão aí dois bons segredos! Conta-nos lá mais sobre a tua familia…

– Tenho uma família muito unida, apoiamo-nos muito. Mesmo quando fisicamente não estamos muito tempo juntos. O meu trabalho é por turnos e o meu marido está muito dedicado ao trabalho dele… mas juntos sempre encontrámos força para continuar a sorrir. Depois tenho as minhas filhas e o meu neto… Tenho 2 filhas, uma de 20 e uma de 26. E há 8 meses que já sou a orgulhosa avó do Gustavo!

E no tempo que tens para ti, o que gostas de fazer?

– Não tenho muito tempo para mim, mas adoro ler! Mesmo quando saio do meu turno tarde, não adormeço sem ler um bocadinho, não costumo adormecer antes das 4 da manhã…

Tanta energia e tanta alegria Helena, obrigada por a partilhares connosco todos os dias!

Vamos conhecer a Cláudia, a corredora?

A Cláudia trabalha na Contisystems há 25 anos e é Account Manager na área de Payment Solutions. Ganhou uma paixão nova há pouco tempo, a corrida, ou melhor o trail, que lhe deu uma nova energia. Quisemos ouvi-la para ver se nos contagia e nos põe todos a correr!

  • Ano em que começou a correr – 2018
  • Quantos corre em média por semana –  20 kms
  • Ritmo médio –  6:20 min  /Km
  • Velocidade média  – 10 Km/ h
  • O que a faz não ir correr –  muita chuva e vento

Olá Cláudia, obrigada por nos teres dispensado este tempo para te conhecer melhor.

Para quem não te conhece conta-nos lá, de onde vens?

– Sou do Cartaxo, mas já vivo em Lisboa há muito tempo, desde a altura em que comecei a trabalhar na Contisystems, há 25 anos.

Começaste logo a trabalhar na Contisystems quando terminaste os teus estudos?

– Não! Tive muitas experiências anteriores, principalmente como Delegada de Informação Médica. Mas foi sempre na área comercial que é onde me sinto bem. Quando entrei na Contisystems, entrei também na área comercial onde ainda estou hoje.

Então e o desporto? Sempre foi parte da tua vida?

– Sim, o desporto sempre foi muito importante para garantir o meu equilíbrio. A ginástica acompanhou-me sempre e pelo caminho joguei basquet, onde mesmo baixinha me saia muito bem e joguei ténis, que adorei. Infelizmente tive de deixar o ténis por causa de uma lesão no ombro.

E a corrida? Estava à espera que me falasses da corrida como uma paixão já antiga…

– Não, não é nada antiga. A corrida é uma paixão muito recente, só apareceu no ano passado. Comecei a fazer umas aulas de passadeira, depois comecei a fazer um treino de passadeira e outro de rua por semana e há uns meses fui desafiada por uma amiga para fazer uma prova de trail. Foi amor à primeira vista, já fiz várias provas entretanto e os meus treinos tornaram-se mais intensos. Hoje em dia faço dois dias de ginásio e dois dias de corrida de rua por semana.

O que é que torna o trail Running assim tão apaixonante?

– As provas de estrada são muito monótonas e mais rápidas, o trail  running requer maior concentração e esforço físico, porque nunca sabemos o que vamos encontrar nos km seguintes, são provas por caminhos, trilhas, montanhas, florestas, ribeiros, é também uma prova de orientação que tem um encanto por ter o contacto mais próximo com a natureza. Ao mesmo tempo é uma sensação de superação enorme, especialmente quando se consegue um lugar no pódio como já me aconteceu.

Muitos parabéns!! O que sentes que a corrida fez por ti?

– Noto que sequei bastante e que tenho muito mais massa muscular, mas principalmente, a corrida ajuda-me a descansar a cabeça e a ganhar energia.  Além disso, correr organiza-nos as ideias. É verdade, pensamos em tudo o que nos aflige …. e quando chegamos a casa, todo o stress ficou lá, escorrido no suor que caiu no caminho. É duro, dói os pés, mas é bom, é mesmo muito bom.

E o que dirias a quem pensa nisso mas ainda não teve coragem de começar a correr?

– Não comecem a correr sem fazer uma avaliação física primeiro; Comprem uns bons ténis; Articulem com aulas de ginásio, de musculação; E comecem devagar, aos poucos.

Muito obrigada pelo teu tempo Cláudia, e muitos parabéns pela tua atitude e energia!