Histórias de sucesso dos nossos colegas

Requalificar e Desenvolver, as palavras-chave dos próximos anos

O World Economic Forum, em 2020, mesmo antes de surgir a pandemia, já havia alertado para a necessidade de requalificar cerca de metade dos trabalhadores de todo o mundo, até 2025, fruto do aumento da automatização e do desenvolvimento das novas tecnologias, que estão a transformar o mundo do trabalho.

De facto, todos reconhecemos no nosso dia-a-dia várias alterações e melhorias tecnológicas que impactaram o posto de trabalho de alguém, e que implicaram a sua substituição ou a sua adaptação.

E caminhamos no sentido de estas alterações serem cada vez mais frequentes e mais expressivas, pelo que, nos cabe a nós garantir que estamos a acompanhar devidamente a evolução e o crescimento tecnológico, e que estamos a adquirir novas competências profissionais, que nos permitam requalificarmo-nos para acompanhar essa evolução.

Todos, individualmente, e em conjunto, temos a oportunidade de acompanhar o mercado, de desenvolver as nossas capacidades e nos requalificarmos sempre que as nossas funções o exijam, pois, as competências-chave críticas para o sucesso há alguns anos atrás vão começar a sofrer alterações significativas, prevendo-se que estas alterações se comecem a manifestar de forma mais expressiva já em 2022.

Estará a nossa educação escolar e profissional preparada? Estão as empresas cientes destas exigências? Estão os trabalhadores recetivos e preparados?

Caso não consigamos acompanhar este crescimento e as novas exigências, reinventando os nossos modelos de aprendizagem e os nossos conteúdos educativos, tantas vezes rígidos e desatualizados, seremos reféns das nossas próprias limitações e não conseguiremos acompanhar as exigências do mercado de trabalho.

Será por isso fundamental concentrarmo-nos nas previsões, cada vez mais precisas, relativamente às competências e funções do futuro, para nos questionarmos de que forma conseguiremos capacitar-nos para lá chegar, criando assim planos de desenvolvimento do capital humano que nos permitam ser bem-sucedidos.

Esta é uma responsabilidade dos governos, das empresas, e dos trabalhadores, e cada um tem de assegurar a sua parte. Nós na Contisystems já estamos focados em assegurar a nossa parte.

Apostar na Melhoria Contínua

Os sectores Industrial e Tecnológico estão cada vez mais competitivos e a procura da “Melhoria Contínua” constitui, nos dias de hoje, um compromisso permanente das organizações de modo a garantirem o reforço da sua posição no mercado.

A exigência de elevada eficiência e de máxima qualidade, o aumento dos custos de produção (equipamentos, matérias-primas e mão-de-obra) e a forte oposição da concorrência são alguns dos desafios que fazem com que seja cada vez mais importante garantir que os processos sejam monitorizados, com foco nos resultados de melhoria de desempenho.

Neste sentido, começámos em 2017 o nosso Projeto Kaizen (palavra japonesa que significa Mudança para Melhor) pois é essencial para a Contisystems conseguir ter sucesso na implementação de um programa de Melhoria Continua, como base para poder “Cumprir Promessas e Cativar Clientes com Produtos e Serviços de Excelência”, mantendo-se uma empresa próspera e dinâmica, tal como nos comprometemos no nosso Plano de Empresa.

Seguindo a metodologia Lean aplicada à Gestão da Produção (com origem no Toyota Production System (TPS) criado por Taiichi Ohno), temos como um dos nossos principais objetivos a eliminação de Desperdícios dentro da nossa organização. Os Desperdícios são todas as atividades realizadas que não vão ao encontro das necessidades ou expectativas do Cliente e pelas quais este não está disposto a pagar. Ainda que possa parecer que todas as nossas atividades são úteis, a maior parte do tempo despendido numa organização é aplicado na realização de tarefas que não acrescentam valor e que tipicamente estão associadas a 7 tipos de Desperdícios.

7 Tipos de Desperdício:

Produção em Excesso:

Criar mais material, informação, provas ou processamentos, para além do necessário.

Produzir mais do que o pedido pelo Cliente requer Desperdícios. Provoca desvios com impacto negativo no negócio como aumento dos custos de produção, inventário, mão-de-obra, transporte, matérias-primas, entre outros.

Inventário:

Mais material ou informação do que o necessário.

O excesso de inventário ocupa espaço e outros recursos para que este possa ser gerido e rastreado. Existe ainda o risco acrescido de que o inventário se torne obsoleto ou se degrade, perdendo o seu valor.

Transporte:

Movimentação de materiais, pessoas ou informação.

Movimento de produtos ou materiais entre processos, motivado muitas vezes por má definição de fluxos é uma fonte importante de desperdício.

Movimentação:

Deslocação de trabalhadores para acesso a materiais ou informação.

Qualquer movimento de pessoas que não agregue valor ao processo é desperdício e está muitas vezes associado a má organização do posto de trabalho.

Tempo de espera:

Aguardar por materiais ou informação.

Ocorre quando os recursos (pessoas ou equipamentos) são obrigados a esperar desnecessariamente devido a atrasos na chegada de materiais ou disponibilidade de outros recursos.

Produtos defeituosos:

Erros que exigem o reprocesso ou repetição para correção do problema.

Qualquer processo, produto ou serviço que não cumpra as especificações é um desperdício.

Processamento em excesso:

Processar mais que o desejado para obter o produto.

Qualquer processamento que não adicione valor ao produto ou que seja o resultado de uma inadequação tecnologia ou dos materiais é um desperdício.

Muitas empresas investem (recursos humanos e financeiros) na implementação de iniciativas de Melhoria Contínua, mas várias falham em conseguir manter os resultados atingidos e voltam ao ponto inicial. Na origem deste retrocesso está não só a dificuldade em desenvolver processos produtivos estáveis e procedimentos robustos, mas principalmente a falha em conseguir estabelecer uma cultura verdadeira de melhoria continua, com foco em atingir melhores resultados e que seja vivida por “todos, a toda a hora, em toda a parte”.

De modo a promover esse envolvimento apostamos na realização de reuniões Kaizen Diário como uma das ferramentas que fomentam a sustentabilidade das melhorias. A rotina de acompanhar e aperfeiçoar os processos através de uma reunião de feedback diária, para analisar os indicadores produtivos e a evolução das ações definidas para a resolução de problemas, é essencial para se atingirem melhores resultados.

O Kaizen Diário abrange oito princípios básicos:

Criação de valor para o Cliente: acompanhar a melhoria dos processos e a evolução da qualidade dos produtos;

Envolvimento: 

Partilhar resultados com todos os membros da equipa e motivar para o compromisso com a melhoria contínua;

Cumprimento dos cronogramas:

Estabelecer prazos para os objetivos a serem atingidos e acompanhar a evolução da implementação dos planos de ação;

Eliminação dos desperdícios:

Sendo os desperdícios o principal problema da eficiência das operações, a sua eliminação é fundamental para a melhoria da rentabilidade do negócio;

Gestão Visual:

Tornar toda a gestão do processo produtivo visível através de quadros de gestão visual, onde os indicadores e planos de ação possam ser acompanhados por todos;

Gemba:

Expressão de origem japonesa que significa “local real” e que indica que devemos analisar o problema no lugar onde ele ocorre, com base nos dados recolhidos e nas informações relevantes de quem está “no terreno”;

Padronização:

Tornar o processo padronizado através uniformização de procedimentos e da expansão de melhorias dos postos de trabalho;

Formação e Qualificação:

Aumentar o nível de conhecimento das equipas.

No âmbito do nosso Projeto Kaizen, recorremos ainda à metodologia 6 Sigma para a suporte da estratégia de maximização de Valor dentro da nossa organização, procurando melhorias nos processos, produtos e serviços oferecidos aos nosso Clientes. A designação 6 Sigma tem origem no “σ” (sigma) que é o símbolo que em análise estatística representa uma medida de variabilidade e que pode ser utilizado para indicar, por exemplo, quanto é que o resultado de um processo de fabrico se afasta da especificação do Cliente. Quanto maior for este sigma menores serão os defeitos apresentados, ou seja, melhores serão os produtos ou serviços produzidos.

Como funciona o 6 Sigma?

O 6 Sigma define uma metodologia de análise e resolução de problemas, estruturada nas seguintes etapas do ciclo DMAIC:

Define:

Definir o problema com base na informação do Cliente (interno ou externo) e nos objetivos do projeto;

Measure:

Medir as principais variáveis do processo atual e reunir todos os dados considerados importantes;

Analyse:

Analisar os dados para determinar as possíveis relações de causa-efeito e procurar identificar a causa raiz dos problemas identificados;

Improve:

Melhorar e otimizar o processo, com foco na análise dos dados e usando técnicas como desenho de experiências, poka-yoke e padronização do trabalho, criando um novo estado de processo.

Control:

Controlar o estado futuro do processo de modo a assegurar que qualquer desvio ao objetivo seja corrigido. Implementar sistemas de controlo como o controlo estatístico de processo ou quadro de produção, e monitorizar continuamente os processos.

Esperamos com esta partilha do que foi a nossa inspiração para a organização produtiva poder também inspirá-lo a conhecer mais e melhor sobre estas metodologias de trabalho que tanto nos ajudaram. Deixamos alguns links que aconselhamos para conhecer em mais profundidade alguns dos conceitos.

https://www.lean.org/whatslean/

https://www.isixsigma.com/

https://asq.org/

A importância de desligar nas férias

O nosso período de férias é fundamental para o nosso bem-estar, pois permite-nos  desligar de preocupações profissionais e sintonizarmo-nos connosco e com a nossa vida pessoal.

Não é por mero acaso que os Recursos Humanos são insistentes com a marcação de pelo menos um período de 10 dias consecutivos de férias, não é por mero acaso que a lei assim o obriga, é porque efetivamente todos necessitamos de desligar do trabalho, para assegurar o nosso equilíbrio pessoal e o nosso bem-estar.

O período de férias é um momento primordial de descanso, mesmo que cheguemos de volta ao trabalho mais cansados porque visitámos muitos locais ou porque remodelámos o que tanto queríamos na nossa casa, ou até porque passámos os dias a correr atrás das crianças na praia, mas a realidade é que mentalmente chegamos muito mais leves.

As férias são o momento-chave para nos dedicarmos a fazer coisas que nos dão prazer, que tantas vezes no dia-a-dia não nos é possível concretizar. São o momento certo para desligar os alertas de email, ou até mesmo a Internet, e não pensar em trabalho.

É este o referencial que todos devemos ter, pois é fundamental que quem vai de férias consiga desconectar-se física e psicologicamente, e quem fica a trabalhar consiga fazer a avaliação correta das emergências, para evitar incomodar os colegas que estão de férias quando não é estritamente necessário.

O ser humano na sua complexidade, não se satisfaz apenas numa dimensão, e caso não tenhamos a devida atenção às nossas necessidades de forma plena e integrada, no âmbito pessoal e familiar, não encontraremos o nosso equilíbrio, e no final, mesmo que estejamos focados na dimensão profissional vamos ser menos felizes e por isso menos produtivos.

Estas férias aceitem o desafio de desligarem, a estarem conectados com as vossas necessidades individuais, a bloquearem os pensamentos de preocupações com assuntos pendentes (que estão decerto a ser assegurados pelos colegas que estão a trabalhar), e a desfrutarem dos pequenos momentos que vos dão prazer. Certamente que regressarão com mais energia, mais ideias e até uma maior capacidade de fechar aqueles assuntos pendentes que tanto pesavam antes de ir de férias.

Boas férias a todos!

As nossas famílias no dia da família

Por definição, família é um conjunto de pessoas com relação de parentesco. Mas na prática, para nós, significa um conjunto de pessoas que trazem dinamismo, força e união à Contisystems.

Seguindo esta nossa definição podemos dizer que somos todos uma grande família.

Mas somos mais do que isso. Somos também um conjunto de famílias que nascem ou se reúnem aqui.

Hoje partilhamos algumas destas famílias de conceito puro que encontram diariamente na Contisystems.

Irmãos Morais

A minha irmã é … sensível.

O meu irmão é … Fantástico!

No que são mais parecidos?

-No sentido de humor.

No que são mais diferentes?

-No futebol.

Casal Palmeirão da Silva

Conheceram-se na Contisystems?

-Sim!

Quantos anos já lá vão?

-10!

O que admiro mais no André é … a criatividade.

O que admiro mais na Lúcia é … a dedicação.

Irmãs Nunes

Quem veio primeiro para a Contisystems?

-Fui eu (Sandra), depois recomendei a Susana.

No que são mais parecidas?

-Somos muito diferentes!

O que admiro mais na Susana é … ser uma
guerreira.

O que admiro mais na Sandra é … ser uma
guerreira também.

(Estão a ver, afinal sempre têm algo em comum!)

Irmãs Tirapicos

Quem veio primeiro para a Contisystems?

-A Sónia.

-A Vera é … a minha melhor amiga.

-A Sónia é … muito corajosa e muito amiga.

No que são mais parecidas?

-Na teimosia!

Primos Hugo & Dulce

-A Dulce é … brincalhona!

-O Hugo é … muito bom miúdo!

O que mais admiras na Dulce?

-Está sempre pronta a ajudar.

O que mais admiras no Hugo?

-É muito responsável.

Família Maurício Santos

A Célia e a Helena são irmãs e têm mais uma irmã e um irmão. O irmão é casado com a Ana Cristina. A irmã é casada com o Hugo. O João Paulo é primo da Célia e da Helena.

-A Célia é … gulosa!

-A Helena … é divertida!

-A Ana Cristina é … Coca-Cola!

-O Hugo é … falador!

-O João Paulo é … amigo!

Primos Vítor & Jorge

Quem tem pior feitio?

-Somos muito parecidos, temos bom feitio (q.b).

O Jorge é … o meu grande braço direito.

-O Vítor é … convicto nas suas decisões.

Quem faz os melhores petiscos?

-O Jorge!

Cunhadas Mata-Seta

Quem chega sempre atrasada aos almoços de família?

-A Patrícia.

-A Vera é … a amiga de todas as horas!

-A Patrícia é … amiga e atenciosa!

Quem faz os melhores almoços?

-A Avó Xica, mas a Vera faz o melhor arroz doce do
mundo inteiro!

O caminho do Fernando

O Fernando faz parte da nossa equipa de desenvolvimento há 3 anos e contou-nos como conseguiu alcançar o equilibro entre a sua vida profissional e familiar que sempre procurou, e como encontrou o seu novo hobby de eleição – a formação.

Olá Fernando, muito obrigada pela tua disponibilidade para te conhecermos um pouco melhor.

Já sabes que estas entrevistas começam quase sempre da mesma forma… conta-nos lá, de onde vens?

Eu sou mesmo de Lisboa, andei sempre entre Amadora e Queluz e estudei sempre nesta zona também.

E esses estudos já envolviam programação?

Não, fiz o 12º ano em artes.

Em artes? Temos artista?

Não não, era péssimo a desenho. Fui para artes porque gostava de arquitetura mas esse acabou por não ser o meu caminho. Quando terminei o ensino secundário fui trabalhar como DJ.

Como DJ? Isso é o sonho de qualquer miúdo não?

Mais ou menos… fui trabalhar como DJ desafiado pelo meu irmão que também era DJ, mas nunca gostei muito daquilo. A noite tem lados muito maus.

Então para fugir à noite foste trabalhar para onde?

Trabalhei numa empresa de distribuição de revistas, na área de gestão de assinaturas, andei muito a saltar de emprego para emprego.

Mas já na área da programação?

Não não, a programação só apareceu no ano 2000. Na verdade nessa altura descobri que conseguia por os computadores a trabalhar por mim e isso maravilhou-me. Passado um tempo uma amiga precisava de ajuda para informatizar e organizar a empresa onde trabalhava e lembrou-se de mim. Foi nessa altura que comecei a trabalhar como freelancer na área da programação. Costumo dizer que a partir daí deixei de ter sossego.

A sério? Então porquê?

Quando fazemos algo que nos apaixona acabamos por nos dedicar muito. Comecei a acumular os meus trabalhos normais, de dia, com a atividade de freelancer e ainda mantinha alguma atividade como DJ. Pelo meio ainda tive um filho e houve alturas em foi muito complicado para mim acompanhá-lo.

Imagino que não deve ter sido fácil…

Em 2005 fui trabalhar nas operações de sistemas de distribuição  de um banco o que me fez ter contacto com várias tecnologias e aprender muito. Trabalhava por turnos e isso dava-me espaço para continuar a trabalhar como programador freelancer, por música como DJ e acompanhar todas as consultas do meu filho.

Mas ainda não estavas a 100% na programação..

Não, isso só aconteceu quando fui para a Citypost a 100%. Depois de ter lá trabalhado como freelancer…numa altura em estava a trabalhar 16 horas por dia (8h no meu emprego no banco e 8h como freelancer) acabaram por me fazer uma proposta para integrar os quadros e aceitei. Foram 7 anos de trabalho louco, mas foi lá que conheci o Pedro Silvestre, das melhores pessoas com quem já trabalhei até hoje, tanto como profissional como como ser humano.

Então já estavas a um passo da Contisystems?

Sim, foi através do Pedro que apareceu a oportunidade de vir para a Contisystems, onde tive a sorte de aterrar numa equipa fantástica.

E desde então tens andado pelas mesmas funções?

Não. Entrei como programador, mas rapidamente, desafiado pelo Hugo Santos, me comecei a especializar em bases de dados. Para mim era muito importante estudar e aprofundar uma área. Quando cheguei à equipa encontrei o Mário, o Hugo Fernandes e o João Mortágua e vi logo que tinha de estudar muito, dar muita corda aos sapatos, para os acompanhar. Desde 2018 que me tenho focado em bases de dados e fiz uma formação em DBA (Data Base Administrator).

E foi fácil conciliar a formação com as solicitações habituais?

Não foi muito complicado…a maior parte das coisas são remotas (das poucas coisas boas que a pandemia trouxe…) e por isso até consigo acompanhar formações e grupos de discussão que presencialmente não me seriam possíveis acompanhar. Acho que posso dizer que o meu hobby é mesmo estudar. Nesta área temos de acompanhar diariamente as coisas novas que acontecem, o que estão os outros a fazer na área, e dá-me muito prazer fazê-lo.

E depois do desafio que te foi feito da formação, mais recentemente tiveste mais um desafio, não foi?

Sim, com a integração da equipa de desenvolvimento CCM na equipa de SWE acumulei com o cargo de DBA também a coordenação  de delivery de projetos.

Então não ficaste com a equipa de Lisboa?

Pois não, essa equipa ficou com o Hugo Fernandes que está em Aveiro… o critério geográfico não faz sentido para nós, trabalhamos todos muito bem remotamente. Neste momento faço a gestão de uma equipa que tem um elemento no Barreiro, um em Aveiro, um no Porto outro em Gaia… enquanto eu estou em Lisboa! Até vai ser estranho quando nos reunirmos todos para jantar presencialmente depois de tanto tempo a trabalharmos juntos de forma remota! Comunicamos todos muito bem, funcionamos todos muito bem como equipa.

Então o regime de teletrabalho não vos prejudicou?

Em termos de produtividade não. É claro que faz falta aquela conversa de café de vez em quando, mas de uma forma geral funcionamos muito bem assim.

Então e planos para o futuro?

Gosto muito de DBA e há muito caminho a fazer nesta área. Isto não acaba, todos os dias saem coisas novas que precisamos de acompanhar.

E sentes que já conseguiste encontrar algum equilíbrio e sair da “vida louca” que descreveste associada à programação?

Sim, sinto que consegui encontrar um bom equilíbrio. Faço o que gosto, tenho espaço para aprender e melhorar o que faço, trabalho com uma equipa fantástica e consigo acompanhar a minha família.

Que bom Fernando! Foi ótimo saber mais sobre ti e sobre o teu empenho em fazer sempre melhor. Muito obrigada pelo que entregas de ti à Contisystems.

Impacto da pandemia no paradigma de trabalho

Lançámos um desafio no Linkedin para que os utilizadores partilhassem connosco em que medida sentem que a pandemia alterou o paradigma de trabalho, a médio e longo prazo, nas empresas onde trabalham. Como resultado, verificámos que, embora cerca de 13% refira não antecipar alterações, sendo expectável que se retome o estilo anteriormente adotado, 87% considera que algo vai alterar.

10% irão valorizar o regime presencial

10% dos respondentes indicam-nos que irão valorizar o regime presencial, o que nos deixa a noção de que efetivamente, em algumas empresas, poderá ter havido uma má experiência com a modalidade remota. Na verdade, não esqueçamos que há processos e tarefas que requerem uma elevada preparação e desenvolvimento de software para que possam ser feitas de modo digital, e haverá decerto trabalhadores e empresas cansados deste regime forçado de teletrabalho.

Teletrabalho em pandemia não é referência

De facto, quando falamos de teletrabalho associado a uma pandemia, não nos podemos esquecer que não falamos de teletrabalho na sua correta associação da palavra, pois envolve um impacto emocional muito elevado, associado à falta de liberdade e ao receio face à evolução de saúde do seu círculo relacional. Decerto todos nós encontramos colegas que viram a sua vida familiar ser impactada por este contexto de ausência de limites entre a vida pessoal e profissional.

Também não devemos esquecer que muitos foram os trabalhadores que se viram postos à prova, de um modo nada coerente com os modelos habituais de vida que temos em Portugal, e que tiveram de assumir a sua função profissional, de progenitor e de educador, tudo a tempo inteiro, o que originou um elevado nível de cansaço e uma redução impactante de produtividade… De facto, quem na sua análise deste teletrabalho gostaria de o retomar? E ainda que saibamos que o teletrabalho a adotar no futuro não terá estas condicionantes, poderemos ter dificuldade em abstrair-nos de toda a carga emocional associada…

21% irão adotar teletrabalho em pleno

Em oposição, temos 21% que nos diz que perspetivam que as suas empresas irão adotar o teletrabalho em pleno, pelo que terão encontrado decerto nesta pandemia o impulso que esperavam para avançar para esta modalidade de trabalho. Podemos arriscar perspetivar que sejam empresas digitalmente mais funcionais, onde a produtividade poderá ter aumentado, pois muito do tempo gasto em deslocações passou provavelmente a ser tempo efetivo de trabalho. De facto, o nível de satisfação de quem estava em filas de trânsito ou em transportes públicos lotados, e até passou a poder adotar uma indumentária mais descontraída, terá decerto aumentado e sabemos que isso também impacta positivamente a produtividade…

Não obstante, diríamos que será premente questionar, como funciona a comunicação e interação exclusivamente digital? Como se mantém o alinhamento cultural e o compromisso sempre à distância? Esta será uma preocupação e um esforço acrescido para estas empresas…

56% aposta no melhor dos dois mundos

Por fim, a maioria (56%) fala-nos na possibilidade de ser adotado um regime misto, com alguns dias de trabalho remoto e outros dias de trabalho presencial, o que nos mostra que é indiscutível que esta condição que nos foi imposta nos fez dar o salto, nos fez questionar os nossos modelos mais rígidos e nos fez pôr em perspetiva as mais valias de ambas as modalidades de trabalho.

De facto, uma grande qualidade do ser humano é a sua capacidade de aproveitar as mudanças e os desafios para melhorar e crescer, e as empresas onde tal faça sentido, poderão conciliar deste modo as vantagens existentes no teletrabalho (trabalhadores mais confortáveis, com maior flexibilidade, com maior capacidade de foco em tarefas de maior concentração…), com a grande necessidade do ser humano de contactar, conviver, receber feedback com proximidade física e sem barreiras, e sentir-se parte integrante de um espaço físico que traduz a cultura e os valores da empresa.

A verdade de hoje não é a verdade de amanhã

Contudo, consideramos que ainda teremos um caminho a percorrer de desafios e limitações, e talvez daqui a alguns meses possamos estar a descobrir novas conclusões e novas necessidades, tal como o fizemos há 1 ano atrás sem poder na altura prever que aqui estaríamos, nesta data, a perspetivar estas conclusões…. Mas uma certeza poderemos ter, é que olharemos para a realidade do mundo de trabalho de forma diferente, e cada empresa terá o desafio de reencontrar o seu modo ideal de funcionamento, único e irreplicável.

As mulheres da Contisystems

Hoje é o dia Internacional da Mulher, o dia em que celebramos a igualdade de género. Para nos falar um pouco sobre este tema, conversámos com a Rita, a nossa Diretora de Recursos Humanos.

Olá Rita, obrigada por este tempinho que encontraste para falar connosco sobre as mulheres na Contisystems. 

É sempre um prazer podermos parar e falar um pouco sobre temas que nos são particularmente queridos. 

Quantas mulheres trabalham atualmente na Contisystems?  

Atualmente somos 56 mulheres a trabalhar na Contisystems, o que corresponde a cerca de 42% do total de trabalhadores. 

Essa proporção é histórica ou a % de mulheres tem sofrido alterações?  

A % de mulheres na Contisystems cresceu de forma geral, em cerca de 8% nos últimos 5 anos, e se olharmos para a % de mulheres em cargos de gestão, vemos que tem vindo a sofrer uma alteração significativa ao longo do tempo. Atualmente temos uma mulher a coordenar uma das nossas áreas de produção e temos 3 mulheres na equipa de gestão. Olhando para a Contisystems há 10 anos atrás notamos efetivamente uma mudança significativa neste âmbito. 

A maior parte das mulheres está na parte administrativa ou produtiva? 

A distribuição está muito equitativa, não há grande diferença, temos um racional de 55% na Produção e 45% na área administrativa e de suporte.  

Existe alguma área em que vês claramente que existem menos mulheres? Consegues explicar porque será?  

De forma geral temos uma distribuição uniforme de ambos os géneros nas várias áreas, mas temos de facto algumas áreas onde o sexo feminino está sub-representado. 

 Um exemplo é a área de manutenção, porque é raro encontrarmos mulheres formadas nesta área. Outro caso é a área de impressão e envelopagem nas divisões de Impressão e Gestão de Comunicação com Clientes, onde as funções implicam a realização de algum esforço físico, normalmente mais facilmente assegurado pelos homens. Também a área de IT e Software tem o sexo feminino sub-representado, mas começamos a ver, gradualmente, um maior número de mulheres formadas nestas áreas. 

Mas em compensação, temos também áreas como o Compliance, os Recursos Humanos e o Marketing, em que as equipas são totalmente constituídas por elementos do sexo feminino. Existem ainda outras áreas onde temos muito maior incidência do sexo feminino nas equipas, porque historicamente tendem a ser mais delicadas e minuciosas, aspetos que são críticos para o sucesso da execução das tarefas, como por exemplo o SVA (Serviços de Valor Acrescentado) ou a digitalização. 

Diria que somos um exemplo claro da otimização das valências que caracterizam cada género, e nos nossos processos de recrutamento nunca temos qualquer critério de escolha associado ao género, mas sim às capacidades e experiência profissional apresentadas.  

Não obstante podermos ambicionar ser capazes de desempenhar qualquer função, as nossas características fisiológicas e as nossas apostas no nosso desenvolvimento individual, vão potenciar a nossa adequação a funções diferentes. 

Como mulher, como sentiste o teu caminho na Contisystems?  

Como mulher sinto muito orgulho em dizer que nunca me senti diminuída ou desvalorizada por ser mulher. Sei que provavelmente o que senti desde a minha entrada na empresa teria sido muito diferente há cerca de 10 ou 15 anos atrás, não só porque a sociedade tem mudado bastante neste âmbito, mas porque não nos podemos esquecer que a Contisystems vem de uma génese gráfica, uma área onde as tarefas eram maioritariamente desempenhadas por homens, e mudar estes paradigmas demora sempre algum tempo.  

Também não nos esqueçamos que até há alguns anos isso não acontecia, mas gradualmente as mulheres têm vindo a assumir, cada vez com maior facilidade, alguns cargos de direção, principalmente na área de Recursos Humanos, devido ao elevado número de mulheres formadas nesta área, comparativamente com uma direção de operações ou as áreas de tecnologias de informação. Contudo, diria que não podemos esperar uma realidade diferente se vemos poucas mulheres interessadas em investir e desenvolver competências nessas áreas. Seja por histórico cultural, ou por predisposição / adequação fisiológica, temos de aceitar que diferentes áreas têm diferentes distribuições de género, mas não vejo isso como discriminação, apenas como um facto que traduz as nossas características individuais.  

Por fim, e ainda sobre este tema, não posso deixar de frisar que na Contisystems temos várias provas do respeito pelas pessoas, independentemente do seu género, e da abertura à integração ou promoção de mulheres para qualquer tipo de cargos. Diria que sou um exemplo disso mesmo, pois em momento algum senti que a análise e a tomada de decisão do Duarte de me convidar para pertencer à equipa de gestão foram influenciadas positiva o negativamente pelo meu género, mas sim pela minha competência, pelo meu alinhamento com a Contisystems e pelo meu potencial de crescimento, e acho que isso é símbolo de uma empresa muito saudável e com um enorme potencial. 

Gostarias de deixar alguma palavra às mulheres da Contisystems, neste dia? 

Gostaria apenas de dizer que vejo este dia, mais do que o Dia da Mulher, o dia da igualdade de género, o dia do respeito pelas nossas diferenças individuais, mais do que as nossas diferenças de género. Vejo neste dia o momento de recordar as várias mulheres que foram uma peça fundamental para a nossa emancipação, e de promover que o caminho que em algumas áreas ainda se encontra por construir, seja trilhado. 

Os anos de laboratório do Raimundo

O Raimundo trabalha há 40 anos na área de Laboratório e já soma 2 décadas na nossa companhia. Veio-nos falar um pouco de como o seu trabalho foi evoluindo e do que foi mudando ao longo dos anos. 

Olá (José) Raimundo, muito obrigada por teres encontrado algum tempo para partilhares algumas histórias connosco. Não foi fácil convencer-te!

Não é por mal, mas sou muito reservado, gosto pouco de falar sobre mim.

Não te preocupes, vamos focar-nos mais nas histórias que nos podes contar sobre o que viveste nestes 40 anos de “Laboratório”. O que te parece?

Parece-me bem. Não foram 40 anos de Contisystems, tudo começou na Paragon…..

Então como foste parar à Paragon?

Em 1980 quando terminei os meus estudos, candidatei-me a uma vaga na área na Contabilidade na Paragon. No entanto, como não tinha o Serviço Militar cumprido não pude ir. Entretanto isso foi ultrapassado e passei à Reserva Territorial, mas quando lá cheguei novamente, o lugar na Contabilidade já tinha sido preenchido. Mas o Diretor das Operações simpatizou muito comigo, viu o meu CV, reparou que eu tinha 19,75 a desenho e isso chamou-lhe a atenção. Eles estavam a precisar de uma pessoa para a área de desenho e por isso fiz alguns testes e entrei.

Ena, o desenho era mesmo uma vocação!

Sim, fiquei muito contente por ir trabalhar numa área que me dava tanto gozo.

Como foi começar a trabalhar?

Tinha 19 anos, era tudo novo para mim. Durante 3 meses andei a correr todos os departamentos. Fui ajudante de máquina, fiz controlo de produção, passei por tudo. Foi ótimo como arranque e integração, e ajudou-me muito a perceber como funcionava todo o fluxo do negócio da impressão.

Então e como era trabalhar na área de “desenho” na altura?

Fazia-se tudo à mão. As maquetes dos formulários eram construídas à mão sobre acetato, com letras decalcadas e traços desenhados. Depois eram fotografadas com máquinas especiais, a revelação manual com revelador, fixador e água. Se fossem necessários efeitos de meios tons, tinham de ser dados na revelação. O resultado de todos este processo era uma película fotográfica, com o desenho que se pretendia imprimir. A parte de gravação da chapa, consistia na projeção do conteúdo da película fotográfica na chapa de offset. Este contato era feito numa prensa de ultravioletas.

Era uma arte portanto…imagino que tenha evoluído muito desde então…

Muito mesmo, um processo que hoje em dia leva uma hora poderia levar uma semana nessa altura. Mas foi tudo progressivo, a composição deixou de ser manual, máquinas de compor textos e sistemas de fotomontagem substituíram parcialmente o trabalho manual. Foi uma evolução brutal, na altura reduziu-nos a estrutura em 50%. Mas o boom foi mesmo quando apareceu o sistema PURUP que na altura, por volta de 1988, custou 60 mil contos. Aí já era tudo digitalizado, sistema construía as maquetes a cores se necessário, fazia a saída de provas em papel, filme fotográfico ou chapa offset. Lembro-me que demorava 24h para fazer um backup!

Mas já não é com isso que trabalhas…

Não, claro que não. Entretanto apareceu o sistema Macintosh como temos hoje, embora menos evoluído claro.

Então e quando aparece a Contisystems?

Em 2001 a Paragon é integrada na Contiforme e eu fiquei a executar as mesmas funções.

O que gostas mais de fazer no teu trabalho?

Há coisas que são chatas, mas que na verdade me dão gozo, pela confiança, responsabilidade e segurança com que as executo. Sou muito rigoroso e não gosto de falhar. Continuo a gostar muito desenhar, desenhar logotipos dá-me um gozo especial.

O que achas que é essencial para trabalhar no laboratório?

Concentração absoluta. Temos de estar totalmente focados no que estamos a fazer senão dá asneira.

E na vida pessoal, qual é o teu foco?

Além do Sporting? Estou a brincar… Acho que à medida que o tempo passa todos ganhamos maior noção da importância que têm as coisas mais basilares da vida. Ando a dedicar-me à agricultura no quintal lá de casa e tento estar mais tempo com a família. Acho que não curti as minhas filhas como queria e não quero que o mesmo aconteça com os netos. Estou muito orgulhoso das filhas que criámos e quero dedicar-lhes, a elas e aos meus netos, todo o tempo que possa.

Muito obrigada pelo teu tempo Raimundo, foi muito bom conversar contigo!

O arranque da Verónica na Contisystems

A Verónica chegou à Contisystems no final de 2019 e passados poucos meses viu o seu arranque a ser feito de casa. Vamos saber como correu e como se integrou neste cenário. 

Olá Verónica, muito obrigada por teres aceite conversar um pouco connosco. Vou começar por te perguntar a pergunta da praxe… De onde vens?

Nasci na Anadia, perto de Coimbra mas vim para Lisboa muito pequenina com 2 anos e por isso sempre me senti muito Alfacinha. Vivi em Benfica onde fiz a primária e depois mudei-me para Carnaxide onde fiz o liceu e a secundária.

Então e a seguir, mudaste-te outra vez quando foste para a faculdade?

Sim, com 19 anos fui morar sozinha (com uma colega de quarto) e fiz o curso de Ciências da Comunicação (Marketing e Publicidade) enquanto trabalhava ao mesmo tempo.

Ui, isso é puxadote, aposto que foi um grande desafio…

Sim, foi, foi uma vida muito louca, mas não com a loucura habitual dos tempos de faculdade. Faculdade das 8h às 10h, trabalho das 11h-20h e faculdade novamente das 21h às 24h.

Trabalhaste em quê?

Trabalhei na Optimus onde comecei como operadora de call centre e fui depois desafiada a fazer vendas telefónicas para PMEs.

E trabalhaste lá até ao final do curso?

Não, entretanto mudei-me para Carcavelos e quando assim foi fui trabalhar para a GE Money onde comecei no apoio ao cliente de particulares e segui depois para assistente comercial. No final do curso apercebi-me que não iria poder ficar na GE Money e comecei a mandar CVs. Inesperadamente recebi rapidamente 3 propostas e optei pela que me dava maior segurança e estabilidade para o futuro e entrei na Smart como vendedora automóvel e gestora de financiamentos. Foi uma sensação espetacular porque conseguia pagar uma casa só para mim e tive o meu primeiro carro. Foi uma emoção!

E da Smart vieste para a Contisystems…

Sim, mas com alguma história pelo meio… Quando fui mãe optei por deixar de trabalhar por 3 anos e quando regressei passei por uma empresa de gestão de condomínios, fiz voluntariado numa IPSS e passei pela Opel e depois então fui desafiada a integrar novamente a Smart para a abertura de um novo stand. Para ser honesta quase que senti que nunca tinha saído de lá porque mantive muitos contactos, quer com colegas, quer com clientes.

Então e porquê a saída da Smart?

Cheguei a uma altura que me apercebi que tinha de sair do sector automóvel. Gosto muito da área comercial, mas precisava de ir para outro mercado, precisava de crescer profissionalmente e aprender mais.

E como vieste parar à Contisystems?

Eu já conhecia a empresa de nome, passava muitas vezes à porta e sabia o que fazia. Quando vi o anúncio não hesitei, foi o único CV que enviei na altura.

E como foste bem recebida?

Maravilhosamente bem. Quando sais da tua zona de conforto e apostas num mercado e numa estrutura que não conheces, é um risco muito grande. Eu só conhecia a Contisystems de fora, não conhecia cá ninguém, e o que faz a empresa são as pessoas. Mas pela primeira vez em muito tempo sinto que estou numa empresa de pessoas para pessoas. A minha equipa teve imensa paciência para me ajudar e apoiar. Às vezes incomoda-me um bocadinho estar sempre a chatear sempre os outros e fazer perguntas, mas ninguém se chateia com isso e respondem sempre com um sorriso. E na verdade acredito mesmo que a pergunta mais estúpida é aquela que fica por fazer!

Sentes-te então perfeitamente enquadrada na equipa?

O mais possível. Aliás, sempre que falo com um cliente, falo sempre no plural, as tarefas são nossas, os compromissos são nossos e os resultados são nossos, não meus. Estou na casa onde sempre quis estar e onde pretendo estar por muito tempo, a equipa é extraordinária!

E agora com o tele-trabalho, correu tudo bem?

Não foi fácil ver que os negócios e mesmo os contactos ficaram mais parados. Quando senti que as coisas não estavam a progredir como esperava questionei-me muito se a mudança que fiz tinha sido uma boa aposta quer para mim quer para a equipa como um todo. Mas a verdade é que esse período mais parado foi superado, mais uma vez com a ajuda e apoio de todos, e a sensação é excelente. Todos os dias aprendo, todos os dias aparecem novos desafios, é uma aventura.

E extra trabalho, o que fazes para descontrair?

Tenho um vício muito grande que é a minha família, o meu marido e o meu filho e outro vício, menos ativo desde que o meu filho nasceu, é viajar, espero em breve poder voltar. Quando tenho um momento para mim opto por pegar nos meus phones, por uma musiquinha e ir caminhar para a praia.

Verónica, muito obrigada por esta partilha, foi muito bom conhecer-te melhor!

À conversa com o Hugo em tempos de teletrabalho

O Hugo é um dos nossos programadores da área de Engenharia de Software, está connosco há 10 anos e decidiu partilhar um pouco o seu percurso até chegar à Contisystems e os desafios do teletrabalho enquanto pai recente.

Olá Hugo, bem-vindo e muito obrigada por teres aceite o desafio de falares um pouco sobre ti.

Queres começar por nos contar de onde vens?

Nasci em Arouca onde morei com os meus pais e com o meu irmão até sair de casa. Fiz o meu percurso escolar em Arouca até ir para o CET (Curso de Especialização Tecnológica) em Oliveira de Azeméis  na Escola Superior Aveiro Norte (ESAN – UA) onde fiz o curso de Desenvolvimento de Software e Administração de Sistemas.

O que te levou a escolher essa área?

-Era, e é, uma área em expansão. Assisti ao crescimento da Internet e sempre tive curiosidade na área. Depois do CET frequentei a licenciatura em Tecnologias de Informação na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda (ESTGA – UA), como trabalhador-estudante, onde tive algumas equivalências e fiz algumas cadeiras.

Onde é que estavas a trabalhar nessa altura?

Na empresa in2b onde fui estagiar por 6 meses. Foi onde conheci o Hugo Santos e a Carla, trabalhámos sempre juntos desde essa altura. Entretanto essa empresa foi comprada pela Netual, uma empresa que já estava num processo de integração com a GFI Portugal e onde me cruzei com Ricardo Costa.

O que faziam nessa empresa?

-Desenvolvemos vários sistemas desde alarmística em hotéis, quiosques multimédia, corporate TV, gestão de docentes, software para gestão de termas….muito variado.

Então e como foram para à Contisystems?

-Na verdade saímos vários elementos da GFI para a Contisystems em 2010 desafiados pelo Duarte para trabalhar num novo projeto. Nesse grupo estava, está claro, o Hugo Santos e a Carla.

Na Contisystems desempenhaste sempre as mesmas funções?

-Sim, na Contisystems sempre fiz parte da equipa de desenvolvimento, embora tenha trabalhado em várias áreas e em várias linguagens de programação. As áreas foram desde plataformas para de gestão de conteúdos de sites, sistemas de localização de crianças, controlo de acessos de festivais, desenvolvimento de sistemas de apoio à fábrica e aos comerciais… muita coisa!

Mais uma vez muita variedade mesmo… onde entra aí o nosso atual sistema de Gestão de Comunicação de Clientes?

-Começou em 2015 quando foi identificada junto de um dos nossos clientes essa necessidade, desde então tem crescido bastante.

E como é trabalhar numa equipa pequena em Aveiro quando o resto da empresa toda está em Lisboa?

-É fácil e funciona muito bem. Houve sempre colaboração parte a parte nunca senti nenhuma dificuldade. É claro que é importante existirem visitas regulares e estar com as pessoas, mas estamos sempre muito unidos, a distância geográfica não dificulta a concretização do trabalho nem a relação. Na verdade até há vantagens porque somos poucos e conseguimos estar muito mais concentrados e focados sem ninguém nos interromper na sala com outros assunto. É muito diferente ser interrompido por um email ou chat ou por uma pessoa presencialmente. Mas neste momento nem não há esta diferença Lisboa/Aveiro, agora estamos todos iguais!

Pois agora, a realidade é diferente, como tem sido para ti estar a trabalhar a partir de casa?

-Tem sido um desafio. A minha mulher é enfermeira, por isso não tem a hipótese de teletrabalho, e temos o Diogo que ainda requer muita atenção pois nem 2 anos tem.

Trabalhar e tomar conta do Diogo deve ser dose…

-É. Devido ao risco a que a minha mulher está exposta tentamos evitar o contacto do Diogo com os avós e tenho tentado trabalhar por turnos como a minha mulher de forma a tratar do Diogo à vez.  É complicado porque é raríssimo termos momentos a 3, e isso faz muita falta. Entretanto já vai ficando alguns dias com os avós mas espero que as creches abram em breve e isso possa mudar, e ele já tem muitas saudades da escola.

E ainda te resta tempo para algum hobby?

Agora é impensável. Gostava muito de conseguir seguir com rotinas de exercício físico mas não estou a conseguir. Em 2013 perdi 30 kg em 8 meses graças a uma maior disciplina de exercício e nutrição, entretanto alguns desses 30kg já voltaram… mas gostava muito de voltar a essa disciplina. Tirando isso sou voluntário no TEDx Aveiro desde a primeira edição (2010), onde sou responsável pela gestão da venda de bilhetes e também ajudando, no dia do evento, com o controlo de acessos.

Se pedissemos a quem te é próximo para te descrever em uma expressão, o que achas que diriam?

Acho que seria o facto de ser um pai cuidadoso e próximo. Eu não ajudo, eu faço parte, acho que são coisas bem diferentes.

São mesmo Hugo! Muito obrigada pelo teu tempo, foi ótimo conhecer-te melhor!