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Cartões: contactless ou não contactless, eis a questão

Certamente que já reparou naquelas pessoas que estão à sua frente, ou mesmo ao seu lado, na caixa de uma loja de roupa, por exemplo, e que fazem pagamentos com os cartões de crédito ou de débito, sem sequer precisarem de marcar o clássico VERDE + CÓDIGO + VERDE. Certo?

Pois bem, não se trata de magia nem de tecnologia de outro planeta, essas pessoas limitam-se simplesmente a usar a tecnologia contactless. E olhe que são cada vez mais pessoas a utilizar este sistema.


Em Portugal, por exemplo, o número de transações duplicou relativamente a 2017, mas ainda está bastante abaixo dos números registados no resto da Europa.

Segundo a Mastercard em Portugal, este número demonstra que “ainda há um longo caminho a percorrer, uma vez que as transações contactless em Portugal representam menos de 3% do total de transações, quando, em outros países europeus já representa entre 30 e 50% do total”.

Se olharmos para os números gerais, o contactless é maioritariamente utilizado no comércio a retalho, representando 85,8% do número total de operações e 74,6% do valor, segundo dados do Relatório dos Sistemas de Pagamento referentes a 2017.

Vamos falar de cartões

Na Contisystems estamos mais que habituados a olhar para estes assuntos e gostamos de pensar que até sabemos algumas coisas sobre cartões.

Foi exatamente por isso que resolvemos tentar responder diretamente à pergunta que serve de título a este artigo: Contactless ou Não-Contactless, eis a questão?

Para o fazermos, decidimos criar uma lista onde lhe mostramos algumas das vantagens, que são muitas, e das desvantagens, porque também existem, deste sistema de pagamento.

Contudo, antes de começarmos a tentar encontrar as respostas que procura, importa deixar aqui presente aquela que é a definição do Banco de Portugal para a tecnologia contactless:

“Os cartões contactless são cartões de pagamento com tecnologia de leitura por aproximação. Estes cartões permitem fazer pagamentos sem ter de introduzir o PIN: para o efeito, basta aproximar o cartão (normalmente, a menos de 4 centímetros de distância) de um terminal de pagamento automático (TPA) preparado para receber pagamentos contactless.”

Mas regressemos então às vantagens deste método de pagamento:

  • Maior segurança. Esta é uma vantagem inegável.
    Basta ver que é o próprio BdP que nos diz que o sistema contactlessoferece maior segurança ao titular do cartão e maior proteção contra tentativas de fraude, uma vez que lhe facilita fazer pagamentos sem que o cartão saia da sua mão, e sem que tenha de inserir o seu código pessoal em público.”
    Portanto, fica claro que pagar desta forma permite que possamos manter um maior controlo do processo e evita, por exemplo, que nos clonem o cartão através da cópia da banda magnética ou do chip.
    Para fazer um pagamento com tecnologia contactless é sempre necessário que o comerciante introduza primeiro o valor no TPA. O cliente terá sempre de confirmar o valor da transação antes de usar o cartão.
    Confirmado o valor, aproxima-se então o cartão do TPA, tipicamente a uma distância máxima de 4 centímetros da máquina, até verificar que a transação está confirmada. O terminal não efetua novas transações até que a transação em curso esteja concluída.
  • Limites de pagamento. Se não sabe, dizemos-lhe ainda que os emissores de cartões definiram um conjunto de elementos de controlo para garantir a segurança destes cartões e que passam por medidas como: existência de um montante máximo por transação contactless e imposição de um limite de pagamentos consecutivos contactless.
  • Possibilidade de desativar o sistema contactless quando quiser. O cartão com sistema contactless, mantém a sua funcionalidade de utilização tradicional com PIN. Para desativar o contactless  só tem de contactar a entidade que emitiu o seu cartão (regra geral, o seu banco) e pedir a desativação do sistema. A partir dessa desativação o cartão funcionará como qualquer outro não contactless.
  • Maior comodidade. Com este tipo de pagamento não tem de se preocupar com mais 1 código, ou em ter de esconder o código da pessoa que está ao seu lado, da pessoa que está atrás de si e da pessoa que está na caixa à espera do seu pagamento.
  • Possibilidade de transformar o seu smartphone num cartão. Há cartões de débito, cartões de crédito e cartões pré-pagos que já contam com a tecnologia contactless. Esta modilidade permite ainda que faça pagamentos através do seu telemóvel ou smartwatch.

A Visa, por exemplo, através do Host Card Emulation (HCE), já permite que qualquer app NFC para Android possa habilitar o smartphone a emular um cartão inteligente. 
Os utilizadores podem acenar o smartphone à frente de um leitor seguro para pagarem as suas compras.

Os cartões e os TPA com tecnologia contactless devem estar devidamente identificados com o seguinte símbolo:

simbolo contactless

Apesar de todas estas vantagens, a DECO deixou algumas recomendações para os utilizadores deste tipo de tecnologia, alertando para alguma vulnerabilidade deste tipo de sistema.

De acordo com o organismo responsável pela defesa do consumidor, “algumas apps de telemóvel, gratuitas e simples de descarregar, permitem ler os dados do cartão contactless”.

Portanto, se é utilizador de transportes públicos em hora de ponta, e para evitar transmissão de dados do seu cartão— embora seja necessária uma grande proximidade para que alguém com um telemóvel com uma destas apps instaladas consiga obter os dados do seu cartão — a Deco aconselha o transporte do cartão numa carteira de alumínio própria para cartões, de modo a que consiga isolá-lo e protege-lo.

Além deste alerta da Deco, e mesmo sendo uma realidade perfeitamente inserida nos pagamentos físicos em Portugal, a tecnologia contactless tem ainda algumas limitações, que passamos a apresentar de seguida:

  • Transações de valor baixo. O valor máximo permitido para uma transação deste género está fixado, regra geral, nos 20 euros. Convenhamos que não é um valor particularmente entusiasmante, mas acreditamos que num futuro próximo estes valores serão revistos para permitir uma maior utilização da tecnologia contactless; Ou seja, cada pagamento contactless não pode exceder o valor máximo permitido. Esse valor máximo é definido pela entidade que emitiu o cartão.
  • Limite de pagamentos consecutivos. Para além disso, outra das limitações traduz-se na existência de um limite de pagamentos consecutivos que pode efetuar sem inserir o PIN, e que, geralmente, é de 60 euros. Ultrapassado este limite o cliente só pode voltar a efetuar pagamentos contactless depois de realizar uma operação num terminal de pagamento ou numa caixa automática com o código PIN. Esse limite é, também ele, definido pela entidade que emitiu o cartão;
  • Desactivação do sistema tem de ser feita pelo Banco. Para que possa desactivar a função contactless do seu cartão tem mesmo de recorrer à entidade emissora do cartão, que neste caso será o seu Banco.
  • Regras de utilização não são universais. Por esta mesma razão o BdP recomenda que se vai viajar para o estrangeiro e pretende realizar transações contactless, deve procurar conhecer as regras aplicáveis no país para onde vai viajar.

Nós, aqui na Contisystems, somos admiradores confessos desta tecnologia, pela privacidade que permite, por tornar os pagamentos mais seguros e cómodos e porque torna a sua vida mais fácil.

Quem nunca se assustou com a mudança levante o braço

A mudança, seja de geografia, de liderança ou a simples mudança de versão de software, pode gerar uma ansiedade que nem sempre é bem recebida. Com todos os desafios que impõe, a rotina é algo certo e que nos oferece a tranquilidade de sabermos ao que vamos, e isso acontece quer ao nível pessoal quer em termos profissionais.

O nível de segurança que a mudança nos oferece, o impacto que tem a facilidade com que pode ser implementada poderão torná-la mais ou menos real.

Ao nível profissional a mudança tem a agravante da responsabilidade, porque estamos a tomar uma decisão que não nos afecta apenas a nós, mas toda a organização, e a escolha pela mudança será sempre mais polémica, por desafiar a rotina instalada. Mas o risco de não mudar, da acomodação, é também elevado pelo que é essencial procurar mudanças com impacto, que nos tragam segurança e que não agravem a rotina de trabalho da organização.

Vamos pegar num exemplo da Contisystems para lhe demonstrar o que pode ser uma mudança fácil e segura, depois de avaliados os respetivos impactos.

Um cartão inteligente, por conter dados pessoais, e até dados financeiros no caso dos cartões bancários, é um instrumento crítico na relação com o seu cliente. Garantir que é produzido, personalizado e entregue com toda a segurança é naturalmente uma enorme preocupação e por isso a mudança de fornecedor a este nível pode, pelo impacto que tem, carecer de uma avaliação mais cuidada. No entanto, esta mudança pode oferecer-lhe segurança se perceber que há boas referências e que o processo de mudança é simples e fácil.

A substituição do personalizador para os emissores portugueses é um processo fácil e seguro. Na verdade, só só têm de fazer alterações no conteúdo do ficheiro lógico que enviam para a entidade geradora de dados. Esta alteração é feita em dois campos, no campo relativo à entidade personalizadora que passa a ter “Contisystems” e no campo que diz respeito à entidade de envio do ficheiro de personalização que passa também a ser preenchido com outro descritivo.

Antes do envio do ficheiro lógico para a entidade geradora de dados, os emissores têm de gerar, com essa mesma entidade, uma Chave de Transporte para o novo personalizador. Esta nova chave servirá para encriptar os dados sensíveis no ficheiro de personalização de cartão.

Após receção do ficheiro de personalização de cartão e da Chave de Transporte e depois de garantidas todas as interações acima referidas, a Contisystems, pode então personalizar os cartões de teste para certificação que serão entregues ao emissor, juntamente com um relatório de personalização.

Após o processo de certificação do BIN na respetiva Marca (VISA ou MASTERCARD), no decorrer do qual terão todo o suporte, a Contisystems fica certificada para a personalização em questão.

Se para si um novo Cartão de Crédito ou de Débito é um desafio, deixe-nos ajudar e mostrar-lhe que mudar de fornecedor de cartões e personalização, ou ter mais do que um, é simples e lhe traz muitas vantagens.  Aproveite para conhecer a nossa oferta de Soluções de Pagamento.

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Cheira a maças na Contisystems

A área de Soluções de Pagamento está neste momento a iniciar a personalização e distribuição dos novos cartões Buffet, os cartões refeição do Crédito Agrícola que cheiram a maçã. Estes cartões são enriquecidos com microcápsulas que contêm fragrância de maçã que vai sendo lentamente libertada ao longo do tempo.

Estamos desta forma a mostrar que somos diferentes e temos a capacidade de desafiar o Cliente com opções válidas e que contribuam para o crescimento do seu negócio.

Quem sabe dentro de pouco tempo a sua carteira não cheira a maçã…

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