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Digitalização de termos e condições

Em Abril de 2020 o Banco de Portugal (BdP) divulgou que os clientes bancários apresentaram 18.104 reclamações em 2019. Mais 18,7% face a 2018. Este aumento, segundo do BdP, foi especialmente motivado pela disponibilização do Livro de Reclamações Eletrónicas (LRE). Excluindo este livro da análise verificar-se-ia, em 2019, um aumento de queixas de 1,4% face a 2018.

O BdP dá visibilidade neste relatório que os temas mais reclamados pelos clientes são: depósitos bancários, crédito aos consumidores e crédito à habitação e hipotecário.

O que todos estes temas têm em comum?

Por norma todos eles se regem por termos e condições que são dados a conhecer e a aceitar pelo seu banco ao cliente, como por exemplo taxas de juro, custos de serviços, entre outras informações.

Como em qualquer litígio ou desacordo, quando estes existem, então quem tem razão? O cliente? O banco?

É pois, imperativo para os bancos que, em caso de litígio, consigam fazer prova de que o cliente foi informado de que determinado produto ou serviço tem “x” custos, “x” TAEG, ou qualquer outro dado.

Esta foi a motivação que levou um banco nosso cliente a desafiar-nos para um novo projeto que, embora desafiante pelo seu conteúdo, se revelou a oportunidade certa para aplicarmos muitas das nossas valências, nomeadamente o conhecimento, capacidade técnica e infraestrutura interna.

O desafio em si, consiste em que o banco tenha a garantia de que o cardmail (carta de cortesia) que acompanha o cartão de crédito a enviar ao cliente está produzido e personalizado conforme o banco estipulou com dados tão variados como:

  • Nome
  • Morada
  • TAEGS e outras taxas
  • Termos e condições associados (fixos ou variáveis)

Em resumo, garantimos neste projeto que o cardmail será personalizado com os dados do cliente, com as taxas negociadas, e que será impresso e guardado em tempo real numa solução de custódia digital, em estrito cumprimento legal.

Isto permite que as equipas de callcenter do banco tenham visibilidade sobre o documento que foi feito em tempo real e enviado para o cliente e quais as informações que levam por escrito.

Imagine-se o seguinte cenário:

Cliente (A) liga para o seu banco dizendo que não foi informado da(s) taxa(s) do cartão de crédito que lhe foi enviado. Nesse instante o colaborador do banco poderá aceder em tempo real ao documento que foi produzido e expedido em formato de papel para o seu endereço mas que, na Contisystems, foi guardado em custódia digital. Assim o banco tem visibilidade de que aquele cartão e o seu respetivo cardmail levava toda a informação que o cliente agora indica não ter tido conhecimento.

Mais, damos a possibilidade para, no cenário acima, o colaborador do banco que atendeu ao cliente A, enviar por email cópia dos termos e condições ou cardmail que acompanhou o cartão aquando do seu envio.

Ora, o que aqui estamos a descrever é dar a possibilidade do banco ter prova digital do que foi efetivamente enviado para o cliente ou o que lá constava escrito. Isto apenas é possível, porque a Contisystems pode fazer custódia em tempo real do documento que está a sair de máquina de personalização e que seguirá para o cliente final.

Fale connosco se esta solução lhe parece interessante para a sua organização.

Já conhece o nosso serviço de design de cartões?

Na divisão de Soluções de Pagamento temos trabalhado para alargar a nossa área de atuação e hoje podemos afirmar com convicção que somos muito mais do que um personalizador de cartões. A mais recente extensão do nosso serviço é mais uma prova disso.

Se já cobriamos toda a cadeia de actividades complementares após a produção do cartão, como a produção de cardmail, o envio direto aos clientes, o tratamento de cartões capturados ou mesmo a reciclagem de cartões caducados, agora queremos estar presentes mesmo antes da concretização conceptual do cartão de forma assegurar todo o processo.

Foi nesse sentido, de contribuir na fase preparatória de conceção do cartão, que celebrámos recentemente um acordo de parceria com uma agência de comunicação, com experiência no desenho de cartões bancários. Combinando a experiência de design deste parceiro com o nosso know how relativamente às possibilidades que existem em termos de materiais, efeitos ou tipos de personalização, podemos oferecer aos nossos clientes um serviço de design verdadeiramente diferenciador tirando máximo partido de todas as opções disponíveis.

Agora podemos estar, com a segurança de entregar um trabalho de grande valor acrescentado, também no início do processo de desenho de cartão.

Descubra o que podemos fazer para que se foque mais no seu negócio.

Possibilidades de personalização de cartões

Seja fiel à sua estratégia.

Explore todas as opções para que seu cartão seja ecologicamente responsável, inclusivo ou simplesmente alinhado com o produto a que está associado quer visualmente, quer recorrendo ao tacto ou olfato.

Porque nem sempre temos bem presentes todas as possibilidades, guarde esta cábula perto de si!

Alternativas ecológicas aos cartões de PVC

Já falámos por aqui que a tendência dos cartões metálicos, pelo menos para alguns segmentos, tem sido algo que temos visto crescer. Seja com cartões metálicos puros, de custos muito elevados, seja com cartões híbridos, que misturam PVC com metal, a diferenciação tem-se procurado ao nível do material base do cartão.

Mas na verdade, nem só de metal são as alternativas ao tradicional PVC. Seguindo a tendência da ecologia as instituições têm procurado cada vez mais encontrar materiais que lhes permitam comunicar uma preocupação ambiental do seu negócio. Nesse sentido têm começado a aparecer no mercado alternativas que já se encontravam disponíveis pelos fornecedores algum tempo, mas que ainda não tinham colhido o interesse dos clientes. Deixamos um pequeno exemplo da comunicação que é feita em cima destas escolhas. Veja a comunicação da CaixaBank.

Neste contexto, e adicionalmente às opções metálicas que partilhámos em artigo anterior, aqui ficam outras alternativas ao PVC que podem ser consideradas:

PVC Reciclado

O cartão com PVC Reciclado poderá ser composto por um misto de PVC reciclado com PVC normal ou ser 100% reciclado. É compatível com as habituais opções de personalização.

PETG

PETG é feito de polyester (mais precisamente de copoliéster termoplástico) e não de PVC. Pode ser 100% reciclado sem impacto ambiental. Parece-se muito com PVC pela sua rigidez e resistência ao impacto e a sua personalização é igualmente simples.

PLA – Polylactide resin

Este é um cartão com 0% PVC feito a partir de plantas como o milho, a cana de açucar ou a beterraba. Sendo compostável em condições muito específicas, não é biodegradável em ambiente não controlado. É compatível com as diferentes opções de personalização física e lógica.

Madeira

Mais de 80% da constituição desdes cartões é um composto amigo do ambiente (Ecozen e Madeira). O Ecozen é criado a partir de materiais naturais, à base de extratos de plantas ou vegetais e apresenta uma excelente resistência e flexibilidade. Adicionalmente, a madeira utilizada é certificada FSC o que torna este cartão extremamente ecológico.

Estas são apenas algumas das alternativas a ter em conta ao pensar em tornar o seu cartão mais “verde”. Conte com a Contisystems para o ajudar neste caminho de sustentabilidade, quer na escolha do seu cartão, na produção de cardmails com material certificado FSC, ou mesmo com serviços de recolha e reciclagem dos cartões antigos.

O cartão de pagamento veio para ficar?

A recuperação da economia, o aumento da literacia financeira e consequente aumento da população banquerizada, assim como a variedade de serviços disponibilizados nos ATM, fez com que o número de cartões bancários aumentasse bastante nos últimos anos.

Embora a última década tenha sido agitada no que diz respeito às movimentações bancárias, nomeadamente com a falência de bancos como o BPN e o BPP, os escandalos de fraude no BES e movimentos de aquisições como foi o caso da incorporação no Banco Santander do BANIF e do Banco Popular, ainda houve espaço para inovação e para entrada em campo de novas realidades. Exemplo disso são os casos da abertura de conta online, dos meios de pagamento alternativos como o MBWay, da oferta de serviços tirando partido da PSD2, como é o caso da app DABOX da CGD, ou mesmo da exploração do crédito numa perspetiva mais humanizada como é o caso das soluções da PUZZLE.

Portugal tem a inovação no seu ADN e a adoção de novas formas de ver a banca tem sido notória. No entanto, e ainda que os novos métodos de pagamento estejam a aparecer e a ter adesão, a sua penetração parece ainda não substituir o uso do cartão plástico. De acordo com os estudos a que temos acesso, a previsão para os próximos anos ainda é de crescimento quer do número de cartões em circulação quer do valor transicionado por esta via. E se o crescimento existe no total, é previsto ser duplamente significativo nos cartões pré-pagos nomeadamente nos pré-pagos de circuito fechado.

Como ouvimos repetidamente em várias conferências recentes do sector (Banca do Futuro, Portugal Digital Summit e MoneyConf: Web Summit), o foco não deve ser na tecnologia, mas nos clientes e em resolver os seus problemas ou dificuldades. Se as novas formas de pagamento vierem resolver esses problemas, então elas encontrarão o seu espaço e o seu sucesso, se vierem apenas pelo conceito de usar tecnologia, então encontrarão a deceção dos utilizadores e fraca adesão. Enquanto o cartão, de débito, crédito, pré-pago ou de qualquer outro tipo, for a melhor solução para muitos consumidores, continuará a ser uma preocupação para nós disponibilizar as melhores soluções para quem o quer usar.

A tendência dos cartões de metal

O que dizem os estudos?

De acordo com o estudo ICMA Card Marketing Report, o mercado de 2018 esteve em alta para a procura e venda de cartões.

Numa leitura do relatório salta à vista a escolha dos cartões de PVC como matéria prima eleita para a maioria das utilizações, independentemente da área geográfica.

É do conhecimento geral que o cartão PVC está amplamente implementado no nosso dia a dia. Este cartão possui um custo aceitável e todos os processos produtivos e de personalização estão adaptados a este material. Por estes motivos é difícil a mudança para outras matérias primas que vão, naturalmente, implicar custos mais elevados e adaptação dos equipamentos de personalização.

Contudo, os materiais utilizados nos cartões vão evoluindo de forma a obter a diferenciação procurada pelos clientes. De facto, do ponto de vista de marketing a aposta na mudança dos cartões PVC para metálicos por exemplo, pode ser justificada para produtos, mercados ou segmentos específicos.

Os cartões de metal são todos iguais?

Não, na verdade existem diferentes formas de incorporar o metal nos cartões, identificando-se na generalidade quatro tipos:

Full Metal Card 

São feitos apenas de metal e estão disponíveis em vários metais preciosos como platina, ouro e nos restantes metais como aço inoxidável, nickel, e prata.

Metal Híbrido

A lâmina da frente do cartão é em metal mas o verso é em PVC sendo o core do cartão igualmente em PVC

Lâmina de Metal

Tratam-se de duas lâminas metálicas (uma na frente e outra no verso) em que o core do cartão é em PVC, sendo por isso um cartão menos pesado.

Metal encapsulado

Estes cartões são pré laminados com folhas de PVC, mas muito mais pesados por terem o seu core de metal.

Os cartões de metal funcionam da mesma forma que os cartões de PVC?

Vantagens:

  • Podem ter um funcionamento em tudo similar ao já conhecido cartão plástico;
  • São mais duráveis ​​do que os cartões plásticos, o que não quer dizer que sejam indestrutíveis;
  • Sensação de premium associada ao metal.

Desvantagens:

  • Alguns cartões têm incompatibilidade de operar com contactless, mas existem fabricantes que estão a desenvolver combinações de ligas metálicas que permitem operar o contactless de forma normal;
  • Embora a robustez dos cartões os torne ideais para viagens, eles podem pode ser detectados em detectores de metais, como por exemplo em aeroportos. Embora nos aeroportos seja solicitado que seja removido tudo dos bolsos, se este cartão for esquecido no momento de passar no detector pode fazer com que seja detectado;
  • A sua rigidez poderá ser um problema no que diz respeito aos equipamentos ATM, máquinas automáticas, etc.

Mas também no processo de criação há que ter em consideração as particularidades associadas a este material:

  • O seu processo de personalização, feito a laser gera uma gravação com sulco, o que permite dar ao cartão uma sensação táctil de profundidade.
  •  Os criativos e equipas de design têm de ter particular atenção uma vez que as cores pantone não são as mesmas no metal comparativamente ao uso destas no PVC.

Mas se podem ter limitações e exigem cuidados, porquê apostar em cartões de metal?

A CompoSecure, num estudo de mercado com mais 6.000 consumidores entre os mercados do Brasil, Hong Kong, Japão, Singapura, Estados Unidos e Reino Unido, demonstrou que 59% (a maioria) dos inquiridos no estudo, preferem cartões metálicos ou híbridos aos cartões plásticos. Este número foi sempre acima de 50% em todos os mercados inquiridos, chegando a 82% no Brasil.

O estudo realça o facto do cartão metálico poder ser um importante factor para o cliente final na decisão entre uma ou outra instituição financeira, conjugado com uma elevada fidelização e programas de recompensas.

Conclusão

Para os nossos clientes o cartão metálico pode gerar maior volume de adesões e pode significar maior visibilidade para a sua marca. De facto, o status que advém de um cartão metálico é muito valorizado pelos utilizadores, pelo que estes não devem ser descartados no desenho de portefólio de cartões nos bancos. No entanto, existem opções de cartões metálicos que dão alguma margem para maior eficiência nos processos instalados que devem ser opções a considerar para evitar preocupações de maior ou limitações de funcionalidade.

Na Contisystems estamos, como sempre, empenhados em encontrar o melhor cartão para cada situação. Conte connosco para lhe apresentar as opções disponíveis, vantagens e limitações e fazermos, em conjunto, a configuração do seu cartão.

Como pagam os portugueses?

Foi publicado recentemente pelo Banco de Portugal o Relatório dos Sistemas de Pagamentos relativo ao ano de 2018. Este relatório, que espelha a evolução dos meios de pagamento em Portugal, dá-nos uma visão muito atual do que têm vindo a ser os comportamentos de pagamento dos portugueses e quais as tendências que se têm verificado. Analisar o passado recente dá-nos importantes dicas para o futuro, acreditamos que para os nossos clientes também. Aproveitamos para partilhar um breve resumo.

Em 2018, com o crescimento verificado ao nível da atividade económica, os pagamentos de retalho em Portugal mantiveram a sua tendência crescente. Em 2018 foram processadas 2,7 mil milhões de operações de pagamento de retalho no valor de 491,5 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 7,6% em quantidade de operações e de 7,3% em valor transacionado face ao ano de 2017.

Além do pagamento em numerário, que ainda representa a maioria dos pagamentos, os cartões são o meio de pagamento mais utilizado pelos portugueses (87% dos pagamentos não feitos em notas e moedas). Seguem-se os débitos diretos, as transferências a crédito e os cheques.

Portugal está entre os países da União Europeia com maior número de cartões bancários por habitante, no final de 2018 existiam mais de 30 milhões de cartões em Portugal (sendo que, destes, mais de 21 milhões eram de débito).

Com o seu cartão os portugueses fazem principalmente levantamentos e compras. Assistindo-se a uma tendência de migração dos levantamentos (aumento de 1% em número de operações) para os pagamentos com cartão (aumento de 12% em número de operações), existiu um aumento de 8,7% no número de Terminais de Pagamento Automático (TPAs) para 349 mil e uma redução de 2,3% no número de caixas automáticas.

Apesar de 38% dos cartões e 72% dos terminais estarem já disponíveis para pagamentos contactless, apenas 4% das compras presenciais foram efetuadas utilizando esta tecnologia. Do total de compras efetuadas com cartão apenas 4% foram realizadas online.

As transferências a crédito representam mais de metade do montante transacionado em Portugal e foram o instrumento com maior nível de crescimento. Esta tendência de crescimento foi comum a todos os meios de pagamento eletrónicos.

Embora o número de pagamentos por cheque tenha diminuído 12% em 2018, representando uma redução de 6,3% em valor, ainda são feitos, em média, 120 mil pagamentos por cheque por dia. O valor pago em cheques em 2018 totaliza 89,7 mil milhões de euros.

Fica ainda a nota que em 2018 os portugueses passaram a dispor de uma nova solução para fazer os seus pagamentos, as transferências imediatas, concretizadas em segundos, e que já representaram, em média, 7.170 pagamentos por dia desde o seu lançamento em setembro de 2018. Consulte o estudo completo do Banco de Portugal aqui

Cartões: contactless ou não contactless, eis a questão

Certamente que já reparou naquelas pessoas que estão à sua frente, ou mesmo ao seu lado, na caixa de uma loja de roupa, por exemplo, e que fazem pagamentos com os cartões de crédito ou de débito, sem sequer precisarem de marcar o clássico VERDE + CÓDIGO + VERDE. Certo?

Pois bem, não se trata de magia nem de tecnologia de outro planeta, essas pessoas limitam-se simplesmente a usar a tecnologia contactless. E olhe que são cada vez mais pessoas a utilizar este sistema.

Em Portugal, por exemplo, o número de transações duplicou relativamente a 2017, mas ainda está bastante abaixo dos números registados no resto da Europa.

Segundo a Mastercard em Portugal, este número demonstra que “ainda há um longo caminho a percorrer, uma vez que as transações contactless em Portugal representam menos de 3% do total de transações, quando, em outros países europeus já representa entre 30 e 50% do total”.

Se olharmos para os números gerais, o contactless é maioritariamente utilizado no comércio a retalho, representando 85,8% do número total de operações e 74,6% do valor, segundo dados do Relatório dos Sistemas de Pagamento referentes a 2017.

Vamos falar de cartões

Na Contisystems estamos mais que habituados a olhar para estes assuntos e gostamos de pensar que até sabemos algumas coisas sobre cartões.

Foi exatamente por isso que resolvemos tentar responder diretamente à pergunta que serve de título a este artigo: Contactless ou Não-Contactless, eis a questão?

Para o fazermos, decidimos criar uma lista onde lhe mostramos algumas das vantagens, que são muitas, e das desvantagens, porque também existem, deste sistema de pagamento.

Contudo, antes de começarmos a tentar encontrar as respostas que procura, importa deixar aqui presente aquela que é a definição do Banco de Portugal para a tecnologia contactless:

“Os cartões contactless são cartões de pagamento com tecnologia de leitura por aproximação. Estes cartões permitem fazer pagamentos sem ter de introduzir o PIN: para o efeito, basta aproximar o cartão (normalmente, a menos de 4 centímetros de distância) de um terminal de pagamento automático (TPA) preparado para receber pagamentos contactless.”

Vantagens da tecnologia contactless

Mas regressemos então às vantagens deste método de pagamento:

Maior segurança.

Esta é uma vantagem inegável.
Basta ver que é o próprio BdP que nos diz que o sistema contactlessoferece maior segurança ao titular do cartão e maior proteção contra tentativas de fraude, uma vez que lhe facilita fazer pagamentos sem que o cartão saia da sua mão, e sem que tenha de inserir o seu código pessoal em público.”
Portanto, fica claro que pagar desta forma permite que possamos manter um maior controlo do processo e evita, por exemplo, que nos clonem o cartão através da cópia da banda magnética ou do chip.


Para fazer um pagamento com tecnologia contactless é sempre necessário que o comerciante introduza primeiro o valor no TPA. O cliente terá sempre de confirmar o valor da transação antes de usar o cartão.


Confirmado o valor, aproxima-se então o cartão do TPA, tipicamente a uma distância máxima de 4 centímetros da máquina, até verificar que a transação está confirmada. O terminal não efetua novas transações até que a transação em curso esteja concluída.

Limites de pagamento.

Se não sabe, dizemos-lhe ainda que os emissores de cartões definiram um conjunto de elementos de controlo para garantir a segurança destes cartões e que passam por medidas como: existência de um montante máximo por transação contactless e imposição de um limite de pagamentos consecutivos contactless.

Possibilidade de desativar o sistema contactless quando quiser.

O cartão com sistema contactless, mantém a sua funcionalidade de utilização tradicional com PIN. Para desativar o contactless  só tem de contactar a entidade que emitiu o seu cartão (regra geral, o seu banco) e pedir a desativação do sistema. A partir dessa desativação o cartão funcionará como qualquer outro não contactless.

Maior comodidade.

Com este tipo de pagamento não tem de se preocupar com mais 1 código, ou em ter de esconder o código da pessoa que está ao seu lado, da pessoa que está atrás de si e da pessoa que está na caixa à espera do seu pagamento.

Possibilidade de transformar o seu smartphone num cartão.

Há cartões de débito, cartões de crédito e cartões pré-pagos que já contam com a tecnologia contactless. Esta modilidade permite ainda que faça pagamentos através do seu telemóvel ou smartwatch.

A Visa, por exemplo, através do Host Card Emulation (HCE), já permite que qualquer app NFC para Android possa habilitar o smartphone a emular um cartão inteligente. 
Os utilizadores podem acenar o smartphone à frente de um leitor seguro para pagarem as suas compras.

Os cartões e os TPA com tecnologia contactless devem estar devidamente identificados com o seguinte símbolo:

simbolo contactless

Apesar de todas estas vantagens, a DECO deixou algumas recomendações para os utilizadores deste tipo de tecnologia, alertando para alguma vulnerabilidade deste tipo de sistema.

De acordo com o organismo responsável pela defesa do consumidor, “algumas apps de telemóvel, gratuitas e simples de descarregar, permitem ler os dados do cartão contactless”.

Portanto, se é utilizador de transportes públicos em hora de ponta, e para evitar transmissão de dados do seu cartão— embora seja necessária uma grande proximidade para que alguém com um telemóvel com uma destas apps instaladas consiga obter os dados do seu cartão — a Deco aconselha o transporte do cartão numa carteira de alumínio própria para cartões, de modo a que consiga isolá-lo e protege-lo.

Desvantagens dos cartões contactless

Além deste alerta da Deco, e mesmo sendo uma realidade perfeitamente inserida nos pagamentos físicos em Portugal, a tecnologia contactless tem ainda algumas limitações, que passamos a apresentar de seguida:

Transações de valor baixo.

O valor máximo permitido para uma transação deste género está fixado, regra geral, nos 20 euros. Convenhamos que não é um valor particularmente entusiasmante, mas acreditamos que num futuro próximo estes valores serão revistos para permitir uma maior utilização da tecnologia contactless; Ou seja, cada pagamento contactless não pode exceder o valor máximo permitido. Esse valor máximo é definido pela entidade que emitiu o cartão.

Limite de pagamentos consecutivos.

Para além disso, outra das limitações traduz-se na existência de um limite de pagamentos consecutivos que pode efetuar sem inserir o PIN, e que, geralmente, é de 60 euros. Ultrapassado este limite o cliente só pode voltar a efetuar pagamentos contactless depois de realizar uma operação num terminal de pagamento ou numa caixa automática com o código PIN. Esse limite é, também ele, definido pela entidade que emitiu o cartão;

Desactivação do sistema tem de ser feita pelo Banco.

Para que possa desactivar a função contactless do seu cartão tem mesmo de recorrer à entidade emissora do cartão, que neste caso será o seu Banco.

Regras de utilização não são universais.

Por esta mesma razão o BdP recomenda que se vai viajar para o estrangeiro e pretende realizar transações contactless, deve procurar conhecer as regras aplicáveis no país para onde vai viajar.

Nós, aqui na Contisystems, somos admiradores confessos desta tecnologia, pela privacidade que permite, por tornar os pagamentos mais seguros e cómodos e porque torna a sua vida mais fácil.

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Quem nunca se assustou com a mudança levante o braço

A mudança, seja de geografia, de liderança ou a simples mudança de versão de software, pode gerar uma ansiedade que nem sempre é bem recebida. Com todos os desafios que impõe, a rotina é algo certo e que nos oferece a tranquilidade de sabermos ao que vamos, e isso acontece quer ao nível pessoal quer em termos profissionais.

O nível de segurança que a mudança nos oferece, o impacto que tem a facilidade com que pode ser implementada poderão torná-la mais ou menos real.

Ao nível profissional a mudança tem a agravante da responsabilidade, porque estamos a tomar uma decisão que não nos afecta apenas a nós, mas toda a organização, e a escolha pela mudança será sempre mais polémica, por desafiar a rotina instalada. Mas o risco de não mudar, da acomodação, é também elevado pelo que é essencial procurar mudanças com impacto, que nos tragam segurança e que não agravem a rotina de trabalho da organização.

Vamos pegar num exemplo da Contisystems para lhe demonstrar o que pode ser uma mudança fácil e segura, depois de avaliados os respetivos impactos.

Um cartão inteligente, por conter dados pessoais, e até dados financeiros no caso dos cartões bancários, é um instrumento crítico na relação com o seu cliente. Garantir que é produzido, personalizado e entregue com toda a segurança é naturalmente uma enorme preocupação e por isso a mudança de fornecedor a este nível pode, pelo impacto que tem, carecer de uma avaliação mais cuidada. No entanto, esta mudança pode oferecer-lhe segurança se perceber que há boas referências e que o processo de mudança é simples e fácil.

A substituição do personalizador para os emissores portugueses é um processo fácil e seguro. Na verdade, só só têm de fazer alterações no conteúdo do ficheiro lógico que enviam para a entidade geradora de dados. Esta alteração é feita em dois campos, no campo relativo à entidade personalizadora que passa a ter “Contisystems” e no campo que diz respeito à entidade de envio do ficheiro de personalização que passa também a ser preenchido com outro descritivo.

Antes do envio do ficheiro lógico para a entidade geradora de dados, os emissores têm de gerar, com essa mesma entidade, uma Chave de Transporte para o novo personalizador. Esta nova chave servirá para encriptar os dados sensíveis no ficheiro de personalização de cartão.

Após receção do ficheiro de personalização de cartão e da Chave de Transporte e depois de garantidas todas as interações acima referidas, a Contisystems, pode então personalizar os cartões de teste para certificação que serão entregues ao emissor, juntamente com um relatório de personalização.

Após o processo de certificação do BIN na respetiva Marca (VISA ou MASTERCARD), no decorrer do qual terão todo o suporte, a Contisystems fica certificada para a personalização em questão.

Se para si um novo Cartão de Crédito ou de Débito é um desafio, deixe-nos ajudar e mostrar-lhe que mudar de fornecedor de cartões e personalização, ou ter mais do que um, é simples e lhe traz muitas vantagens.  Aproveite para conhecer a nossa oferta de Soluções de Pagamento.

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Cartões para todos os gostos e feitios

Embora imediatamente associados aos pagamentos e à banca, os cartões são hoje em dia utilizados em variadíssimos sectores de actividade como forma de pagamento, de identificação, ou mesmo de fidelização.

Qualquer carteira está hoje recheada com vários cartões, já para não falar nos que ficam em casa porque já não demonstram utilidade. No entanto, o cartão permanece como um elemento físico extremamente importante para materializar a associação a uma marca ou a uma empresa.

Neste contexto, o cuidado e ponderação ao escolher um cartão que vai materializar uma marca ou uma empresa deve ser redobrado. Além de refletir os valores da marca e ser uma extensão da mesma para o mundo físico, deve diferenciar-se da concorrência para ocupar o espaço na carteira e ser efetivamente utilizado.

Os cartões são fabricados numa grande variedade de materiais e estilos, precisamente para que seja possível escolher o cartão ideal para cada situação. A panóplia de materiais, formatos, estilos, cores e/ou acabamentos é tão elevada que permite um total ajuste ao resultado final pretendido e ao impacto que se pretende alcançar junto do utilizador final.

Deixamos algumas ideias das possibilidades a considerar ao escolher um cartão:

Cartões de identificação padrão

Os cartões de identificação padrão são feitos de plástico PVC durável e flexível. Estes cartões são usados ​​para todas as aplicações e estão disponíveis em vários tamanhos e cores.

Cartões BioPVC

Os cartões BioPVC são uma opção amiga do ambiente feita a partir de material completamente biodegradável. Este tipo de material oferece a mesma qualidade de foto, durabilidade e flexibilidade de um cartão de PVC padrão com menos impacto no meio ambiente.

Cartões de PVC reciclado

Os cartões de PVC reciclado são outra alternativa verde aos cartões de PVC tradicionais, pois são feitos de plástico reciclado. O material de PVC reciclado é comparável ao PVC padrão em durabilidade, flexibilidade e qualidade de impressão.

Cartões de identificação regraváveis

Os cartões de identificação regraváveis ​​são feitos de um material sensível ao calor que pode ser impresso, apagado e reimpresso até 500 vezes. Estes cartões exigem uma impressora de cartão de identificação com um modo de impressão regravável. Como os cartões regraváveis ​​podem ser impressos apenas em azul monocromático ou preto, são ideais para designs de cartões com texto ou gráficos simples.

Cartões PVC com verso adesivo

Os cartões adesivos são cartões de PVC com um forte adesivo Mylar. Normalmente, são aderidos a cartões de proximidade concatenados a outros cartões de tecnologia que não podem passar por uma impressora de cartões de identificação.

Cartões PVC / Poly Composite 

Os cartões compostos de PVC / Poli são recomendados para cartões que serão laminados. Os seus materiais especiais podem suportar o calor mais alto e resistir ao empenamento durante o processo de laminação.

Cartões com tinta UV

No processo de fabrico deste tipo de cartões é aplicada uma tinta UV de forma a reagir com a luz negra.

Cartões com transparências

Estes cartões são produzidos de forma a possibilitar ver através dos mesmos, permitindo dessa forma um combinação com os elementos de branding e uma imagem visual com muito impacto.

Cartões PVC com folha Metálica

Cartões produzidos com folha metálica que lhes confere um acabamento de aspecto metálico de elevada qualidade.

Cartões com Relevo

São cartões cujo processo de fabrico incorpora a aplicação de relevo de forma a reforçar os sentidos, nomeadamente imagem visual e a sensibilidade ao tacto, junto do utilizador.

Cartões com Perfume

Cartões em que são incluídas microcápsulas com uma essência duradora. Permite realçar a atenção para o cartão em concreto e permite uma maior ligação à marca já que existem inúmeras essências à disposição.

Cartões com tecnologia RFID, Chip e Banda Magnética

A gama de produtos e combinações de um cartão PVC com tecnologia RFID, Chip e Banda Magnética é muito extensa, cada tecnologia pode ser inserida de acordo com o objectivo de uso pretendido.

Além destas opções e combinações entre tecnologias, materiais, aromas, cores e texturas, podem ainda ser aplicados recortes, ser coloridas as bordas ou aplicados efeitos 3D no cartão. A Contisystems não só fornece o serviço de personalização como dá todo o apoio aos seus Clientes na definição do cartão ideal para cada cenário.

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