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Contribua para um futuro mais verde com os cartões re-PVC

Os cartões re-PVC são feitos a partir de plástico reciclado vindo de resíduos industriais recolhidos regionalmente. Para além de serem virtualmente iguais aos cartões de PVC tradicional, são fabricados e transportados utilizando “processos verdes”, o que se traduz numa pegada de CO2 inferior à dos cartões convencionais.

Quais são as principais vantagens dos cartões re-PVC?

Os cartões de re-PVC estão cada vez mais presentes no setor da banca. As marcas começam já a dar especial destaque a estas opções e com motivos para isso. Com claras vantagens para o ambiente, e sem abdicar da vasta gama de possibilidades do seu gémeo menos ecológico, este cartão tende para ser a opção mais escolhida.

Pegada de CO2 reduzida

A pegada de CO2 do fabrico dos cartões de re-PVC é inferior à do PVC tradicional e o recurso a resíduos de indústrias e centros de reciclagem locais torna o seu transporte muito mais amigo do ambiente.

Cada kg de re-PVC produzido previne a emissão de cerca de 2kg de CO2 para a atmosfera.

Reduz volumes de PVC em aterros

Os cartões de re-PVC contribuem para a preservação dos recursos naturais. Ao utilizarem resíduos industriais e de centros de reciclagem, evitam a produção de PVC novo e reduzem a quantidade de PVC que é depositado em aterros. Uma das particularidades deste material que também contribui para este aspeto é a sua capacidade de poder ser reciclado vezes sem conta.

Funciona como um cartão normal

Em termos funcionais nada diferencia o cartão re-PVC de um de PVC normal. É possível utilizar todas as funcionalidades de pagamento de um cartão tradicional. Estes cartões estão até aprovados pela VISA e Mastercard para a utilização de Dual Interface e Contactless.

Vastas possibilidades de impressão

Os cartões re-PVC permitem quase as mesmas possibilidades de personalização  e tem a mesma durabilidade de um PVC novo. É possível aplicar efeitos como embossing e infilling, impressão térmica, etc.

Como é composto um cartão re-PVC?

Estes cartões têm a mesma estrutura que um cartão de PVC normal. A única diferença está no material que o compõe.

Imagem da cortesia da Giesecke+Devrient

Se quiser saber como é composto o seu cartão, temos este vídeo para si.

O que deve ter em atenção quando procurar um fornecedor de cartões em re-PVC?

Se planeia adquirir cartões re-PVC temos alguns conselhos para si:

Procure cartões re-PVC 100%

Na Contisystems fornecemos cartões re-PVC compostos por 100% de plástico reciclado, mas nem todos os fornecedores são assim. É frequente encontrarmos percentagens de re-PVC abaixo dos 90%. Informe-se junto do seu fornecedor sobre a sua composição.

A pegada de carbono desses cartões

A pegada de carbono dos seus cartões varia de fornecedor para fornecedor. Há fornecedores, com maiores preocupações ambientais, que garantem o fabrico de cartões re-PVC com uma pegada de CO2 reduzida, e alguns até fazem a compensação de CO2 anulando a pegada do seu cartão. Mesmo que o fabricante não tenha essa opção, poderá ser optar por programas como o Merece para essa compensação ou fazê-lo por iniciativa própria.

Quanto custam os cartões re-PVC?

O valor destes cartões varia de fornecedor para fornecedor, no entanto, dentro da gama de opções mais amigas do ambiente, o cartão re-PVC é também a opção económica. Com a produção massificada deste material, o custo do re-PVC tem vindo a descer e atualmente está quase alinhado com o do PVC normal.

Nestes últimos anos têm surgido cada vez mais materiais e opções de personalização amigas do ambiente. Com a crescente procura, estas opções estão a tornar-se cada vez mais em conta e o impacto destas escolhas para o meio ambiente são incalculáveis.

Quando escolher o seu próximo cartão, não há desculpas para não escolher uma opção amiga do ambiente.

Já conhece o nosso novo Cardportal?

Lançámos recentemente o nosso novo “CardPortal” e hoje queremos falar-lhe um pouco sobre esta ferramenta.

Se já é nosso cliente e utilizador, então agradecemos-lhe a confiança e adesão a este canal de comunicação com a Contisystems.

Se já é nosso cliente de soluções de pagamento e ainda não é utilizador, então renda-se, vai ver que vale a pena.

Se não é nosso cliente ou não sabe ainda do que estamos a falar, então este artigo é para si.

O que é o Cardportal?

O Cardportal é uma área reservada, acessível com utilizador e palavra-passe disponibilizados pela Contisystems, onde utilizadores-chave da cada empresa cliente poderão aceder, de forma autónoma, a informação atualizada sobre os serviços da área de Soluções de Pagamento.

Porque motivo foi criado?

Este portal foi criado no seguimento de sugestões dos nossos clientes que foram recebidas no inquérito de satisfação, mas também no sentido de tornar os nossos processos cada vez mais ágeis e o nosso serviço mais eficiente.

Que funcionalidades estão disponíveis?

Neste momento estão disponíveis 3 áreas neste portal:

  1. Stock – consulta do stock disponível de cartões para cada uma das referências contratadas
  2. Produção – consulta das personalizações concretizadas com informação de datas e formatos de expedição
  3. Merece – consulta do número de quilos recolhidos e do estado de cada lote recolhido (apenas disponível para os membros Merece)
  4. Gestão de utilizadores – opções de recuperação de passwords, adição e remoção de utilizadores (apenas disponível para utilizadores de administração)

O que nos promete para o futuro?

O nosso objetivo é concentrar neste portal futuras funcionalidades que venham a demonstrar relevância no caminho de um serviço melhor e mais eficiente. Da mesma forma, estamos recetivos aos inputs dos utilizadores de forma a torna-lo cada vez mais completo e fácil de usar.

Queremos fazer o melhor possível, por si!

Junte-se a nós no evento de lançamento do nosso novo movimento Merece

Os cartões eletrónicos ocupam um lugar especial nas nossas carteiras. Mas o que lhes acontece quando saem da validade ou ficam inutilizados por outro motivo?

Na Contisystems, enquanto fornecedor e personalizador de cartões, sentimos a necessidade de fazer mais para minimizar o impacto ambiental da nossa atividade. Todos os anos fornecemos milhões de cartões e sabemos que cada cartão deixa uma pegada equivalente a 150gr de Carbono. Uma vez que a validade de cada cartão anda pelos 3 ou 4 anos, há uma rotatividade grande e muitos cartões inutilizados. E já sabemos o final que normalmente têm os cartões inutilizados… o lixo comum! Ou seja, além da pegada de carbono que deixam, estes resíduos vão também contribuir para encher aterros.

Foi neste contexto que decidimos criar um movimento para dar aos cartões inutilizados o final que merecem, um final ecologicamente responsável.

O nosso objetivo é envolver o maior número possível de entidades no sentido de incentivar empresas e indivíduos a contribuir para o tratamento ecologicamente responsável dos resíduos de cartões com componentes eletrónicos (sejam eles bancários ou não). Por isso:

  • se trabalha numa empresa emissora de cartões, não deixe de participar e motive a sua empresa a aderir ao movimento;
  • se conhece alguém que trabalha numa empresa emissora de cartões, partilhe este artigo e incentive-os a participar;
  • se quer também contribuir a nível pessoal, não deixe de acompanhar o movimento para saber o que fazer e pressione as entidades emissoras dos seus cartões a participar;
  • se trabalha noutro sector que gera resíduos não tratados, inspire-se e crie o seu ciclo de tratamento de resíduos; estamos disponíveis para partilhar experiências e contribuir como pudermos com iniciativas de outros setores.

Todos temos um papel na criação de um mundo ecologicamente mais responsável, vai fazer o seu?

Junte-se a nós e acompanhe a transmissão online do evento de lançamento deste novo movimento no próximo dia 08 de outubro entre das 09:30 e as 11:30.

Vamos contar com a participação dos primeiros membros do movimento e com os nossos parceiros que nos permitem dar aos cartões o final que merecem.

Contamos consigo, o nosso planeta merece.

O que acontece aos cartões engolidos pela caixa automática?

Todos sabemos o resultado de inserir consecutivamente o pin errado, ou o que acontece quando tentamos usar um cartão que já expirou… Mas sabe o que acontece ao seu cartão depois de ser engolido pela máquina automática? Fique a conhecer a misteriosa viagem dos cartões bancários engolidos.

Todos os dias centenas de cartões bancários ficam retidos nas caixas automáticas. O sistema de retenção de cartões foi criado para garantir a segurança dos clientes e evitar fraudes e obriga a que os cartões sigam um percurso altamente seguro para prevenir que caiam nas mãos erradas e que o acesso ao seu dinheiro seja comprometido.

Mas vamos descobrir que viagem os cartões fazem desde a tua retenção à sua destruição.

1. O cartão é colocado em Blacklist

Para garantir que os dados do seu cartão não são usados após a sua retenção e que a sua conta está segura, os dados do seu cartão são inseridos numa “blacklist”. Esta lista protege os clientes bancários de uso indevido dos dados do seu cartão (por exemplo em compras online).

2. Recolha dos cartões capturados

Em cada caixa automática podem ficar retidos cartões de bancos diferentes.  O banco detentor da caixa automática faz a recolha regular desses cartões que ficam retidos e separa-os por entidade.

Semanalmente as várias entidades bancárias agendam a troca dos cartões retidos para que os cartões voltem aos bancos a que pertencem.

Esse processo, embora aparente simples, é bastante complexo. Estamos a falar de milhares cartões por semana, e de muitos bancos diferentes.

Só o processo de separação dos cartões por entidade bancária é uma dor de cabeça para os bancos pela segurança e rigor exigido e pela logística de todo o processo.

Todo este ciclo faz com que, muitas vezes, demore bem mais de uma semana para fazer chegar um cartão retido ao banco emissor.

3.Verificação dos cartões recolhidos

Após receber os cartões, cada banco faz a verificação dos seus cartões, um a um, para garantir que tudo bate certo. Neste processo é feita a comparação dos cartões recolhidos com a listagem fornecida pelos outros bancos que recolheram os cartões nas suas caixas automáticas.

4. Destruição dos cartões

Finalmente os cartões que não forem devolvidos aos clientes são destruídos! Habitualmente os cartões são triturados por máquinas industriais e os seus resíduos são entregues uma entidade que fará o seu tratamento.

A captura de cartões na rede de máquinas automáticas resulta numa significativa carga administrativa e operacional para os bancos assim como em custos. É frequente existirem nos bancos muitos recursos dedicados a este processo e o mesmo não fluí da melhor forma, acabando por haver atrasos na identificação dos cartões capturados e prolongando o tempo que os mesmos ficam em blacklist.

Foi por este motivo que a Contisystems desenvolveu o serviço de tratamento de cartões capturados que centraliza a recolha dos cartões, a leitura e reporte dos mesmos, agilização da logística de troca com outros bancos, o seu armazenamento em caixa-forte e a sua destruição ecologicamente responsável quando é confirmado o seu fim de vida. Acreditamos que, com este serviço, aceleramos o processo de entrega dos cartões à entidade emissora respetiva, e reduzimos o esforço operacional envolvido. Saiba mais sobre este nosso serviço aqui: https://conti.systems/pt/solucoes-de-pagamento/recolha-e-reciclagem-de-cartoes/

Digitalização de termos e condições

Em Abril de 2020 o Banco de Portugal (BdP) divulgou que os clientes bancários apresentaram 18.104 reclamações em 2019. Mais 18,7% face a 2018. Este aumento, segundo do BdP, foi especialmente motivado pela disponibilização do Livro de Reclamações Eletrónicas (LRE). Excluindo este livro da análise verificar-se-ia, em 2019, um aumento de queixas de 1,4% face a 2018.

O BdP dá visibilidade neste relatório que os temas mais reclamados pelos clientes são: depósitos bancários, crédito aos consumidores e crédito à habitação e hipotecário.

O que todos estes temas têm em comum?

Por norma todos eles se regem por termos e condições que são dados a conhecer e a aceitar pelo seu banco ao cliente, como por exemplo taxas de juro, custos de serviços, entre outras informações.

Como em qualquer litígio ou desacordo, quando estes existem, então quem tem razão? O cliente? O banco?

É pois, imperativo para os bancos que, em caso de litígio, consigam fazer prova de que o cliente foi informado de que determinado produto ou serviço tem “x” custos, “x” TAEG, ou qualquer outro dado.

Esta foi a motivação que levou um banco nosso cliente a desafiar-nos para um novo projeto que, embora desafiante pelo seu conteúdo, se revelou a oportunidade certa para aplicarmos muitas das nossas valências, nomeadamente o conhecimento, capacidade técnica e infraestrutura interna.

O desafio em si, consiste em que o banco tenha a garantia de que o cardmail (carta de cortesia) que acompanha o cartão de crédito a enviar ao cliente está produzido e personalizado conforme o banco estipulou com dados tão variados como:

  • Nome
  • Morada
  • TAEGS e outras taxas
  • Termos e condições associados (fixos ou variáveis)

Em resumo, garantimos neste projeto que o cardmail será personalizado com os dados do cliente, com as taxas negociadas, e que será impresso e guardado em tempo real numa solução de custódia digital, em estrito cumprimento legal.

Isto permite que as equipas de callcenter do banco tenham visibilidade sobre o documento que foi feito em tempo real e enviado para o cliente e quais as informações que levam por escrito.

Imagine-se o seguinte cenário:

Cliente (A) liga para o seu banco dizendo que não foi informado da(s) taxa(s) do cartão de crédito que lhe foi enviado. Nesse instante o colaborador do banco poderá aceder em tempo real ao documento que foi produzido e expedido em formato de papel para o seu endereço mas que, na Contisystems, foi guardado em custódia digital. Assim o banco tem visibilidade de que aquele cartão e o seu respetivo cardmail levava toda a informação que o cliente agora indica não ter tido conhecimento.

Mais, damos a possibilidade para, no cenário acima, o colaborador do banco que atendeu ao cliente A, enviar por email cópia dos termos e condições ou cardmail que acompanhou o cartão aquando do seu envio.

Ora, o que aqui estamos a descrever é dar a possibilidade do banco ter prova digital do que foi efetivamente enviado para o cliente ou o que lá constava escrito. Isto apenas é possível, porque a Contisystems pode fazer custódia em tempo real do documento que está a sair de máquina de personalização e que seguirá para o cliente final.

Fale connosco se esta solução lhe parece interessante para a sua organização.

Já conhece o nosso serviço de design de cartões?

Na divisão de Soluções de Pagamento temos trabalhado para alargar a nossa área de atuação e hoje podemos afirmar com convicção que somos muito mais do que um personalizador de cartões. A mais recente extensão do nosso serviço é mais uma prova disso.

Se já cobriamos toda a cadeia de actividades complementares após a produção do cartão, como a produção de cardmail, o envio direto aos clientes, o tratamento de cartões capturados ou mesmo a reciclagem de cartões caducados, agora queremos estar presentes mesmo antes da concretização conceptual do cartão de forma assegurar todo o processo.

Foi nesse sentido, de contribuir na fase preparatória de conceção do cartão, que celebrámos recentemente um acordo de parceria com uma agência de comunicação, com experiência no desenho de cartões bancários. Combinando a experiência de design deste parceiro com o nosso know how relativamente às possibilidades que existem em termos de materiais, efeitos ou tipos de personalização, podemos oferecer aos nossos clientes um serviço de design verdadeiramente diferenciador tirando máximo partido de todas as opções disponíveis.

Agora podemos estar, com a segurança de entregar um trabalho de grande valor acrescentado, também no início do processo de desenho de cartão.

Descubra o que podemos fazer para que se foque mais no seu negócio.

Possibilidades de personalização de cartões

Seja fiel à sua estratégia.

Explore todas as opções para que seu cartão seja ecologicamente responsável, inclusivo ou simplesmente alinhado com o produto a que está associado quer visualmente, quer recorrendo ao tacto ou olfato.

Porque nem sempre temos bem presentes todas as possibilidades, guarde esta cábula perto de si!

Alternativas ecológicas aos cartões de PVC

Já falámos por aqui que a tendência dos cartões metálicos, pelo menos para alguns segmentos, tem sido algo que temos visto crescer. Seja com cartões metálicos puros, de custos muito elevados, seja com cartões híbridos, que misturam PVC com metal, a diferenciação tem-se procurado ao nível do material base do cartão.

Mas na verdade, nem só de metal são as alternativas ao tradicional PVC. Seguindo a tendência da ecologia, as instituições têm procurado cada vez mais encontrar materiais que lhes permitam comunicar uma preocupação ambiental do seu negócio. Nesse sentido têm começado a aparecer no mercado alternativas que já se encontravam disponíveis pelos fornecedores algum tempo, mas que ainda não tinham colhido o interesse dos clientes. Deixamos um pequeno exemplo da comunicação que é feita em cima destas escolhas. Veja a comunicação da CaixaBank.

Neste contexto, e adicionalmente às opções metálicas que partilhámos em artigo anterior, aqui ficam outras alternativas ao PVC que podem ser consideradas:

PVC Reciclado

O plástico 100% reciclado é uma alternativa ao PVC, garantindo qualidade de impressão e durabilidade equivalentes, mas reduzindo bastante o impacto ambiental.  O rPVC minimiza a produção de PVC novo o que contribui para a redução do problema dos aterros de plástico.

Este material é compatível com as habituais opções de personalização.

PLA – Polylactide resin

Os cartões PLA (Poly Lactide Acid) são feitos a partir de milho, gerando um material composto com certificação EN13432 e que garante 100% de fiabilidade. Têm menos emissões de CO2 quando comparados com produtos de PVC e não utilizam petróleo.

Sendo  um material compostável em condições muito específicas, não é biodegradável em ambiente não controlado. É compatível com as diferentes opções de personalização física e lógica.

Plástico dos Oceanos

Estes cartões são feitos com plástico recuperado dos oceanos (por exemplo, nylons de rede arrastão), ajudando os oceanos e a vida selvagem a lidar com a poluição do plástico. Este produto é o resultado de uma parceria da Giesecke+Devrient (um dos maiores fabricantes mundiais de cartões) com a associação Parley for the Oceans.

Estas são apenas algumas das alternativas a ter em conta ao pensar em tornar o seu cartão mais “verde”. Conte com a Contisystems para o ajudar neste caminho de sustentabilidade, quer na escolha do seu cartão, na produção de cardmails com material certificado FSC, ou mesmo com serviços de recolha e reciclagem dos cartões antigos.

O cartão de pagamento veio para ficar?

A recuperação da economia, o aumento da literacia financeira e consequente aumento da população banquerizada, assim como a variedade de serviços disponibilizados nos ATM, fez com que o número de cartões bancários aumentasse bastante nos últimos anos.

Embora a última década tenha sido agitada no que diz respeito às movimentações bancárias, nomeadamente com a falência de bancos como o BPN e o BPP, os escandalos de fraude no BES e movimentos de aquisições como foi o caso da incorporação no Banco Santander do BANIF e do Banco Popular, ainda houve espaço para inovação e para entrada em campo de novas realidades. Exemplo disso são os casos da abertura de conta online, dos meios de pagamento alternativos como o MBWay, da oferta de serviços tirando partido da PSD2, como é o caso da app DABOX da CGD, ou mesmo da exploração do crédito numa perspetiva mais humanizada como é o caso das soluções da PUZZLE.

Portugal tem a inovação no seu ADN e a adoção de novas formas de ver a banca tem sido notória. No entanto, e ainda que os novos métodos de pagamento estejam a aparecer e a ter adesão, a sua penetração parece ainda não substituir o uso do cartão plástico. De acordo com os estudos a que temos acesso, a previsão para os próximos anos ainda é de crescimento quer do número de cartões em circulação quer do valor transicionado por esta via. E se o crescimento existe no total, é previsto ser duplamente significativo nos cartões pré-pagos nomeadamente nos pré-pagos de circuito fechado.

Como ouvimos repetidamente em várias conferências recentes do sector (Banca do Futuro, Portugal Digital Summit e MoneyConf: Web Summit), o foco não deve ser na tecnologia, mas nos clientes e em resolver os seus problemas ou dificuldades. Se as novas formas de pagamento vierem resolver esses problemas, então elas encontrarão o seu espaço e o seu sucesso, se vierem apenas pelo conceito de usar tecnologia, então encontrarão a deceção dos utilizadores e fraca adesão. Enquanto o cartão, de débito, crédito, pré-pago ou de qualquer outro tipo, for a melhor solução para muitos consumidores, continuará a ser uma preocupação para nós disponibilizar as melhores soluções para quem o quer usar.

A tendência dos cartões de metal

O que dizem os estudos?

De acordo com o estudo ICMA Card Marketing Report, o mercado de 2018 esteve em alta para a procura e venda de cartões.

Numa leitura do relatório salta à vista a escolha dos cartões de PVC como matéria prima eleita para a maioria das utilizações, independentemente da área geográfica.

É do conhecimento geral que o cartão PVC está amplamente implementado no nosso dia a dia. Este cartão possui um custo aceitável e todos os processos produtivos e de personalização estão adaptados a este material. Por estes motivos é difícil a mudança para outras matérias primas que vão, naturalmente, implicar custos mais elevados e adaptação dos equipamentos de personalização.

Contudo, os materiais utilizados nos cartões vão evoluindo de forma a obter a diferenciação procurada pelos clientes. De facto, do ponto de vista de marketing a aposta na mudança dos cartões PVC para metálicos por exemplo, pode ser justificada para produtos, mercados ou segmentos específicos.

Os cartões de metal são todos iguais?

Não, na verdade existem diferentes formas de incorporar o metal nos cartões, identificando-se na generalidade quatro tipos:

Full Metal Card 

São feitos apenas de metal e estão disponíveis em vários metais preciosos como platina, ouro e nos restantes metais como aço inoxidável, nickel, e prata.

Metal Híbrido

A lâmina da frente do cartão é em metal mas o verso é em PVC sendo o core do cartão igualmente em PVC

Lâmina de Metal

Tratam-se de duas lâminas metálicas (uma na frente e outra no verso) em que o core do cartão é em PVC, sendo por isso um cartão menos pesado.

Metal encapsulado

Estes cartões são pré laminados com folhas de PVC, mas muito mais pesados por terem o seu core de metal.

Os cartões de metal funcionam da mesma forma que os cartões de PVC?

Vantagens:

  • Podem ter um funcionamento em tudo similar ao já conhecido cartão plástico;
  • São mais duráveis ​​do que os cartões plásticos, o que não quer dizer que sejam indestrutíveis;
  • Sensação de premium associada ao metal.

Desvantagens:

  • Alguns cartões têm incompatibilidade de operar com contactless, mas existem fabricantes que estão a desenvolver combinações de ligas metálicas que permitem operar o contactless de forma normal;
  • Embora a robustez dos cartões os torne ideais para viagens, eles podem pode ser detectados em detectores de metais, como por exemplo em aeroportos. Embora nos aeroportos seja solicitado que seja removido tudo dos bolsos, se este cartão for esquecido no momento de passar no detector pode fazer com que seja detectado;
  • A sua rigidez poderá ser um problema no que diz respeito aos equipamentos ATM, máquinas automáticas, etc.

Mas também no processo de criação há que ter em consideração as particularidades associadas a este material:

  • O seu processo de personalização, feito a laser gera uma gravação com sulco, o que permite dar ao cartão uma sensação táctil de profundidade.
  •  Os criativos e equipas de design têm de ter particular atenção uma vez que as cores pantone não são as mesmas no metal comparativamente ao uso destas no PVC.

Mas se podem ter limitações e exigem cuidados, porquê apostar em cartões de metal?

A CompoSecure, num estudo de mercado com mais 6.000 consumidores entre os mercados do Brasil, Hong Kong, Japão, Singapura, Estados Unidos e Reino Unido, demonstrou que 59% (a maioria) dos inquiridos no estudo, preferem cartões metálicos ou híbridos aos cartões plásticos. Este número foi sempre acima de 50% em todos os mercados inquiridos, chegando a 82% no Brasil.

O estudo realça o facto do cartão metálico poder ser um importante factor para o cliente final na decisão entre uma ou outra instituição financeira, conjugado com uma elevada fidelização e programas de recompensas.

Conclusão

Para os nossos clientes o cartão metálico pode gerar maior volume de adesões e pode significar maior visibilidade para a sua marca. De facto, o status que advém de um cartão metálico é muito valorizado pelos utilizadores, pelo que estes não devem ser descartados no desenho de portefólio de cartões nos bancos. No entanto, existem opções de cartões metálicos que dão alguma margem para maior eficiência nos processos instalados que devem ser opções a considerar para evitar preocupações de maior ou limitações de funcionalidade.

Na Contisystems estamos, como sempre, empenhados em encontrar o melhor cartão para cada situação. Conte connosco para lhe apresentar as opções disponíveis, vantagens e limitações e fazermos, em conjunto, a configuração do seu cartão.