Executive Breakfast: Confiança Digital – o desafio das organizações de hoje

Num contexto de ameaças digitais cada vez mais sofisticadas — impulsionadas pela evolução da inteligência artificial — a confiança deixou de ser um conceito abstrato. Tornou-se uma necessidade operacional

As organizações enfrentam um cenário em que a cibersegurança, a proteção de dados e a fiabilidade das interações digitais são determinantes para o negócio. E, neste contexto, a questão já não é se a confiança digital é importante — mas como garanti-la na prática

É com esse objetivo que surge o Executive Breakfast – Confiança Digital na Prática, um evento promovido pela Contisystems, que irá decorrer no dia 18 de junho na NOVA SBE

Da estratégia à execução 

Este encontro foi pensado para decisores que lidam diariamente com os impactos da transformação digital, num ambiente onde tecnologia, regulação e risco evoluem em paralelo. 

Mais do que discutir conceitos, o foco está na realidade: como as organizações estão a responder a estas exigências e como estão a abordar o tema da confiança digital em processos concretos. 

Um espaço de partilha entre quem decide 

Num formato próximo e orientado à troca de ideias, o Executive Breakfast junta diferentes perspetivas sobre um desafio comum: construir confiança num ecossistema digital cada vez mais exigente. 

É uma oportunidade para ouvir, questionar e refletir sobre o que está efetivamente a funcionar — e o que ainda precisa de ser ajustado.

Pagamentos cada vez mais invisíveis: segurança, confiança e a experiência do “Já está!?”

A forma como pagamos está a mudar. E, curiosamente, quanto mais evolui, menos se nota.

Esta foi uma das ideias mais marcantes do SmartPayments Congress 2026, realizado no passado dia 12 de maio, onde a Contisystems esteve presente para acompanhar de perto as principais tendências, desafios e oportunidades no setor dos pagamentos. Num mercado em transformação acelerada, a discussão já não passa apenas por tornar os pagamentos mais rápidos ou digitais. Passa também por torná-los mais seguros, mais simples e, acima de tudo, mais integrados na experiência do consumidor.

No fundo, o futuro dos pagamentos parece caminhar para um objetivo claro: que o cliente consiga descobrir, escolher, comprar e pagar quase sem se aperceber do processo. Sem fricção. Sem etapas desnecessárias. Sem aquela sensação de que a tecnologia, em vez de ajudar, está a complicar.

Mas para que esta “invisibilidade” funcione, há uma condição essencial: a confiança.

Segurança e confiança no centro da evolução financeira

Num evento marcado por debates relevantes para o futuro do setor, Maria Tereza Cavaco, do Banco de Portugal, destacou a importância crescente da segurança e da confiança digital. À medida que os pagamentos se tornam mais rápidos e mais integrados no dia a dia, também aumentam os riscos associados à fraude, em particular os casos de impersonation, em que criminosos se fazem passar por entidades ou pessoas legítimas para enganar consumidores.

Este é um desafio cada vez mais crítico para o mercado financeiro. A facilidade de utilização não pode comprometer a segurança. Pelo contrário, quanto mais simples for a experiência para o utilizador, mais robustos devem ser os mecanismos que a protegem nos bastidores.

Foi também sublinhada a responsabilização das instituições bancárias na absorção de perdas financeiras associadas a determinados tipos de fraude, um tema que reforça a necessidade de prevenção, deteção e resposta eficaz. Neste contexto, o futuro Regulamento PSR deverá trazer um maior alinhamento ao setor, contribuindo para uma abordagem mais consistente na mitigação de risco.

Outro tema em destaque foi o Euro Digital, apontado como uma prioridade estratégica e com expectativa de se tornar realidade já no verão de 2027. A sua implementação poderá representar uma mudança significativa na forma como cidadãos, empresas e instituições se relacionam com o dinheiro digital, exigindo novas respostas ao nível da infraestrutura, da segurança e da experiência de utilização.

Também na área da proteção dos consumidores, Norberto Rosa, da Associação Portuguesa de Bancos, referiu que está em curso uma alteração à lei das comunicações que permitirá bloquear contactos telefónicos de origem fraudulenta. Esta medida poderá ter um impacto importante no combate a esquemas que começam, muitas vezes, com uma simples chamada telefónica aparentemente legítima.

Crédito mais simples, claro e protetor

A transformação dos pagamentos não acontece isoladamente. Está ligada a todo o ecossistema financeiro, incluindo o crédito ao consumo e as soluções disponibilizadas aos comerciantes.

Joana Cardoso, da Credibom, trouxe para o debate a importância de tornar a experiência de crédito mais simples, clara, transparente e protetora. Esta visão ganha especial relevância num contexto regulatório europeu cada vez mais exigente, em que a proteção do consumidor e a clareza da informação assumem um papel central.

Para os comerciantes, esta evolução representa também uma oportunidade. Processos de crédito mais intuitivos e bem integrados podem melhorar a experiência de compra, reduzir obstáculos no momento da decisão e aumentar a confiança entre consumidores, parceiros e instituições financeiras.

Tiago Vilaça, em representação da ANICA e da MATFIN, reforçou precisamente a importância das entidades que desenvolvem ferramentas de apoio ao setor financeiro. O seu contributo é essencial para garantir que a regulamentação europeia, ao ser transposta para a realidade nacional, considera as necessidades concretas dos diferentes intervenientes do mercado.

Ouvir os vários players antes de legislar é, por isso, mais do que uma boa prática. É uma forma de criar soluções equilibradas, aplicáveis e úteis para todos: consumidores, comerciantes, instituições financeiras e parceiros tecnológicos.

A compra sem fricção: quando o pagamento quase desaparece

No retalho, a evolução da experiência de compra foi um dos pontos mais interessantes do evento. Pedro Penedo, da Perfumes & Companhia, apontou para um futuro em que o processo de venda se torna progressivamente invisível.

Isto não significa que o pagamento deixe de existir. Significa que deixa de ser um obstáculo.

O cliente quer entrar numa loja, física ou digital, descobrir produtos, comparar opções, decidir e comprar de forma natural. O pagamento deve acontecer no momento certo, com segurança e simplicidade, mas sem interromper a experiência. É aqui que a tecnologia tem um papel decisivo: integrar processos, reduzir fricção e tornar a jornada mais fluida.

Esta ideia foi reforçada por Sérgio Miguel, da Worten, com uma expressão que resumiu de forma muito clara a expectativa atual dos consumidores: “Já está!?”

A frase é simples, mas diz muito. Representa a surpresa positiva de quem conclui uma compra sem complicações, sem filas, sem formulários intermináveis e sem passos redundantes. Representa também aquilo que muitos consumidores já esperam como padrão: rapidez, conveniência e confiança, tanto no digital como no ponto de venda físico.

O desafio para as empresas está precisamente aqui. Não basta disponibilizar tecnologia. É necessário desenhar processos que façam sentido para as pessoas. A melhor experiência é, muitas vezes, aquela em que a complexidade desaparece da vista do utilizador.

O papel da Contisystems nesta transformação

Neste cenário de mudança, a Contisystems assume um papel ativo enquanto parceiro tecnológico das organizações que querem acompanhar a evolução do mercado financeiro e dos pagamentos.

A nossa visão está alinhada com aquilo que o SmartPayments Congress 2026 tornou evidente: o futuro dos pagamentos será cada vez mais seguro, mais simples e mais integrado. Para isso, é essencial garantir comunicações eficazes, personalizadas e protegidas, bem como processos de interação capazes de responder às expectativas de consumidores cada vez mais exigentes.

A inovação neste setor não se mede apenas pela velocidade da transação. Mede-se pela confiança que transmite, pela clareza da experiência e pela capacidade de simplificar o que, nos bastidores, pode ser altamente complexo.

É nesse equilíbrio entre tecnologia, segurança e experiência do utilizador que temos vindo a trabalhar. Apoiamos os nossos clientes na otimização dos seus processos, na melhoria da comunicação com os seus públicos e na criação de interações mais eficientes, sempre com foco na confiança e na qualidade da experiência.

O futuro dos pagamentos será simples — mas não simplista

A grande conclusão do SmartPayments Congress 2026 é que a simplicidade será uma das palavras-chave do futuro dos pagamentos. Mas simplicidade não significa ausência de rigor. Pelo contrário: quanto mais fluida for a experiência para o consumidor, mais exigente terá de ser a infraestrutura que a suporta.

Pagamentos invisíveis, crédito mais transparente, combate à fraude, regulamentação europeia, Euro Digital e novas experiências no retalho fazem parte de uma mesma transformação. Uma transformação que exige colaboração entre instituições financeiras, reguladores, comerciantes e parceiros tecnológicos.

Para a Contisystems, estar presente neste debate é também reafirmar o nosso compromisso com a inovação responsável. Queremos continuar a apoiar os nossos clientes na construção de processos mais seguros, eficientes e preparados para o futuro.

Porque, no final, a melhor tecnologia é muitas vezes aquela que cumpre o seu papel de forma tão natural que o utilizador só pensa: “Já está!?”

Soluções de Pagamento End-to-End

Num setor onde eficiência, segurança e experiência do cliente são determinantes, os processos de emissão, gestão e distribuição de cartões continuam, muitas vezes, demasiado complexos e fragmentados.

Para bancos e seguradoras, isto traduz-se em maior carga operacional, menor agilidade e dificuldade em garantir uma experiência consistente ao longo de todo o ciclo de vida do cartão.

A resposta passa por uma abordagem integrada, um modelo end-to-end que simplifica, centraliza e otimiza todo o processo.

Um modelo end-to-end pensado para o setor financeiro

O ciclo de vida do cartão começa muito antes da sua produção. Inicia-se no pedido online, onde a experiência deve ser simples, segura e totalmente digital.

A integração de processos como a contratação com assinatura digital, validações automáticas e onboarding permite eliminar fricção e acelerar significativamente a adesão. Ao longo deste percurso, notificações — via SMS ou email — mantêm o cliente informado em cada etapa, reforçando a transparência e a confiança.

Gerir todo o ciclo de vida dos cartões através de um único parceiro permite reduzir drasticamente a complexidade e aumentar o controlo operacional. Desde o pedido até à gestão contínua, cada etapa é desenhada para funcionar de forma fluida e integrada com os sistemas existentes, respeitando os requisitos exigentes do setor financeiro.

Pedido online de cartão: o início de uma experiência fluida

Antes mesmo da produção e entrega, tudo começa com o pedido do cartão — e é aqui que muitas experiências ainda falham. Processos complexos, pouco intuitivos ou excessivamente manuais criam fricção logo no primeiro ponto de contacto com o cliente.

Uma abordagem verdadeiramente end-to-end começa por digitalizar e simplificar este momento crítico. Com soluções de pedido online de cartões, é possível proporcionar uma jornada rápida, intuitiva e totalmente integrada, permitindo ao cliente aderir em poucos passos, a partir de qualquer dispositivo.

Este processo pode incluir contratação digital com assinatura eletrónica, validações automáticas e integração direta com os sistemas internos da instituição, garantindo conformidade e segurança sem comprometer a experiência.

Ao longo de todo o processo, a comunicação assume um papel central. O envio de notificações por SMS ou email permite acompanhar o estado do pedido em tempo real — desde a confirmação de adesão até à expedição do cartão. Esta transparência reduz incerteza, melhora a perceção de serviço e reforça a confiança do cliente.

Mais do que um ponto de entrada, o pedido online torna-se assim a base de uma experiência consistente e contínua, alinhada com as expectativas digitais atuais e totalmente integrada com as etapas seguintes do ciclo de vida do cartão.

Cartões com elevado nível de personalização

A flexibilidade na personalização permite adaptar cada cartão aos objetivos de negócio e aos diferentes segmentos de clientes. Seja através de materiais, acabamentos ou elementos gráficos, cada detalhe contribui para reforçar posicionamento e diferenciação.

Em paralelo, a incorporação de elementos de segurança avançados garante que esta personalização não compromete os níveis de proteção exigidos pelo setor.

Produção eficiente, com escala e consistência

A centralização dos processos de produção e personalização permite garantir qualidade uniforme e reduzir significativamente o risco de erro. Ao mesmo tempo, assegura a capacidade de responder a grandes volumes com rapidez — essencial para instituições com operações de elevada dimensão.

Este processo é complementado por mecanismos de validação e comunicação, como SMS de confirmação de morada e notificações de envio (“cartão a caminho”), que aumentam a taxa de entrega bem-sucedida e melhoram a experiência do cliente.

Este equilíbrio entre escala, controlo e comunicação é um dos fatores-chave para aumentar a eficiência sem comprometer a fiabilidade.

Cardmails que reforçam a comunicação com o cliente

O momento de entrega do cartão é um ponto de contacto crítico — e frequentemente subvalorizado. Os cardmails deixam de ser apenas um suporte físico e passam a assumir um papel ativo na comunicação.

Com design totalmente personalizado e alinhado com a identidade da instituição, tornam-se uma oportunidade para transmitir mensagens relevantes, apoiar o onboarding e orientar a ativação do cartão. O resultado é uma experiência mais clara, mais intuitiva e alinhada com a perceção de valor que bancos e seguradoras querem transmitir.

Distribuição integrada com visibilidade operacional e de comunicação

A logística de distribuição deixa de ser um processo isolado para passar a estar integrada no ecossistema da organização, permitindo maior coordenação e eficiência ao longo de todo o processo.

Ao nível das comunicações com o cliente, há uma total visibilidade — desde notificações de expedição até atualizações relevantes ao longo da jornada — assegurando transparência e consistência na informação partilhada.

No envio físico dos cartões, há visibilidade sobre todo o processo até à expedição, a partir do qual a entrega fica a cargo da transportadora. Ainda assim, este modelo permite às instituições manter um elevado nível de previsibilidade e gestão da operação.

Para bancos e seguradoras, esta combinação entre visibilidade de comunicação e controlo operacional é particularmente relevante em momentos críticos da relação com o cliente, onde o timing e a clareza da informação fazem toda a diferença.

Sustentabilidade incorporada no processo

A integração de práticas sustentáveis ao longo de todo o ciclo de vida dos cartões deixou de ser opcional.

A utilização de materiais como PVC reciclado ou o PLA permite reduzir o impacto ambiental sem comprometer a qualidade ou a segurança.

Em paralelo, iniciativas como o projeto MERECE promovem a recolha e reciclagem de cartões, contribuindo para uma economia mais circular e responsável.

Este compromisso reforça não só a eficiência operacional, mas também a reputação das instituições junto dos seus clientes.

A tecnologia como base de controlo, eficiência e experiência do cliente

É na componente tecnológica que o modelo end-to-end ganha maior profundidade e impacto — ligando todos os momentos do ciclo de vida do cartão.

Desde o pedido online, com contratação digital integrada, até à emissão e distribuição, a tecnologia permite orquestrar e automatizar processos, garantindo consistência.

Também ao longo da utilização do cartão, comunicações como extratos, avisos e notificações transacionais podem ser geridas de forma integrada, combinando canais físicos e digitais de acordo com o perfil do cliente e os requisitos do processo.

Também em fases mais sensíveis, como ações de cobrança, soluções como o envio de emails registados com valor jurídico permitem, sempre que possível, substituir o correio tradicional, garantindo prova de envio, integridade e rastreabilidade, enquanto reduzem custos e prazos.

O resultado é um ecossistema onde físico e digital se complementam, criando uma experiência mais fluida, eficiente e alinhada com as expectativas dos clientes.

Mais eficiência, mais controlo, melhor experiência

Ao consolidar todo o processo num modelo end-to-end, os ganhos tornam-se evidentes. A operação torna-se mais simples, os níveis de controlo aumentam e a capacidade de resposta melhora significativamente.

Ao mesmo tempo, a experiência do cliente beneficia de maior clareza, rapidez e consistência, fatores cada vez mais valorizados num setor onde a confiança é determinante.

Simplificar para evoluir

Num mercado exigente e em constante transformação, a capacidade de simplificar processos complexos é um verdadeiro diferencial competitivo.

Um modelo integrado de soluções de pagamento permite às instituições financeiras não só otimizar a operação atual, mas também criar bases sólidas para evoluir com maior agilidade.

Fale connosco para perceber como podemos ajudar a transformar os seus processos de emissão e gestão de cartões — com uma abordagem verdadeiramente “chave na mão”.