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Confiança Digital na prática: como transformar processos críticos sem perder segurança, validade legal e confiança

Resumo do Executive Breakfast da Contisystems, realizado a 18 de junho na Nova SB

Num contexto em que a Inteligência Artificial, as ameaças de cibersegurança e a exigência regulatória estão a redefinir a forma como as organizações comunicam, contratam e protegem relações de negócio, a Contisystems reuniu, no passado dia 18 de junho, na Nova SBE, um conjunto de especialistas para discutir a confiança digital na prática. O Executive Breakfast juntou decisores de várias áreas para uma reflexão concreta sobre como inovar sem comprometer segurança, conformidade e validade legal.

Na abertura, Duarte Conceição, CEO da Contisystems, enquadrou o tema a partir de um paradoxo muito presente nas organizações: nunca tivemos tantos recursos tecnológicos disponíveis, mas também nunca foi tão fácil gerar desconfiança nos canais digitais. Das mensagens fraudulentas às chamadas suspeitas, passando pela proliferação de conteúdos gerados por IA, o desafio deixou de ser apenas digitalizar processos. Passou a ser garantir que esses processos são compreendidos, seguros, auditáveis e confiáveis.

IA: adoção rápida, confiança ainda em construção

A primeira intervenção esteve a cargo do Professor António Nogueira Leite, da Nova SBE, que trouxe também as principais mensagens preparadas por Pedro Brandão, Head of Digital Transformation da NOS. A sua apresentação partiu de uma ideia central: a Inteligência Artificial está a tornar-se o motor mais relevante da transformação digital, mas escalar IA com impacto real não depende apenas da tecnologia. Depende de dados, métricas, governo, controlo, capacidade de aprendizagem contínua e, acima de tudo, confiança.

Apesar da adoção generalizada de IA nas organizações, o professor sublinhou que muitas iniciativas continuam a não chegar a resultados mensuráveis. O problema, na maioria dos casos, não está nas ferramentas, mas na forma como o trabalho é redesenhado de ponta a ponta. A confiança digital, explicou, não é apenas uma questão técnica: envolve colaboradores, clientes, reguladores, gestores e todos os stakeholders que precisam de acreditar que o sistema é suficientemente seguro e fiável para substituir, melhorar ou complementar processos existentes.

António Nogueira Leite: “Quem falhar na adoção de IA, por muito bom que tenha sido no passado, tem menos de tudo.”

A experiência da NOS serviu como exemplo prático de uma abordagem que combina visão estratégica com execução incremental. Em vez de esperar por uma estratégia perfeita antes de agir, a organização tem vindo a trabalhar com pilotos, aprendizagem contínua e modelos de governance do tipo “hub and spoke”, em que existe uma coordenação central, mas também capacidade de implementação nas várias unidades de negócio. Entre os casos apresentados estiveram assistentes virtuais de apoio ao cliente, automação inteligente no tratamento de faturas, apoio aos vendedores através de dados integrados e mecanismos de supervisão humana sobre agentes de IA.

A mensagem foi clara: a IA só cria valor quando é acompanhada por dados bem tratados, processos redesenhados, auditoria permanente, análise de risco e mecanismos de intervenção humana. O “human in the loop” não desaparece; muda de papel, passando muitas vezes da execução manual para a supervisão, correção e melhoria contínua dos sistemas.

O enquadramento legal: confiança também se constrói com prova

Depois da reflexão sobre IA, Joana Pinto e Ana Bastos, partners da Antas da Cunha ECIJA na área de Digital Contracting & Compliance, trouxeram o enquadramento jurídico das transações digitais, das assinaturas eletrónicas e dos serviços de confiança. A intervenção começou com uma pergunta simples — quem ainda imprime, assina e envia contratos por correio registado? — para demonstrar que a digitalização das transações já é a realidade dominante. A questão decisiva é saber se, em caso de conflito, existe prova suficiente da identidade, da integridade do conteúdo e do momento da comunicação.

As especialistas explicaram que o regulamento eIDAS veio harmonizar, a nível europeu, os requisitos aplicáveis a assinaturas eletrónicas, identidade digital e serviços de confiança. Esta harmonização permite que documentos e comunicações digitais produzidos num Estado-membro possam ser reconhecidos noutros, desde que cumpram os requisitos aplicáveis e sejam suportados por prestadores qualificados.

Foram distinguidos vários níveis de assinatura eletrónica: a assinatura simples, com menor força probatória; a assinatura avançada, que permite identificar o signatário e detetar alterações; e a assinatura qualificada, como a Chave Móvel Digital ou o Cartão de Cidadão, que confere um grau superior de garantia. O mesmo raciocínio foi aplicado aos emails registados qualificados, que podem assumir um valor probatório reforçado quando emitidos por entidades reconhecidas e com requisitos como identificação de remetente e destinatário, selo temporal qualificado, proteção contra alterações e registo das operações.

Joana Pinto: “Quando há uma presunção legal, a outra parte é que tem que fazer prova que não é assim.”

Este ponto foi um dos mais relevantes da manhã: a utilização de serviços qualificados não serve apenas para digitalizar; serve para alterar a posição probatória das organizações em caso de litígio. Quando existe presunção legal, o ónus da prova pode passar para a parte contrária, tornando o processo mais robusto para quem apresenta a prova documental.

Ana Bastos: “O email registado, se for enviado por um parceiro qualificado e cumprir os requisitos do eIDAS, é equiparado a uma carta registada com aviso de receção.”

As oradoras reconheceram que os tribunais ainda estão num processo de adaptação a esta realidade digital, mas defenderam que o caminho é inevitável: à medida que a jurisprudência evolui e os operadores judiciais ganham maior literacia tecnológica, a utilização de provas digitais qualificadas tenderá a tornar-se cada vez mais natural.

O caso Universo: digitalizar sem perder robustez

A aplicação prática destes princípios foi demonstrada por Pedro Monteiro, Collections Operations & Strategy Director do Universo, numa conversa conduzida por Filipa Castela. O caso apresentado incidiu sobre comunicações de resolução contratual, um processo crítico no contexto de crédito ao consumo e de recuperação de dívida. Antes da digitalização, estas comunicações eram realizadas por correio registado, com todos os custos, tempos de espera e dificuldades de arquivo associados.

Pedro Monteiro explicou que, no momento da resolução contratual, a entidade financeira altera profundamente o plano de pagamentos do cliente, passando a reclamar a totalidade da dívida. Por isso, era indispensável que qualquer solução digital mantivesse a capacidade de comprovar que o cliente foi devidamente notificado e que a comunicação preservava validade jurídica e robustez regulatória.

A escolha da solução da Contisystems assentou em três fatores: certificação europeia, suporte jurídico e tecnológico, e experiência prévia positiva noutros processos de comunicação massiva, como o envio de extratos. O projeto foi descrito como uma iniciativa de processo, não apenas tecnológica, exigindo um mapeamento rigoroso das etapas, dos pontos críticos e dos requisitos de negócio.

Pedro Monteiro: “Terá sido provavelmente o projeto tecnológico que menos problemas nos trouxe após a entrada em produção.”

Entre os ganhos mais relevantes, Pedro Monteiro destacou a simplificação do arquivo e da recuperação de informação, especialmente em fases posteriores de cobrança, processos judiciais, pedidos de regulador ou venda de carteiras de NPLs. A documentação deixou de estar dispersa, difícil de localizar ou dependente de processos manuais.

Pedro Monteiro: “Tivemos ganhos inesperados, nomeadamente no arquivamento desta informação, que era um pesadelo antes desta implementação.”(…) “A redução de custos pelo processo é incrível.”

O conselho final do Universo para outras organizações foi direto: avançar. Não porque o digital substitua todos os canais tradicionais de imediato, mas porque permite criar processos híbridos mais robustos, com redução de custos, maior rapidez, melhor rastreabilidade e capacidade de manter alternativas físicas quando necessário.

Comunicações digitais como processos certificados de ponta a ponta

João Feliciano de Oliveira, Business Consultant e especialista em Serviços de Confiança da Contisystems, trouxe a visão operacional e os casos de uso mais frequentes. A sua intervenção organizou-se em torno de três palavras-chave: risco, impacto e evolução. O primeiro conselho foi envolver as equipas de compliance desde o início, para que a avaliação do risco, a interpretação regulatória e os objetivos de negócio avancem em conjunto.

Do ponto de vista dos impactos, João Oliveira destacou ganhos financeiros e operacionais muito concretos. Processos que no correio físico podem demorar dias ou semanas passam a ser monitorizados em segundos, com registo do envio, receção, abertura de links, utilização de OTP, autenticação por Chave Móvel Digital, assinatura e demais interações relevantes. A Contisystems atua, nesta lógica, como um “notário digital da transação”, garantindo rastreabilidade e prova de conteúdo.

João Feliciano de Oliveira: “Tragam a vossa equipa de compliance para a mesa no primeiro dia. (…)”

A apresentação percorreu vários canais possíveis — email, SMS, WhatsApp e push notification — e reforçou que a escolha deve depender da jornada do cliente, dos requisitos legais e do nível de segurança pretendido. Em algumas situações, a recomendação passa por combinar canais, por exemplo acompanhando uma notificação em área de cliente com uma comunicação certificada por email ou SMS, de forma a garantir prova futura do conteúdo e da interação.

João Feliciano de Oliveira: “Estamos a falar de trocar uma semana, no mínimo, por segundos.”

Foram ainda apresentados exemplos em banca, seguros e utilities: abertura de contas, contratos de crédito, comunicações de incumprimento, alterações contratuais, avisos de corte, processos de sinistro e recolha de confirmações ou assinaturas. Em todos os casos, a lógica é a mesma: integrar a certificação no processo existente, garantir validade legal e tornar a pesquisa futura mais simples, rápida e auditável.

Uma conclusão comum: confiança digital é estratégia, processo e prova

No encerramento, Duarte Conceição retomou algumas das principais ideias da manhã: escalar com confiança não é um desafio apenas tecnológico; é um desafio de processos, dados, governance, prova e experiência do utilizador. A tecnologia já existe, mas o seu valor depende da forma como é incorporada nos processos críticos das organizações.

O evento deixou como mensagem principal: a confiança digital não se constrói apenas com inovação. Constrói-se com enquadramento legal, escolhas tecnológicas qualificadas, envolvimento das equipas certas, clareza nos processos, capacidade de auditoria e preocupação com o futuro da informação. Da IA aos emails registados, das assinaturas digitais aos fluxos certificados, o objetivo é o mesmo: permitir que as organizações comuniquem, contratem e evoluam no digital com segurança, eficiência e credibilidade.

Executive Breakfast: Confiança Digital – o desafio das organizações de hoje

Num contexto de ameaças digitais cada vez mais sofisticadas — impulsionadas pela evolução da inteligência artificial — a confiança deixou de ser um conceito abstrato. Tornou-se uma necessidade operacional. 

As organizações enfrentam um cenário em que a cibersegurança, a proteção de dados e a fiabilidade das interações digitais são determinantes para o negócio. E, neste contexto, a questão já não é se a confiança digital é importante — mas como garanti-la na prática. 

É com esse objetivo que surge o Executive Breakfast – Confiança Digital na Prática, um evento promovido pela Contisystems, que irá decorrer no dia 18 de junho na NOVA SBE. 

Da estratégia à execução 

Este encontro foi pensado para decisores que lidam diariamente com os impactos da transformação digital, num ambiente onde tecnologia, regulação e risco evoluem em paralelo. 

Mais do que discutir conceitos, o foco está na realidade: como as organizações estão a responder a estas exigências e como estão a abordar o tema da confiança digital em processos concretos. 

Um espaço de partilha entre quem decide 

Num formato próximo e orientado à troca de ideias, o Executive Breakfast junta diferentes perspetivas sobre um desafio comum: construir confiança num ecossistema digital cada vez mais exigente. 

É uma oportunidade para ouvir, questionar e refletir sobre o que está efetivamente a funcionar — e o que ainda precisa de ser ajustado.

Pagamentos cada vez mais invisíveis: segurança, confiança e a experiência do “Já está!?”

A forma como pagamos está a mudar. E, curiosamente, quanto mais evolui, menos se nota.

Esta foi uma das ideias mais marcantes do SmartPayments Congress 2026, realizado no passado dia 12 de maio, onde a Contisystems esteve presente para acompanhar de perto as principais tendências, desafios e oportunidades no setor dos pagamentos. Num mercado em transformação acelerada, a discussão já não passa apenas por tornar os pagamentos mais rápidos ou digitais. Passa também por torná-los mais seguros, mais simples e, acima de tudo, mais integrados na experiência do consumidor.

No fundo, o futuro dos pagamentos parece caminhar para um objetivo claro: que o cliente consiga descobrir, escolher, comprar e pagar quase sem se aperceber do processo. Sem fricção. Sem etapas desnecessárias. Sem aquela sensação de que a tecnologia, em vez de ajudar, está a complicar.

Mas para que esta “invisibilidade” funcione, há uma condição essencial: a confiança.

Segurança e confiança no centro da evolução financeira

Num evento marcado por debates relevantes para o futuro do setor, Maria Tereza Cavaco, do Banco de Portugal, destacou a importância crescente da segurança e da confiança digital. À medida que os pagamentos se tornam mais rápidos e mais integrados no dia a dia, também aumentam os riscos associados à fraude, em particular os casos de impersonation, em que criminosos se fazem passar por entidades ou pessoas legítimas para enganar consumidores.

Este é um desafio cada vez mais crítico para o mercado financeiro. A facilidade de utilização não pode comprometer a segurança. Pelo contrário, quanto mais simples for a experiência para o utilizador, mais robustos devem ser os mecanismos que a protegem nos bastidores.

Foi também sublinhada a responsabilização das instituições bancárias na absorção de perdas financeiras associadas a determinados tipos de fraude, um tema que reforça a necessidade de prevenção, deteção e resposta eficaz. Neste contexto, o futuro Regulamento PSR deverá trazer um maior alinhamento ao setor, contribuindo para uma abordagem mais consistente na mitigação de risco.

Outro tema em destaque foi o Euro Digital, apontado como uma prioridade estratégica e com expectativa de se tornar realidade já no verão de 2027. A sua implementação poderá representar uma mudança significativa na forma como cidadãos, empresas e instituições se relacionam com o dinheiro digital, exigindo novas respostas ao nível da infraestrutura, da segurança e da experiência de utilização.

Também na área da proteção dos consumidores, Norberto Rosa, da Associação Portuguesa de Bancos, referiu que está em curso uma alteração à lei das comunicações que permitirá bloquear contactos telefónicos de origem fraudulenta. Esta medida poderá ter um impacto importante no combate a esquemas que começam, muitas vezes, com uma simples chamada telefónica aparentemente legítima.

Crédito mais simples, claro e protetor

A transformação dos pagamentos não acontece isoladamente. Está ligada a todo o ecossistema financeiro, incluindo o crédito ao consumo e as soluções disponibilizadas aos comerciantes.

Joana Cardoso, da Credibom, trouxe para o debate a importância de tornar a experiência de crédito mais simples, clara, transparente e protetora. Esta visão ganha especial relevância num contexto regulatório europeu cada vez mais exigente, em que a proteção do consumidor e a clareza da informação assumem um papel central.

Para os comerciantes, esta evolução representa também uma oportunidade. Processos de crédito mais intuitivos e bem integrados podem melhorar a experiência de compra, reduzir obstáculos no momento da decisão e aumentar a confiança entre consumidores, parceiros e instituições financeiras.

Tiago Vilaça, em representação da ANICA e da MATFIN, reforçou precisamente a importância das entidades que desenvolvem ferramentas de apoio ao setor financeiro. O seu contributo é essencial para garantir que a regulamentação europeia, ao ser transposta para a realidade nacional, considera as necessidades concretas dos diferentes intervenientes do mercado.

Ouvir os vários players antes de legislar é, por isso, mais do que uma boa prática. É uma forma de criar soluções equilibradas, aplicáveis e úteis para todos: consumidores, comerciantes, instituições financeiras e parceiros tecnológicos.

A compra sem fricção: quando o pagamento quase desaparece

No retalho, a evolução da experiência de compra foi um dos pontos mais interessantes do evento. Pedro Penedo, da Perfumes & Companhia, apontou para um futuro em que o processo de venda se torna progressivamente invisível.

Isto não significa que o pagamento deixe de existir. Significa que deixa de ser um obstáculo.

O cliente quer entrar numa loja, física ou digital, descobrir produtos, comparar opções, decidir e comprar de forma natural. O pagamento deve acontecer no momento certo, com segurança e simplicidade, mas sem interromper a experiência. É aqui que a tecnologia tem um papel decisivo: integrar processos, reduzir fricção e tornar a jornada mais fluida.

Esta ideia foi reforçada por Sérgio Miguel, da Worten, com uma expressão que resumiu de forma muito clara a expectativa atual dos consumidores: “Já está!?”

A frase é simples, mas diz muito. Representa a surpresa positiva de quem conclui uma compra sem complicações, sem filas, sem formulários intermináveis e sem passos redundantes. Representa também aquilo que muitos consumidores já esperam como padrão: rapidez, conveniência e confiança, tanto no digital como no ponto de venda físico.

O desafio para as empresas está precisamente aqui. Não basta disponibilizar tecnologia. É necessário desenhar processos que façam sentido para as pessoas. A melhor experiência é, muitas vezes, aquela em que a complexidade desaparece da vista do utilizador.

O papel da Contisystems nesta transformação

Neste cenário de mudança, a Contisystems assume um papel ativo enquanto parceiro tecnológico das organizações que querem acompanhar a evolução do mercado financeiro e dos pagamentos.

A nossa visão está alinhada com aquilo que o SmartPayments Congress 2026 tornou evidente: o futuro dos pagamentos será cada vez mais seguro, mais simples e mais integrado. Para isso, é essencial garantir comunicações eficazes, personalizadas e protegidas, bem como processos de interação capazes de responder às expectativas de consumidores cada vez mais exigentes.

A inovação neste setor não se mede apenas pela velocidade da transação. Mede-se pela confiança que transmite, pela clareza da experiência e pela capacidade de simplificar o que, nos bastidores, pode ser altamente complexo.

É nesse equilíbrio entre tecnologia, segurança e experiência do utilizador que temos vindo a trabalhar. Apoiamos os nossos clientes na otimização dos seus processos, na melhoria da comunicação com os seus públicos e na criação de interações mais eficientes, sempre com foco na confiança e na qualidade da experiência.

O futuro dos pagamentos será simples — mas não simplista

A grande conclusão do SmartPayments Congress 2026 é que a simplicidade será uma das palavras-chave do futuro dos pagamentos. Mas simplicidade não significa ausência de rigor. Pelo contrário: quanto mais fluida for a experiência para o consumidor, mais exigente terá de ser a infraestrutura que a suporta.

Pagamentos invisíveis, crédito mais transparente, combate à fraude, regulamentação europeia, Euro Digital e novas experiências no retalho fazem parte de uma mesma transformação. Uma transformação que exige colaboração entre instituições financeiras, reguladores, comerciantes e parceiros tecnológicos.

Para a Contisystems, estar presente neste debate é também reafirmar o nosso compromisso com a inovação responsável. Queremos continuar a apoiar os nossos clientes na construção de processos mais seguros, eficientes e preparados para o futuro.

Porque, no final, a melhor tecnologia é muitas vezes aquela que cumpre o seu papel de forma tão natural que o utilizador só pensa: “Já está!?”

Como a Unicre geriu um processo de transição operacional com o apoio da Contisystems

Num processo de transição operacional, a rapidez de resposta e a capacidade de coordenação entre equipas são determinantes para garantir continuidade, consistência e segurança em todas as comunicações.

Foi esse o desafio enfrentado pela Unicre num momento particularmente exigente, que implicou a adaptação de quase 100 templates de documentos, a alteração de senders e outros ajustamentos operacionais num prazo muito reduzido: cerca de três semanas.

Pela dimensão e sensibilidade da operação, este trabalho envolveu várias áreas da organização, nomeadamente tecnologias de informação de sistemas e digital, desenvolvimento de aplicações e integrações, marketing, suporte ao cliente e operações. A necessidade de alinhar equipas, assegurar rapidez de execução e manter o normal funcionamento da operação tornou este processo especialmente desafiante.

Neste contexto, a Contisystems assumiu um papel de proximidade e resposta, acompanhando a Unicre ao longo de todo o processo e contribuindo para que as alterações necessárias fossem implementadas com rigor, articulação e elevado sentido de compromisso. A exigência do prazo tornou este projeto particularmente relevante, e a capacidade de concretização dentro desse período foi um fator crítico para o sucesso da transição.

Mais do que assegurar ajustamentos técnicos e operacionais, este trabalho evidenciou o valor de uma parceria assente na disponibilidade, no profissionalismo e no foco em cumprir. Em projetos desta natureza, em que o timing é tão importante quanto a execução, contar com um parceiro capaz de responder com agilidade faz toda a diferença.

“Destacamos o compromisso, o profissionalismo e a verdadeira parceria que a Unicre tem com a Contisystems. É uma equipa sempre disponível para os desafios apresentados, com um claro compromisso no cumprimento dos prazos.”

Filipa Torres, Diretora de Operações e Serviço a Clientes, Unicre

Acessibilidade como Pilar de Confiança e Autonomia

A relação entre os clientes e as instituições bancárias assenta, acima de tudo, na confiança. Todos os dias, milhões de pessoas dependem da banca para gerir o seu dinheiro, realizar pagamentos, consultar informação financeira ou tomar decisões importantes sobre o seu futuro. No entanto, para uma parte significativa da população, o acesso a estes serviços continua a apresentar barreiras que muitas vezes passam despercebidas.

Para pessoas com deficiência visual ou outras limitações funcionais, tarefas aparentemente simples — como ler um extrato, compreender um contrato digital ou utilizar um cartão numa caixa ATM — podem tornar-se desafios complexos. Quando os produtos e serviços bancários não são concebidos com acessibilidade em mente, cria-se uma desigualdade silenciosa no acesso ao sistema financeiro.

Num setor onde a experiência do cliente, a confiança e a segurança são fundamentais, garantir acessibilidade não é apenas uma questão de responsabilidade social. É também um fator essencial para assegurar que todos os clientes conseguem interagir com os serviços bancários de forma autónoma, segura e sem dependência de terceiros.

A importância de uma banca verdadeiramente acessível

A digitalização acelerada do setor bancário trouxe inúmeras vantagens: maior rapidez, conveniência e novos canais de interação. No entanto, esta transformação também exige que as instituições repensem a forma como a informação e os produtos são disponibilizados aos clientes.

Se documentos, plataformas e instrumentos financeiros não forem concebidos com critérios de acessibilidade, existe o risco de excluir uma parte dos utilizadores. Uma banca verdadeiramente inclusiva garante que todos os clientes, independentemente das suas capacidades, conseguem aceder à informação, compreender os serviços e utilizá-los com autonomia.

Este compromisso com a acessibilidade reforça não apenas a inclusão, mas também a qualidade global da experiência do cliente.

Documentos digitais acessíveis: informação sem barreiras

Grande parte da relação entre bancos e clientes acontece hoje através de documentos digitais. Contratos, extratos, comunicações e notificações são frequentemente disponibilizados em formato eletrónico, tornando essencial que estes conteúdos sejam acessíveis a todos os utilizadores.

Documentos digitais acessíveis são estruturados de forma a poderem ser corretamente interpretados por tecnologias de apoio, como leitores de ecrã. A utilização de uma hierarquia clara de títulos, uma leitura lógica do conteúdo e a correta marcação dos elementos permitem que a informação seja navegada e compreendida por pessoas com diferentes necessidades.

Além de melhorar a experiência do cliente, a acessibilidade documental ganha também relevância no contexto regulatório europeu. O European Accessibility Act, e a sua transposição para a legislação nacional através do Decreto-Lei n.º 82/2022, reforçam a importância de garantir que determinados serviços e conteúdos digitais sejam concebidos com critérios de acessibilidade.

Para as instituições bancárias, preparar documentos digitais acessíveis representa não apenas uma resposta às exigências legais emergentes, mas também uma forma de garantir que todos os clientes conseguem aceder à informação financeira de forma autónoma e segura.

Cartões bancários pensados para todos

Os cartões bancários continuam a ser um dos meios de pagamento mais utilizados no quotidiano. Contudo, a sua utilização pode apresentar dificuldades para clientes com deficiência visual, especialmente quando é necessário identificar o cartão ou perceber a orientação correta para a sua utilização.

Uma solução simples e eficaz é a utilização de cartões com entalhes, que permitem identificar através do tato a posição correta do cartão. Este pequeno detalhe facilita a inserção em caixas ATM e terminais de pagamento, tornando o processo mais intuitivo e seguro.

Outra solução relevante é a personalização dos cartões com braille, permitindo identificar informações diretamente no cartão. Esta funcionalidade aumenta significativamente a autonomia dos utilizadores, reduzindo a dependência de terceiros para realizar operações bancárias.

Inclusão como estratégia para o futuro da banca

Num setor cada vez mais orientado para a experiência do cliente, a acessibilidade assume um papel estratégico. Bancos que integram princípios de inclusão no desenvolvimento dos seus produtos demonstram uma visão mais ampla do serviço que prestam à sociedade.

Ao investir em soluções acessíveis, as instituições financeiras conseguem:

  • Promover maior autonomia para todos os clientes
  • Melhorar a experiência global de utilização dos serviços
  • Reforçar a confiança e proximidade com os clientes
  • Demonstrar liderança em responsabilidade social e inovação

Mais do que cumprir requisitos ou tendências, trata-se de construir um sistema financeiro verdadeiramente preparado para servir toda a população.

Soluções para uma banca mais acessível

A implementação de soluções inclusivas pode ser feita de forma prática e eficaz, integrando melhorias nos documentos, nos meios de pagamento e nos pontos de contacto com os clientes.

Apoiamos a sua empresa na adoção de soluções que promovem uma experiência financeira mais acessível, nomeadamente através de:

  • Produção de documentos digitais acessíveis, compatíveis com tecnologias de apoio e preparados para responder às boas práticas de acessibilidade;
  • Fornecimento de cartões bancários com entalhes, que permitem distinguir facilmente o cartão e identificar a sua orientação para utilização em caixas ATM;
  • Personalização de cartões com braille, promovendo maior autonomia para clientes com deficiência visual.

Acreditamos que a inclusão deve fazer parte da evolução natural da banca. Ao tornar produtos e serviços mais acessíveis, as instituições financeiras não apenas respondem melhor às necessidades dos seus clientes, como também contribuem para um sistema financeiro mais equitativo e preparado para servir todos.

E se a sustentabilidade for a chave da eficiência?

A sustentabilidade na banca deixou de ser apenas um compromisso ambiental para se tornar um fator estratégico de eficiência, inovação e competitividade. Em Portugal e na União Europeia, os bancos enfrentam uma dupla exigência: responder a um enquadramento regulatório cada vez mais rigoroso e, ao mesmo tempo, alinhar-se com as expectativas de clientes que valorizam práticas responsáveis e digitais.

Neste contexto, a digitalização de processos e a adoção de soluções sustentáveis — como cartões bancários com menor impacto ambiental — assumem um papel central na transformação do setor financeiro.

Sustentabilidade na banca

No setor bancário, a sustentabilidade traduz-se cada vez mais em decisões operacionais concretas. Não se trata apenas de financiar projetos verdes ou cumprir requisitos ESG, mas de repensar a forma como os bancos funcionam no dia a dia: menos desperdício, mais eficiência e melhor experiência para o cliente.

A digitalização é um dos principais motores desta mudança, permitindo reduzir o consumo de recursos naturais e tornar as operações mais ágeis, seguras e escaláveis.

Cartões bancários sustentáveis:

Os cartões bancários continuam a ser um dos instrumentos mais utilizados pelos clientes. De acordo com dados do Banco Central Europeu, existem mais de 500 milhões de cartões de pagamento em circulação na área do euro, com ciclos médios de renovação entre 3 e 4 anos. Esta realidade faz com que a escolha dos materiais utilizados tenha um impacto ambiental relevante.

A substituição do PVC virgem por plástico reciclado (rPVC) ou materiais alternativos, como PLA, permite reduzir significativamente a pegada de carbono associada à produção dos cartões. Redes de pagamento como a Mastercard e a Visa indicam reduções de emissões de CO₂ na ordem dos 30% a 40% ao longo do ciclo de vida do cartão.

Para os bancos, estas soluções representam não só um contributo ambiental concreto, mas também uma forma clara de comunicar compromisso com a sustentabilidade junto dos clientes.

Digitalização de processos: menos recursos, mais eficiência

Se os cartões sustentáveis são a face mais visível da mudança, é na digitalização de processos bancários que se gera maior impacto estrutural.

A desmaterialização de documentos, o onboarding digital, a assinatura eletrónica e a automatização de fluxos internos permitem reduzir drasticamente os custos operacionais e as emissões associadas a transporte e arquivo físico. A Comissão Europeia identifica a digitalização do setor financeiro como um dos pilares para aumentar a eficiência e a sustentabilidade dos serviços na União Europeia.

Processos totalmente digitais permitem acelerar tempos de resposta e reduzir erros manuais, melhorando de forma consistente a experiência do cliente.

Eficiência operacional e sustentabilidade caminham juntas

Ao contrário do que ainda se possa pensar, sustentabilidade e eficiência operacional não são objetivos opostos. Pelo contrário: reforçam-se mutuamente.

A Autoridade Bancária Europeia tem vindo a sublinhar que a melhoria da eficiência operacional — através da automação e da integração de sistemas — contribui diretamente para a mitigação de riscos ESG e para uma gestão mais sustentável das instituições financeiras.

Processos mais simples e digitais reduzem o consumo desnecessário de recursos e libertam as equipas para atividades de maior valor, como o acompanhamento ao cliente, a análise de risco ou a inovação de produtos.

Sustentabilidade começa por dentro

A sustentabilidade constrói-se todos os dias, através de decisões tecnológicas e operacionais consistentes. Começa na forma como os processos são desenhados, os canais digitais são utilizados e o impacto das operações é medido.

A digitalização responsável, aliada a soluções sustentáveis como cartões bancários com menor impacto ambiental, permite criar um modelo bancário mais eficiente, mais resiliente e mais alinhado com os objetivos ambientais da União Europeia.

Num setor em constante evolução, a verdadeira diferenciação estará nos bancos que conseguem integrar sustentabilidade e eficiência operacional no centro da sua transformação digital e não como uma consequência de uma exigência regulamentar.

Clientes satisfeitos não aparecem por acaso

Na Contisystems, a relação com os clientes sempre foi mais do que a simples entrega de tecnologia ou serviços especializados. É uma relação construída ao longo do tempo, assente na confiança, na consistência e na capacidade real de resolver problemas complexos. Os resultados mais recentes do nosso inquérito de satisfação vêm confirmar isso mesmo: os nossos clientes valorizam a forma como trabalhamos — e fazem-no de forma clara e consistente.

Os indicadores revelam uma evolução muito positiva em todas as métricas analisadas. A participação no inquérito atingiu um máximo histórico, o que por si só já é um sinal relevante: quando os clientes respondem, é porque se sentem envolvidos, escutados e interessados na relação. Mais importante ainda, os índices de recomendação e de satisfação global seguem uma trajetória claramente crescente, consolidando um padrão que não é pontual, mas sustentado no tempo.

Este desempenho é transversal a todas as áreas do nosso negócio. Independentemente da divisão ou do tipo de serviço, a tendência é consistente: níveis elevados de satisfação e uma perceção muito positiva da forma como trabalhamos. Isso reflete uma cultura comum, partilhada por equipas diferentes, mas alinhadas na mesma forma de estar — rigor técnico, proximidade, responsabilidade e foco em resultados.

“A Contisystems é um player sólido, experiente e altamente focado em segurança e digitalização no mercado de gestão de comunicação com clientes (CCM) e soluções de pagamento.”

–Feedback de cliente no questionário de novembro de 2025

O verdadeiro impacto destes indicadores revela-se na forma como as relações evoluem ao longo do tempo. Quando existe confiança, o trabalho conjunto torna-se mais simples, mais eficaz e mais alinhado com a evolução dos desafios de cada cliente. Os resultados agora obtidos refletem esse percurso contínuo, feito de colaboração, escuta ativa e melhoria constante.

Este nível de confiança ganha ainda mais significado quando olhamos para a nossa base de clientes. Trabalhamos com quase todos os bancos a operar no mercado, com quase todas as seguradoras e com um número muito significativo de empresas de utilities, telecomunicações e outros setores críticos da economia. São organizações exigentes, altamente reguladas, com padrões elevados de segurança, fiabilidade e continuidade. O facto de continuarem conosco — e de nos recomendarem — é, por si só, um forte indicador da qualidade do nosso trabalho.

“Uma empresa com que trabalho pelo há mais de 20 anos e nunca desilude.”

–Feedback de cliente no questionário de novembro de 2025

Os resultados do inquérito ajudam assim a dar forma a algo que se constrói no dia a dia: relações profissionais estáveis, exigentes e duradouras, assentes numa forma consistente de trabalhar, ouvir, evoluir e assumir responsabilidades. É esse caminho — validado pelos nossos clientes — que continuamos a seguir, com a consciência de que mesmo resultados excelentes são sempre um ponto de partida para fazer melhor.

“Sempre disponíveis para ouvir o cliente e ajudar com sugestões para desbloquear problemas.”

–Feedback de cliente no questionário de novembro de 2025

Naturalmente, encarar estes resultados como um ponto final seria um erro. Mesmo com indicadores muito positivos, sabemos que há sempre margem para evoluir, afinar processos e elevar ainda mais a experiência dos nossos clientes. É precisamente essa atitude — a de nunca dar o trabalho por concluído — que nos trouxe até aqui e que continuará a orientar o nosso caminho.

Sustentabilidade ambiental na Contisystems: um compromisso que vivemos todos os dias

Na Contisystems, acreditamos que a sustentabilidade ambiental não é um objetivo isolado, mas uma forma de estar. Está presente nas nossas decisões, nas relações que construímos e na forma como olhamos para o futuro. Acreditamos que a sustentabilidade empresarial é o único caminho possível — não apenas para reduzir impactos, mas para criar valor genuíno e duradouro para as pessoas, para o planeta e para os nossos clientes.

O nosso percurso nesta área é sólido e mensurável, sustentado por certificações reconhecidas, monitorizações rigorosas e compromissos globais. Mais do que seguir tendências, escolhemos agir com responsabilidade e transparência.

Certificação FSC®: comunicar com consciência

A certificação FSC® (Forest Stewardship Council) foi um dos primeiros marcos no nosso compromisso com o ambiente. Este selo garante que o papel utilizado nos nossos processos provém de florestas geridas de forma responsável e sustentável, assegurando a rastreabilidade e o respeito pelos ecossistemas e pelas comunidades locais.

Para os nossos clientes, a escolha de materiais certificados FSC representa uma oportunidade de reforçar a reputação das suas marcas e comunicar de forma maneira mais consciente e sustentável. É uma escolha que acrescenta valor a cada mensagem e reforça a confiança junto dos seus clientes.

ISO 14001: transformar compromisso em prática

Com a certificação ISO 14001, implementámos um sistema de gestão ambiental que garante a melhoria contínua do nosso desempenho. Esta norma internacional orienta-nos na identificação e redução dos impactos ambientais, na gestão eficiente de recursos e na promoção de uma cultura interna de responsabilidade.

A ISO 14001 traduz-se em práticas concretas que tornam a nossa operação mais eficiente e o nosso impacto mais controlado — benefícios que também se refletem nas soluções que entregamos aos clientes.

Pegada de carbono: medir para reduzir

Através da parceria com a Carbon Quota, demos um passo fundamental ao medir a nossa pegada de carbono. Este processo permite quantificar as emissões associadas às nossas atividades e definir planos de redução sustentados em dados reais.

Medir é o primeiro passo para agir. Com base nesta informação, estamos a implementar medidas que reduzem o consumo energético, otimizam os processos produtivos e minimizam as emissões. O resultado é uma operação mais limpa e uma cadeia de valor mais sustentável para todos os que trabalham connosco.

Ecovadis: reconhecimento internacional

O nosso compromisso com a responsabilidade ambiental, práticas laborais e ética empresarial foi reconhecido pela Ecovadis, que nos atribuiu a medalha de bronze. Esta distinção resulta de uma avaliação independente e internacional que confirma o desempenho positivo da Contisystems em áreas cruciais da sustentabilidade.

Receber esta medalha é um motivo de orgulho, mas também um incentivo para continuar a melhorar. A sustentabilidade é um caminho contínuo — e cada passo conta.

Pacto Global das Nações Unidas: alinhar com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Ao subscrever o Pacto Global das Nações Unidas, formalizámos o nosso compromisso com os Dez Princípios que orientam empresas em todo o mundo em temas de direitos humanos, práticas laborais, ambiente e combate à corrupção.

Esta adesão reforça a nossa atuação responsável e o nosso contributo direto para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), integrando a Contisystems numa rede global de organizações empenhadas em criar impacto positivo.

Merece: reciclar tecnologia, inspirar mudança

O Merece é um movimento empresarial criado pela Contisystems dedicado à reciclagem de cartões com componentes eletrónicos, como os cartões de pagamento ou identificação. O objetivo é simples e concreto: reduzir o impacto ambiental, promovendo a recuperação e transformação de materiais que, de outro modo, seriam encaminhados para aterro.

A iniciativa deu origem também à loja Merece, um espaço onde valorizamos e divulgamos projetos e produtos que partilham dos nossos valores de sustentabilidade e inovação responsável.

O Merece é, assim, mais do que uma ação ambiental — é uma forma de mostrar que a tecnologia e a responsabilidade podem coexistir, e que pequenas escolhas têm o poder de gerar grandes mudanças.

Sustentabilidade empresarial que gera valor partilhado

Cada certificação, cada monitorização e cada iniciativa têm um propósito comum: gerar valor sustentável.

Para os nossos clientes, isso significa trabalhar com um parceiro que atua de forma responsável, transparente e alinhado com as exigências ambientais atuais.

Sabemos que a sustentabilidade não é apenas uma meta — é uma jornada contínua. Continuaremos a investir em tecnologias, processos e materiais mais ecológicos, mantendo o mesmo rigor que sempre nos caracterizou.

Escolher a Contisystems é escolher uma cadeia de valor mais limpa, ética e preparada para o futuro — um parceiro que combina inovação, eficiência e sustentabilidade ambiental de forma genuína.

Estudo Green Cloud: a perspectiva da Contisystems

Sustentabilidade e segurança: dois lados da mesma moeda

O IV Estudo Green Cloud do iSMS Forum Spain realça que a sustentabilidade já não é apenas ambiental. Na cloud, cibersegurança, eficiência e sustentabilidade são inseparáveis: proteger infra‑estruturas aumenta o consumo energético e optimizar sem controlo cria vulnerabilidades. Esta visão espelha a postura da Contisystems, integrante do MailComms Group, que é membro do iSMS Forum Spain. Participamos em iniciativas como o Pacto de Cibersegurança Sostenible e partilhamos a convicção de que uma nuvem ética, verde e segura é imperativa.

Referências regulatórias e evolução do conceito

O estudo lembra que a inovação na nuvem deve considerar o quadro legislativo europeu. A Digital Operational Resilience Act (DORA), aplicável desde 17 de Janeiro de 2025, harmoniza as regras de resiliência operacional para bancos, seguradoras e outros serviços financeiros. A Corporate Sustainability Reporting Directive (CSRD) exige que as grandes empresas divulguem riscos e impactos ambientais e sociais no exercício de 2024, com relatórios a publicar em 2025. A NIS2 (Network and Information Security Directive), em vigor desde Janeiro de 2023 e transposta até Outubro de 2024, estabelece uma estratégia comum de cibersegurança para 18 sectores críticos e impõe medidas de gestão de risco a médias e grandes empresas. Estas normas influenciam diretamente os nossos clientes; na Contisystems integramos conformidade e boas práticas de resiliência nas nossas soluções.

Desde a primeira edição, o iSMS Forum tem aprofundado o conceito de Green Cloud. A edição inaugural diagnosticou a escalada do consumo energético da cloud. A segunda centrou‑se em infra‑estruturas críticas e centros de dados, chamando a atenção para métricas como o PUE (power usage effectiveness) e para a importância das energias renováveis. A terceira abordou Green Cloud Engineering, inteligência artificial sustentável e modelos de governação para a descarbonização digital. A edição atual renova a aposta na divulgação técnica acessível, reforça a importância de equilibrar cibersegurança e eficiência, e evidencia o papel do Pacto de Cibersegurança Sostenible, subscrito pela Mailcomms, como motor de mudança.

Como o fazia historicamente, e agora como parte do MailComms Group, a Contisystems integra a sustentabilidade no centro das suas soluções. Reconhecemos que o futuro da cloud depende de um equilíbrio entre segurança, eficiência e responsabilidade ambiental, e trabalhamos com clientes e parceiros para construir um ecossistema digital onde a confiança e o respeito pelo planeta caminham lado a lado.

ISO 27001 – um compromisso com a segurança

Há mais de uma década que, na Contisystems, somos certificados pela ISO 27001, a norma internacional de referência para a segurança da informação. Ao longo deste tempo, não encarámos este reconhecimento como um simples selo. Para nós, trata-se de um compromisso contínuo: salvaguardar a informação, assegurar operações e garantir a confiança de todos os que nos escolhem.

Quando falamos em dados pessoais, falamos em responsabilidade máxima. E isso ganha ainda mais relevância em setores como a banca, os seguros, e também em áreas como as utilities, as telecomunicações ou o retalho, onde a regulamentação é apertada e a tolerância a falhas é mínima. Ninguém quer ver os seus dados expostos ou mal geridos. É aqui que este referencial internacional faz a diferença: obriga-nos a manter práticas robustas, auditadas e constantemente atualizadas para proteger a informação.

Além disso, a ISO 27001 não vive isolada. Ela funciona também como um alicerce para o cumprimento de regulamentos europeus cada vez mais relevantes, como a NIS 2, que reforça a segurança das redes e sistemas de informação em setores críticos, ou o DORA, que estabelece requisitos de resiliência operacional digital no setor financeiro. Ter esta certificação significa, portanto, estar não só preparado para proteger dados, mas também para responder às exigências regulatórias que moldam o presente e o futuro da segurança digital.

Este standard internacional garante que temos práticas de segurança integradas em todas as fases do trabalho — desde a receção de dados até à entrega final. Isso significa que os nossos clientes podem confiar que cada etapa das operações está protegida por camadas de controlo, prevenção e monitorização.

Manter este nível de exigência ano após ano é desafiador, mas é também imprescindível. Porque acreditamos que a confiança não se conquista apenas com palavras — conquista-se com provas, práticas sólidas e uma cultura de segurança enraizada em toda a organização.

E é exatamente isso que fazemos, todos os dias.