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Impressão Offset, o processo de impressão mais usado no mundo

O processo de impressão hoje normalmente chamado de Offset resulta de uma evolução da litografia que, desenvolvida nos finais do seculo XVII, consistia na impressão com recurso ao contacto direto entre o papel e matriz que continha a imagem, matriz que nesse tempo era uma pedra polida e que nos dias de hoje é conhecida por chapa.

Inicialmente designado por “offset lithography” (literalmente, litografia deslocada) tinha como principal diferença o facto de não haver contato direto entre o papel e matriz por introdução de um novo elemento com base de borracha chamado blanket ou cauchu, que trouxe como melhorias técnicas o evitar de “borrões” e excessos de tinta por ter uma melhor capacidade de absorção.

Com forte desenvolvimento tecnológico a partir de meados do século XX é ainda hoje um dos processos de impressão mais utilizados no mundo apresentando como grande ponto forte a possibilidade utilização de um largo numero de suportes, onde se incluem praticamente todos os tipos de papel, desde o papel não revestido mais básico como por exemplo o papel de jornal aos papeis de elevada qualidade como o Conqueror ou as cartolinas de elevada gramagem e também os plásticos, nomeadamente o poliestireno.

Apresentando como principal característica a elevada qualidade que se consegue obter através de deste processo, a possibilidade de utilização de diversos tipos de tintas em conjugação com os variados tipos de suporte permitem a criação de peças de alto valor percecionado, quer pela sua utilidade quer pela sua diferenciação, que transmitem ao utilizador final uma Customer Experience única através de praticamente todos os sentidos, com recurso a cores, texturas e até cheiros que nos remetem para outras sensações.

Os produtos resultantes deste processo de impressão estão assim presentes em praticamente todas as coisas que utilizamos no nosso dia a dia desde a embalagens dos produtos que compramos aos livros que lemos ou aos bilhetes dos espetáculos que vemos, passando pelos cartões bancários que utilizamos ou até por elementos decorativos nas nossas casas.

Apesar do aparecimento de novos processos de impressão ou do crescimento da comunicação digital, a impressão offset é ainda o processo de impressão mais usado no mundo e continuará a dar resposta a muitas das nossas necessidades de comunicação nos mais diversos setores de atividade.

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A importância do papel

Ao olharmos para o papel do papel nos dias de hoje, deparamo-nos com as seguintes questões: será que no tempo em que vivemos a importância do papel ainda se mantém? Será que o direct mail (possivelmente um dos bastiões do papel impresso) continua a ter assim tanta relevância no processo de comunicação de algumas empresas?

Lançamos-lhe estas questões, dizendo-lhe desde já que vai poder encontrar as respostas no decorrer deste texto, mas o que importa destacar aqui é que vivemos numa era em que assistimos repetida e ciclicamente a crónicas de mortes anunciadas.

  • É a TV que vai morrer;
  • É o Twitter que vai morrer;
  • É o Facebook que vai morrer;
  • São os jornais que vão morrer;
  • É o marketing direto que vai morrer;
  • São as pessoas que são dadas como mortas – mas que afinal ainda estão vivas – e até o ser humano já teve a sua morte prevista às mãos da Inteligência Artificial, dos robots, dos extraterrestres, enfim.

Dá para perceber a ideia. Certo?

Com o papel passa-se exatamente a mesma coisa. Num tempo em que tudo é digital, digitalizado ou digitalizável, o papel parece estar a ser forçado a uma secundarização do seu… papel.
Confuso? Nós explicamos.

Para sermos mais concretos, parece estar em marcha um plano para tentar mostrar que na verdade o papel é dispensável e facilmente substituível.
Pois bem, cabe-nos a dura missão de demonstrar exatamente o contrário.

E nada melhor do que usar exemplos concretos para o fazer.

Vejamos o caso da Tetra Pak, que anunciou em maio deste ano que vai substituir as palhinhas de plástico por outras feitas em papel.

Temos também o exemplo da Inapa, que apresenta o papel kraft (aquele castanho, reciclável) como alternativa aos sacos de plástico.

A própria Renova já lançou este ano, no Reino Unido, embalagens de papel higiénico feitas de papel e não de plástico.

E ainda uma fábrica de guardanapos de papel portuguesa que também já abandonou o plástico (numa poupança que ascende às 460 toneladas/ano) para passar a ter embalagens de papel.

McDonald’s, Burger King, Subway, Starbucks, Disney, Ikea, Super Bock e Sagres, Sonae, Jerónimo Martins… todos eles já iniciaram o processo de abandono do plástico em favor do… papel.

E se nos lembrarmos do Marketing e da Publicidade, por exemplo, dificilmente se consegue pensar que o papel está morto ou a caminhar a passos largos para a extinção.

Como vê, o papel está muito longe de estar em vias de extinção. Não acredita? Vamos já passar aos exemplos para que perceba porque é que dizemos isto com tanta certeza.

Vejamos, por oposição, o digital vs offline.

Olhando para o digital, conseguimos facilmente concluir que o email é hoje uma das principais formas de comunicação no planeta, sendo já possível enviar emails absolutamente direcionados e personalizados, com excelentes peças de conteúdo, e que levam uma lead a tornar-se numa conversão, num comprador, em alguém que vai passar a consumir os nossos conteúdos e a comprar os nossos produtos.

É igualmente possível medir taxas de abertura desses mesmos emails, e compô-los com recurso às mais variadas plataformas, sem esquecer as regras do RGPD, etc. Ou seja, sim, o email é uma ferramenta de comunicação muitíssimo completa. Contudo, no que toca a personalização propriamente dita, poucas coisas conseguem bater um bom direct mail. Sobretudo se o remetente caprichar no copy, no papel, no grafismo, na personalização e no conteúdo que está a enviar.

Sabia que a taxa de abertura de emails em 2017 foi de 36%? Significa isto que 64% dos emails enviados são apagados antes sequer de serem lidos. A informação é do estudo Litmus Email Analytics, de 2017.

Com uma taxa de sucesso superior, o desperdício associado ao direct mail é consideravelmente menor, sobretudo porque a marca pode e deve adaptar a mensagem com pontos que captem o interesse daquele destinatário e com ofertas que sejam difíceis de ignorar. Esta é uma técnica ou uma forma de comunicação que funciona com quase todos os mercados/produtos/clientes.

Desde que seja algo possível de transportar por correio é possível escolher o direct mailing como meio de comunicação, com a garantia de que o grau de satisfação de quem a recebe vai ser elevado.

Quando uma marca opta por este tipo de meio, está, no fundo, a oferecer algo ao cliente. Quanto mais não seja está a oferecer-lhe uma experiência imersiva e completamente distinta que é difícil de esquecer. E isto, caríssimos, isto o email não consegue fazer.

O direct mail assume-se, em muitos destes casos, como o complemento essencial de uma estratégia de marketing, que tem neste formato um expoente máximo de customer care.

Este é um gesto que pode existir tão somente pelo simples prazer de o fazer, combinado com a intenção de mimar um cliente com algo que, preferencialmente, deve perdurar no tempo e ser uma lembrança constante daquela marca na vida do cliente que a recebe.

No reino do Marketing continuam a existir folhetos, catálogos, brochuras, panfletos, cartazes, posters, outdoors, cartas (sim, cartas) e tantos outros meios de comunicação – uns mais eficazes do que outros – que assentam a sua existência e razão de ser no papel. (Isto para não falarmos dos livros. Os e-books são espetaculares, mas os livros em papel são imbatíveis)

Já pensou onde é que deixava recados, lá em casa, se o papel acabasse? É melhor nem sequer pensarmos nisso.

Como vê, bons exemplos não faltam, pelo que a nossa tarefa ficou assim muito mais facilitada. O papel parece decididamente decidido a deixar-se ficar entre nós durante algum tempo.

A forma como o usamos está a mudar, assim como está a mudar a consciencialização da sociedade em relação à necessidade de usar papel amigo do ambiente e de reciclar esse mesmo papel, com vista a tornar a indústria também ela mais sustentável e limpa.

Veja-se, por exemplo, a utilização de papel com selo FSC (Forest Stewardship Council) que dá ao consumidor total garantia de que a matéria-prima utilizada provém de uma floresta certificada pelo referido organismo. Ao optarmos pelo consumo de materiais com o selo FSC estamos a contribuir ativamente para a melhoria da gestão das florestas do mundo inteiro. Para além de estarmos igualmente a contribuir para a certificação de novas áreas florestais e de novas empresas.

Deste modo, é então possível concluir que o papel está muito longe de estar moribundo. Muito pelo contrário.

Pese embora a facilidade que o mundo digital nos oferece em termos de economização de tempo e de otimização de tarefas e recursos, ainda é muito difícil obter por esta via o nível de personalização e a eficácia em termos de conversão que o direct mail possuí.

E isso, caríssimo leitor, isso vai ser difícil de mudar, pelo menos nos próximos tempos.

Ah, e não nos esqueçamos de um pormenor importante: se o digital falha, é o papel que está sempre lá para salvar o dia.

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Soluções de Impressão pelo mundo

O Outono marcou o arranque das ações com o objetivo de aumentar a nossa presença nos mercados externos e consequentemente o nosso volume de exportações.

Estivemos em França no final de Setembro, visitando Clientes atuais para reforço do relacionamento e abrindo portas em novos clientes num mercado que se apresenta bastante interessante e onde vamos ter em breve novas oportunidades de negocio.

Foi importante obter o feedback dos nossos Clientes em relação à nossa qualidade e na identificação das oportunidades de melhoria que podemos e devemos implementar tendo a Excelência como objetivo presente na nossa Visão.

No inicio de Outubro estivemos em Marrocos, nas cidades de Casablanca e Rabat,  com reuniões em Clientes atuais e visitando novos Clientes deste mercado que se revela em crescimento.

As novas oportunidades encontradas nesta visita abrem a possibilidade da Contisystems ter acesso a um conjunto alargado de outros países africanos de língua francesa e que tem fortes ligações a Marrocos, através de eventuais parcerias que podem envolver as várias divisões.

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